sábado, novembro 22, 2025

PF prende Bolsonaro na reta final de processo da trama golpista

 

PF prende Bolsonaro na reta final de processo da trama golpista

Por Marianna Holanda, Bruno Ribeiro e Mônica Bergamo/Folhapress

22/11/2025 às 06:55

Atualizado em 22/11/2025 às 10:05

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Arquivo/Agência Brasil

Imagem de PF prende Bolsonaro na reta final de processo da trama golpista

Jair Bolsonaro

A Polícia Federal prendeu preventivamente Jair Bolsonaro (PL) na manhã deste sábado (22), em Brasília, na reta final do processo da trama golpista.

O ex-presidente estava em prisão domiciliar e foi levado pela PF após a decretação da preventiva, sob justificativa de garantia da ordem pública.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão.

Na sexta (21), a defesa pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) que o ex-presidente fosse mantido em prisão domiciliar.

Na petição, feita ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, os advogados enumeraram os problemas de saúde de Bolsonaro e falaram em "risco à vida". Eles pediam que o ex-presidente fosse mantido em casa, onde já cumpria prisão domiciliar desde 4 de agosto.

Bolsonaro é preso pela PF por ordem de Alexandre de Moraes


O DESRESPEITO À VERDADE E A REALIDADE DAS ENCHENTES: UM ARTIGO SOBRE JEREMOABO, O GOVERNADOR JERÔNIMO E A GESTÃO DO PASSADO

 

O DESRESPEITO À VERDADE E A REALIDADE DAS ENCHENTES: UM ARTIGO SOBRE JEREMOABO, O GOVERNADOR JERÔNIMO E A GESTÃO DO PASSADO

Dizer que o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, não fez nada por Jeremoabo e nunca fará, é mais que um exagero — é uma piada de mau gosto ou, pior ainda, uma tentativa clara de zombar da inteligência do povo jeremoabense. Basta ter memória, basta ter honestidade. Os fatos estão aí, documentados, vistos, vividos e sofridos por toda a população ribeirinha.

A Tragédia do Vaza-Barris e o Papel do Governador

Quando o Rio Vaza-Barris transbordou, provocando uma das maiores enchentes já registradas na região, desde o povoado Chanché até a divisa da Bahia com Sergipe, dezenas de famílias viveram um tormento do qual ainda hoje tentam se recuperar. O prejuízo foi incalculável: lavouras devastadas, animais perdidos, plantações inteiras destruídas, casas invadidas pela água e famílias inteiras em desespero.

O povoado Canché foi duramente atingido, assim como o Bairro São José, em Jeremoabo, onde moradores tiveram suas casas inundadas e seus bens arrastados pela força da água.

Diante dessa tragédia, o governador Jerônimo Rodrigues não se escondeu, não ficou no gabinete, não mandou recado. Ele foi pessoalmente até a região de Canudos, acompanhado de equipe técnica, Defesa Civil, secretarias estaduais, para entender os danos e adotar medidas emergenciais. Isso não é opinião: é fato.

A Cena que Jeremoabo Nunca Esquecerá

Jeremoabo também não esquece o momento que tornou-se símbolo da desumanidade da gestão passada. Enquanto Jerônimo buscava soluções para amparar as famílias destruídas pela enchente, o então prefeito Deri do Paloma protagonizou uma cena vergonhosa.

Ao lado do governador, assinou um Decreto de Calamidade Pública, reconhecendo oficialmente a situação gravíssima do município. Até aí, tudo correto. Porém, poucos dias depois — e longe das câmeras — o mesmo prefeito revogou o decreto.

E por quê?
Porque com o decreto ativo, o município precisaria direcionar recursos para ajuda humanitária, reconstrução, socorro às famílias, recuperação de estradas e assistência emergencial aos ribeirinhos. Mas ao revogar, abriu caminho para contratar bandas e eventos a preço de ouro, como se a cidade estivesse em clima de festa.

Enquanto isso:

  • ribeirinhos do Chanché e adjacências amargavam prejuízos irreparáveis;

  • famílias do Bairro São José limpavam lama e choravam perdas;

  • agricultores contabilizavam destruição;

  • e a cidade permanecia sem apoio adequado.

O gesto do prefeito não foi apenas irresponsável. Foi cruel.

O Rombo Deixado e o Desafio Atual

A herança dessa gestão foi um município quebrado, mergulhado em inadimplência, sem crédito, sem condições mínimas de investimento. Hoje, o prefeito Tista de Deda luta para reorganizar a máquina pública, sanar dívidas, renegociar pendências e recolocar Jeremoabo nos trilhos. Está pagando a conta da irresponsabilidade daqueles que preferiram festas a socorro.

A própria duplicação e adequação da saída de Jeremoabo, da Avenida Barão de Jeremoabo até o entroncamento, permanece paralisada devido a suspeitas de corrupção, fraude e irregularidades na gestão anterior. Era obra do governo estadual, mas foi comprometida pelo uso inadequado dos recursos que deveriam ser destinados a ela.

O Peso da Verdade

Diante de tudo isso, afirmar que Jerônimo “não fez nada por Jeremoabo” é ignorar:

  • sua presença durante a crise;

  • o apoio oferecido ao município;

  • o empenho do governo do estado em mitigar danos;

  • e, sobretudo, a difícil realidade vivida pelos ribeirinhos.

O povo de Jeremoabo conhece a verdade. Ele viveu a verdade.

O que não se pode aceitar é transformar mentira em narrativa política, nem permitir que a memória das vítimas das enchentes seja desrespeitada para fins partidários.

Afinal, quem abandonou o povo no momento mais difícil não foi o governador — foi quem deveria ter representado Jeremoabo, mas preferiu o brilho dos palcos ao choro dos ribeirinhos.

E Jeremoabo não esquece.


🏰 O Epicentro da Memória: A Casa da Matriz Nº 02 – Residência dos Montalvão

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Por José Montalvão

🏰 O Epicentro da Memória: A Casa da Matriz Nº 02 – Residência dos Montalvão

A Casa da Praça da Matriz nº 02, em Jeremoabo, conhecida como a Residência dos Montalvão, transcendeu sua função arquitetônica. Embora o tempo tenha consumido sua estrutura física, o local permanece vivo como um marco indevassável na história intelectual, cultural e política do município. Ali não houve apenas um imóvel, mas um verdadeiro patrimônio histórico onde se cruzaram a sabedoria, o poder e a memória afetiva de toda uma região.

Farol do Saber e Academia Informal

Em uma era anterior à digitalização, onde o acesso ao conhecimento era um privilégio, a residência dos Montalvão funcionou como um centro de formação e irradiação cultural. O coração dessa vocação era a maior e mais completa biblioteca particular da região.

Jovens sedentos por saber encontravam ali mais do que livros raros e atualizados; recebiam orientação gratuitaaulas improvisadas e o estímulo necessário para os estudos. Essa casa não apenas abrigou uma vasta coleção de obras, mas também serviu como uma academia informal, preenchendo as lacunas educacionais e elevando o nível intelectual de Jeremoabo.

O Gabinete Informal da Política Baiana

A Casa da Matriz nº 02 era mais que uma residência: era um gabinete informal onde os destinos políticos de Jeremoabo e, por vezes, da Bahia, eram traçados. Figuras históricas de imensa relevância, como o Coronel João Sá, utilizavam o terraço e a sala de visitas como local de constantes reuniões.

Seu filho, Carvalho Sá, deu continuidade a essa tradição, transformando o ambiente em um ponto de diálogo constante. Prefeitos, deputados, e líderes comunitários encontravam ali o espaço propício para amadurecer decisões.

O Templo Jurídico e a Convivência Intelectual

Graças à sua biblioteca notável, a residência tornou-se um ímã para a comunidade jurídica. O local acolhia juízes, promotores e renomados operadores do direito. Entre os visitantes frequentes, destacava-se o ilustre desembargador sergipano José Nolasco.

Essa convivência transformou a casa em um verdadeiro Templo do Direito, onde o diálogo fluía com seriedade e profundidade.

A Casa dos Montalvão era, metaforicamente, o fórum onde a erudição encontrava a amizade.

Solidariedade, Esporte e Tradição

A residência também tinha um papel crucial na vida comunitária e afetiva de Jeremoabo:

  • Porto Seguro Social: Foi um porto seguro para a população, oferecendo acolhimento, orientação e apoio emocional a quem precisava, consolidando a família Montalvão como referência de solidariedade.

  • Berço do Futebol: A casa vibrava com o esporte, celebrando vitórias da seleção jeremoabense e sendo palco de conselhos e instruções para jovens atletas, unindo o esporte à convivência.

  • Festejos Juninos: Nas tradicionais festas juninas, a casa se enchia de parentes e amigos, transformando-se em um vibrante ponto de encontro festivo, celebrando o pertencimento e as raízes.

Legado Insubstituível

Embora a estrutura de pedra e cal tenha sido levada pelo tempo, o legado da Casa da Matriz nº 02 é indevassável. Ela permanece viva na memória coletiva de Jeremoabo, nos relatos de ex-estudantes, nas lembranças de decisões políticas e no espírito de humanidade que ali floresceu. A casa se foi, mas sua história, como berço de saber, cultura e acolhimento, é um legado eterno da família Montalvão para o município.





CORDEL
A CASA DA MATRIZ Nº 02 – O BERÇO DA MEMÓRIA DOS MONTALVÃO

Na Praça da Matriz, bem no coração,
Erguia-se imponente a casa dos Montalvão,
Não era só residência, nem simples construção—
Era farol de cultura, saber e tradição.

