Silvânia Pinheiro
Os deputados estaduais Mazinho Serafim (PSDB) e Gilberto Diniz (PTdoB), ambos de Sena Madureira, acionaram suas assessorias jurídicas para impetrar uma Ação Popular, junto ao Ministério Público Estadual (MPE) contra o aumento salarial do prefeito Nílson Areal (PR), aprovado semana passada pela Câmara de Vereadores por seis votos.
Eles questionam a aprovação do salário de Areal por considerarem incompatível com a realidade do município, onde milhares de famílias são vítimas do desemprego, além de não terem casa própria, sofrerem com a falta de medicamentos nos postos de saúde, merenda nas escolas e ausência de infra-estrutura nos bairros.
Na próxima semana, os deputados, através de suas assessorias, começarão a colher assinaturas dos moradores do município declaradamente contrários ao aumento de salário do prefeito e de seu vice, Jairo Cassiano (PMN), que passará a ganhar R$ 9 mil.
A denúncia sobre os abusos de poder econômico praticados por Areal em Sena também foi feita esta semana na tribuna da Assembléia Legislativa do Estado por Serafim e Diniz, que consideram a atitude um desrespeito as precárias condições em que se encontra hoje o município de Sena Madureira.
"É um absurdo que o prefeito de Sena, logo após uma eleição onde ficou claro o abuso de poder econômico, ainda venha afrontar a população humilde aumentando seu salário de R$ 9 mil para R$ 14 mil, passando a ganhar mais do que o prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim (PT), que hoje tem um salário equivalente a R$ 12 mil", disse Gilberto Diniz.
Ao contrário de Areal, o prefeito eleito de Cruzeiro do Sul - segundo maior município do Estado - Wagner Sales (PMDB), já declarou que pretende continuar com o mesmo salário da atual prefeita, Zilá Bezerra (PTB).
Gilberto frisou ainda que há vários indícios na cidade que o aumento de salário dos secretários de Nílson Areal, que passarão a ganhar R$ 5 mil a partir de janeiro, servirão para pagar empréstimos contraídos para financiar sua reeleição a prefeito.
"O salário do prefeito saltou de R$ 9 mil para R$ 14 mil; o do vice, de R$ 7 mil para R$ 9 mil e o dos secretários de Nílson de R$ 3,5 mil para R$ 5 mil. Essa foi a primeira grande obra do prefeito reeleito este ano em Sena Madureira", ironizou o parlamentar.
Votaram a favor do reajuste os vereadores Hermano Filho (PSB); Bileu do Incra (PR); Glorinha (PR); Juza Bispo (PMN); Dinho Nascimento (PT) e o presidente da Casa, Jairo Cassiano (PMN). Não compareceram a sessão os vereadores Pitel Brito (PMDB), Jair Alves (PSDB) e Célio Teixeira (PMDB).
Fonte: A Gazeta (AC)
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