Entre empresários e representantes de vários setores da sociedade baiana, o fim da CPMF representa, além de uma derrota do governo, o sepultamento de um imposto de efeito cascata que incidia sobre todas as operações financeiras. “A CPMF todo mundo paga, seja rico ou pobre. É uma injustiça. Foi desvirtuado totalmente do seu objetivo original por que as pessoas continuam nas filas dos hospitais públicos. Acho correto que tenha caído”, declarou o empresário Humberto Campos Peso, para quem a saúde não teve o retorno do dinheiro arrecadado. Para Antônio Bitencourt, gerente de uma empresa de seguros, “foi ótimo que isto tenha acontecido. Acho que o governo subestimou a oposição e foi arrogante. É uma cobrança que onera toda a economia e é cara pra gente que já tem uma carga tributária muito alta. Estes 40 bilhões de reais, que o governo vai deixar de contabilizar, poderão ser conseguidos de outras fontes, mesmo porque a arrecadação de tributos bate recorde a cada ano”, comentou. Na opinião da empresária Ruth Carvalho, foi “ uma vitória do povo brasileiro. Mas, acho que eles vão dar o troco de outra forma. De qualquer forma foi positivo”. O cantor e compositor Lui Muritba analisa o fim do imposto como uma jogada do xadrez político que “ tinha que acontecer. É um dinheiro que não vai só para a saúde e todo mundo sabe disso. Mas um outro imposto vai acabar entrando no nosso bolso. Não tenho dúvidas quanto a isto”, enfatizou. Já o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Manuel Machado, não acredita que o ato da oposição em votar contra a CPMF foi uma atitude em defesa aos direitos do povo. “Os políticos não têm interesse em defender a população, porque, hoje, quem defende o final da cobrança, um dia a defendeu com veemência. Isso é um jogo político, briga de partido. Apesar de saber que a população mais pobre, que é a maioria, não tem cheque e portanto não sofre com esse desconto, concordo com o final da cobrança”, opinou Machado.
Fonte: Tribuna da Bahia
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