segunda-feira, março 20, 2023

Piada do Ano! Flávio Bolsonaro agora alega que as joias estavam numa “caixa lacrada”

Publicado em 20 de março de 2023 por Tribuna da Internet

Veja fotos das joias da Arábia Saudita presenteadas a Bolsonaro

Todos sabem que as joias estavam na mochila, menos Flávio…

Julia Chaib e Thiago Resende
Folha

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse em entrevista à Folha que não havia interesse particular na operação para tentar liberar o conjunto de joias e relógio, avaliado em R$ 16,5 milhões, que seria para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e foi retido pela Receita no aeroporto de Guarulhos (SP).

“Ninguém sabia o que tinha lá dentro. Podia ser um copo de água, ninguém sabia. E, se tivesse má-fé, ninguém ia fazer o trajeto de passar pelo raio-x da Receita, não ia trazer num voo comercial”, afirmou.

NÃO VÊ ILEGALIDADE – Ele rechaça que o presente tenha sido dado como contrapartida a algum benefício à Arábia Saudita e avalia que houve desconhecimento sobre como fazer o desembaraço das joias na alfândega por parte de assessores de Jair Bolsonaro (PL).

“Não vejo ilegalidade. Tanto é que ficou mais de um ano o troço largado lá, sem o conhecimento, inclusive da Michelle. Então não tinha nenhum interesse particular de se beneficiar disso”, declarou.

O ex-presidente recebeu joias da Arábia Saudita que são avaliadas em cerca de R$ 16,5 milhões. Segundo a primeira versão do ex-ministro Bento Albuquerque, essas joias seriam para a primeira-dama. Depois, ele disse que iriam para o acervo do Estado. Por que esses presentes não foram declarados?
Não tem muito o que ficar falando além do que o advogado dele já falou. Os presentes vieram lacrados de lá para cá. Se tivesse má-fé, não ia passar pelo raio-x da Receita. Podia muito bem ter pegado isso lá fora e vindo para cá sem ninguém saber. Não vejo ilegalidade. Tanto é que ficou mais de um ano o troço largado lá, sem o conhecimento, inclusive da Michelle. Então, não tinha nenhum interesse particular de se beneficiar disso. Eu acho que a imprensa está cometendo um erro de tentar vincular qualquer benefício à Arábia Saudita a esse presente.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) mudou de versão. Primeiro, falou que não havia presente, depois ele falou que havia e que ia para o Estado. Por que ele mudou de versão?
Não sei, tem que perguntar para ele. Mas, sinceramente, eu não estou nem tratando desse assunto com ele.

O sr. disse que Michelle não sabia das joias.
Estou repetindo o que ela falou, o que ela publicou em rede social.

Quem sabia, então?
As pessoas que estavam lá [na Arábia Saudita], que trouxeram elas para cá. O ministro Bento, a assessoria dele. E mais uma vez, não vejo má-fé por parte deles.

Mas ele não teria avisado o presidente que estava voltando do país com esses presentes?
Tem que perguntar para ele também.

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Flávio “inventa” que as joias estavam numa caixa lacrada

O que foi dito quando entregaram esses presentes?
Não sei. Eu não estava lá. Nem o presidente Bolsonaro estava nessa audiência. O ministro foi para lá representá-lo. Mas, pelo que estou vendo, ele pegou uma caixa lacrada e trouxe para cá para formalizar a entrega para quem seriam os presentes. E teve o Comitê de Ética Pública do Executivo que não via problema nenhum nesse tipo de presente. Então, ele seguiu orientação técnica. O ajudante de ordens do presidente, o Cid, foi lá… Foi no final de governo. Eu acho que ele tentou ali só desburocratizar, mas eu vejo também que houve falta de conhecimento de como é que faria esse desembaraço.

Por que esse esforço no final, logo quando o presidente perdeu as eleições?
Para você ver, tanto não ligaram para os presentes que isso ficou desde 2021 parado. Aí quando foi fazer o levantamento, acredito eu, de tudo que tem de acervo lá, você tem que tirar a mudança do Alvorada e levar para algum lugar, não dá para deixar as coisas do presidente Bolsonaro para o próximo presidente. É nessa linha de raciocínio.

Então ficaria para o próximo presidente?
Eu não sei. Pelo que estou entendendo, pelo que eu estou vendo por vocês na imprensa, isso iria para o acervo público.

Mas outro pacote, com parte das joias ficou com o ex-presidente Bolsonaro.
Ok. Ele falou que recebeu isso, foi ao Comitê de Ética da Presidência e disse que podia ficar no acervo privado e ele cumpriu a lei, mais nada.

Para presentes avaliados nesse montante, não caberia uma avaliação dele próprio que isso deveria ser acervo público?
A lei é vaga. Tanto é vaga que o TCU está dizendo que tem que haver uma mudança legal para deixar com critérios objetivos.

O sr. disse que as joias estavam lacradas, ninguém sabia o que estava lá.
Mas Bolsonaro conversou com o então chefe da Receita Federal por telefone em dezembro e agiu pessoalmente para tentar retirar esses presentes da Receita. Não. Ele não agiu pessoalmente. Foi o ajudante de ordem dele, para desembaraçar tudo o que ele tinha de acervo lá, pessoal ou que é para acervo público. Na troca de governo, ele tinha que tomar providências.

Houve tentativas por parte de ministros [de retirar as joias da Receita ao longo de 2021].
De tentar regularizar. O que não conseguiram fazer, mais uma vez, eu acho que por desconhecimento da burocracia.

A culpa é do ex-ministro Bento?
Eu não vejo culpa dele também nesse assunto. Se eu te der um presente lacrado e disser “ó, entrega lá para o seu marido”, você vai abrir? Não. Você vai pegar o presente e vai dar lá para o seu marido.

Mas um presente da Arábia Saudita…
Ninguém sabia o que tinha lá dentro. Podia ser um copo de água, ninguém sabia. E se tivesse má-fé, ninguém ia fazer o trajeto de passar pelo raio-x da Receita, não ia trazer num voo comercial.

Desde quando esse caso surgiu, tem pontas soltas e até agora o presidente não conseguiu explicar direito o que aconteceu.
O que ele não explicou? É uma coisa tão pequena. É uma forçação de barra para desviar dos reais problemas do Brasil. Ele preferiu ignorar. Deixa as autoridades investigarem à vontade.

O sr. chegou a anunciar que Bolsonaro voltaria dia 15 de março, mas recuou. Tem a ver com o caso das joias?
Não tem nada a ver. Surgiram novos compromissos nos Estados Unidos. Ele continua fazendo os contatos lá com brasileiros, com pessoas do Partido Republicano.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – 
Com defensores como o filho Flávio, o ex-presidente Bolsonaro nem precisa de inimigos, porque a própria família o destrói. Todo mundo sabe que não havia nenhuma caixa lacrada e o assessor até quebrou a estatueta equestre de ouro para colocá-la na mochila, junto com as joias. Mesmo assim, agora Flávio Bolsonaro inventa essa estória da caixa lacrada, que ninguém sabe como surgiu nos neurônios rarefeitos de sua mente. Vai ser burro assim lá no meio dos presos!, como se dizia antigamente. (C.N.)

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