Patrícia França, do A Tarde
Depois de empossar Roberto Muniz (PP) na Secretaria da Agricultura, que foi para a pasta antes ocupada pelo petista Geraldo Simões, o governador Jaques Wagner começa a mudar a estrutura de alguns órgãos, como a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder) e a Companhia de Engenharia Rural (Cerb).
O governador, que retorna no final da tarde desta segunda-feira, 24, de Foz do Iguaçu (PR), onde participou do Fórum de Águas das Américas, chega a Salvador com a tarefa de agilizar a reforma administrativa anunciada no início do mês e que deverá ser concluída até o final de dezembro.
O secretário de Relações Institucionais, Rui Costa, não antecipa se haverá troca de comando nesses órgãos. Mas diz que, por serem executores de importantes projetos, precisam tornar suas estruturas mais ágeis e eficientes.
Candidato natural à reeleição em 2010, Jaques Wagner sabe que o sucesso nas urnas dependerá dos resultados obtidos pelo seu governo nos próximos dois anos. Portanto, azeitar a máquina estadual e identificar gargalos na administração se tornaram prioridades para o governador, que estabeleceu 2009 como um ano voltado à gestão.
Gerentes – Os estudos realizados pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Sedur) e Secretaria de Administração (Saeb) revelam, segundo o secretário Rui Costa, que a Conder precisará ganhar uma “estrutura intermediária” em seu organograma, para atender o volume de investimentos que o órgão tem sob sua responsabilidade. A idéia é criar cargos de gerentes de projetos, com profissionais capacitados para acompanhar obras como a Via Expressa, que absorverá R$ 380 milhões.
“Hoje, na Conder, há um pequeno núcleo que forma a diretoria e, abaixo, um corpo de fiscais de obras, com baixa remuneração, em torno de R$ 1,5 mil”, relatou o secretário, adiantando que o enxugamento que haverá no órgão será compensado com o ganho em qualidade.
Já as mudanças na Cerb, responsável pela construção de sistemas de águas e poços artesianos, visam modernizar uma estrutura de mais de 10 anos. “Para atender as metas do programa Água para Todos, de perfurar 2 mil poços até 2010, a Cerb precisa ser reformulada”, explicou.
Fonte: A Tarde
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