Senador ironiza apoio de Lula a Sarney para suceder Renan na presidência do Congresso
BRASÍLIA - Cortejado por um grupo de 29 senadores para ser o futuro presidente do Senado, em substituição a Renan Calheiros (PMDB-AL), Pedro Simon (PMDB-RS), utilizou-se ontem da ironia para comentar a pressão do Planalto para que o senador José Sarney (PMDB-AP) seja o novo chefe da Casa legislativa.
A ironia ficou por conta de uma suposta mudança no panorama político. Aliados na luta pela democracia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Simon chegaram a combater a Arena, partido comandado por Sarney no regime militar. Agora, o petista está mais próximo do ex-adversário do que de Simon.
"Acho que o presidente Lula deveria acompanhar (a sucessão) e acho Sarney um excelente nome. Mas o Lula insistir no Sarney... A vida dá voltas. Quem diria dez anos atrás o Lula apresentar o Sarney como seu homem de confiança", discursou Simon, da tribuna. "O Sarney também evoluiu. Não é mais o presidente da Arena", prosseguiu.
O movimento para que Simon assuma a vaga deixada por Renan, que na terça-feira renunciou para escapar da cassação, foi encabeçado pelos senadores Eduardo Suplicy (PT-SP) e Cristovam Buarque (PDT-DF). Considerado um peemedebista rebelde, as chances de Simon são poucas. O próprio, que ontem disse não ser candidato - a não ser que a bancada lance seu nome -, reconhece suas dificuldades. "Não tenho a infantilidade de imaginar que vai sair a minha indicação", afirmou. "Só sairia candidato se a bancada me indicasse pois não vou disputar o posto em plenário", prosseguiu.
Da tribuna, observado pelo líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO), Simon pediu desculpas ao colega e criticou o partido. "O PMDB é um partido de esquemas. Tem o esquema do Renan (Calheiros), do Jader (Barbalho) e do Sarney e o Pedro Simon é uma figura estranha a isso", disse.
Em seguida, mais uma vez, usou da ironia para falar de Sarney. "Vai ser ótimo ter no Senado o presidente da Academia Brasileira de Letras e do Senado." Na véspera, Sarney disse não haver hipótese de voltar a presidir a Casa já que tem 78 anos e quer se dedicar a escrever suas memórias.
"O Sarney deve estar pensando em fazer as memórias este ano e depois pegar outros quatro anos para presidir o Senado", disse Simon. O mandato do substituto de Renan é de apenas um ano e termina em fevereiro de 2009 quando novas eleições - para mandato de dois anos - serão realizadas. Na avaliação de Simon, o futuro presidente da Casa não pode ser alguém da oposição. "Mas também não alguém de fidelidade canina ao governo", observou.
Fonte: Tribuna da Imprensa
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