O tempo levou as paredes, levou o chão,
Mas não levou da história sua grande missão:
Ser templo do saber, gigante patrimônio,
Onde o povo encontrava abrigo e testemunho.

O FAROL DO SABER

Quando a internet era sonho e promessa distante,
A casa brilhava como sol radiante.
Lá havia a maior biblioteca da região,
Com livros raros, modernos, que guiavam a educação.

Os jovens chegavam com sede de aprender,
Encontravam carinho, alguém pra instruir e dizer:
“Estudar é caminho, futuro e esperança!”
E dali saíam fortes, com nova confiança.

Era aula improvisada, era conversa e lição,
A Casa da Matriz virou grande formação.
Quebrava a escuridão do atraso e da ignorância,
Ajudando Jeremoabo a vencer a estagnação.

O GABINETE DA POLÍTICA

Também foi gabinete, sem placa ou papel,
Um parlamento informal de importância sem véu.
Ali o Coronel João Sá fazia seu quinhão,
Debatia o destino da terra e da população.

Seu filho Carvalho Sá seguia o mesmo trilhar,
Transformando o terraço em ponto de parlamentar.
Prefeitos, deputados, líderes da região,
Ali vinham buscar rumo, conselho e direção.

Decisões que mudaram a vida do sertão,
Nasceram ali mesmo, no peito da casa-mansão.

O TEMPLO DO DIREITO

Com biblioteca farta e sempre atualizada,
A casa virou fórum de alma elevada.
Juízes, promotores, advogados de valor
Ali vinham trocar ideias com respeito e calor.

José Nolasco, jurista de grande brasão,
Tinha ali seu pouso, quase sua extensão.
Era diálogo profundo, era estudo, era luz—
A Casa dos Montalvão, tribunal que seduz.

SOLIDARIEDADE, FUTEBOL E FESTA

Mas além do saber, teve outro papel:
Ser porto e guarida, feito anjo fiel.
O povo buscava conselho, apoio e afeto,
E sempre encontrava acolhimento direto.

O futebol também tinha ali seu altar:
Vitórias da seleção eram motivo pra festejar.
Os jovens atletas recebiam lição,
Entre risos, conselhos e muita emoção.

E quando junho chegava trazendo tradição,
A casa virava festa, luz e animação.
Parentes de longe vinham comemorar,
Rever sua terra, cantar e dançar.

LEGADO QUE O TEMPO NÃO APAGA

Hoje a casa se foi, cumpriu sua missão,
Desapareceu da vista, mas não do coração.
Porque casa que guarda cultura e união,
Não morre jamais—vira eterna canção.

A Casa da Matriz nº 02, orgulho do sertão,
É herança viva da família Montalvão.
Berço de saber, política e devoção,
Que ecoa na memória de toda a população.

Seu legado é insubstituível, seu brilho é imortal—
Jeremoabo jamais verá outra igual.

sexta-feira, novembro 21, 2025

OS ÚLTIMOS MUROS DO MEU LAR

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Nota da Redação Deste Blog -   OS ÚLTIMOS MUROS DO MEU LAR

A demolição de uma residência nunca é apenas um ato físico de derrubar paredes. É um gesto que toca profundamente a alma, pois cada tijolo carrega um pedaço de história, cada cômodo guarda um capítulo de vida, cada lembrança parece ecoar no silêncio que fica depois da poeira. Minha casa — aquela construída com esforço, amor e sacrifício pela minha avó, depois habitada pelos meus pais, por mim e por meus irmãos — chegou ao seu derradeiro momento. Foi vendida, como exigem os caminhos naturais da vida e da necessidade, e hoje assisti, com o coração apertado, ao início de sua demolição.

Agradeço sinceramente ao companheiro Jovino, que, com sensibilidade e respeito, registrou e comentou os últimos instantes daquele lar que resistiu firme por décadas. Sua iniciativa não apenas documentou o fim de uma construção, mas preservou o testemunho de um ciclo muito maior — o ciclo de uma família.

A vida é mesmo feita de ciclos. Alguns se abrem com alegria e esperança; outros se encerram com dor, nostalgia e resignação. O nosso ciclo familiar, que começou há tanto tempo dentro daqueles muros, agora se aproxima do fim. Primeiro partiram meus pais, levando consigo a base e o alicerce afetivo de tudo aquilo que conhecíamos. Depois, alguns irmãos seguiram o mesmo caminho. Ficamos poucos para testemunhar o epílogo de um lar que um dia pulsou vida, risos, celebrações, aprendizagens e até tristezas que também nos moldaram.

Hoje, diante dos escombros, o que permanece são as lembranças eternas — vivas, intactas, intocáveis — e a dor inevitável que acompanha qualquer despedida verdadeira. