PF faz busca e apreensão na casa de Protógenes Queiroz
por Claudio Julio Tognolli
A Polícia Federal fez operação de busca e apreensão na casa do delegado Protógenes Queiroz, em Brasília, nesta quarta-feira (5/10), e de outros delegados que participaram das investigações sobre supostos crimes financeiros do banqueiro Daniel Dantas, na chamada Operação Satiagraha. A ordem de busca e apreensão foi concedida pelo juiz da 7ª Vara Federal em São Paulo, Ali Mazloum.
As diligências apuram vazamento de informações das investigações sobre Daniel Dantas ocorridas antes da deflagração da operação que resultou na prisão do banqueiro em julho. Em São Paulo, a ação foi liderada pelo superintendente regional da PF, Leandro Daiello Coimbra.
Ao reconstituir os últimos momentos da operação contra Daniel Dantas, para averiguar vazamentos, a PF chegou a uma constatação intrigante. Protógenes Queiroz tinha à sua disposição salas em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Quando procurado em um desses locais, não encontrado, supunha-se que ele estaria, obrigatoriamente, em um dos outros dois endereços. Não estava em nenhum dos três, concluiu-se agora. O mesmo ocorreu no dia em que se deflagrou a operação. Protógenes simplesmente sumiu. Seus colegas querem agora saber onde e com quem ele estava.
O blog do jornalista Luiz Nassif publicou mensagem que descreve a ação da PF: “Hoje pela manhã recebi a visita de alguns colegas da PF, tinham um mandado de busca e apreensão para cumprir em minha casa, foi chamada de “operação G” (será que o “G” é de Gilmar ???). Acordei minha esposa e meus filhos para que acompanhassem as buscas em nosso apartamento, estavam 'procurando grampos ilegais e mídias', como todo o trabalho em que participei sempre foi respaldado por autorização judicial (seja a interceptação telefônica, ambiental ou ação controlada), não havia nada a ser encontrado, como não encontraram”. A mensagem é assinada por “Neófito”, que se identifica como policial federal.
Protógenes, que não estava em casa no momento da ação policial
— consta que estaria em São Paulo — foi o chefe da denominada Operação Satiagraha.
Durante a operação, o banqueiro foi preso em duas oportunidades, cumprindo ordem do juiz Fausto Martin de Sanctis, por solicitação do delegado. Nas duas oportunidades, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, concedeu Habeas Corpus colocando o banqueiro em liberdade.
A operação acabou provocando um grande escândalo e Protógenes foi afastado de seu comando. Em seguida, a revista Veja publicou reportagem afirmando que telefones do ministro estavam grampeados, supostamente pela Agência Brasileira de Informação e pela Polícia Federal, também num desdobramento da operação comandada por Protógenes.
Revista Consultor Jurídico,
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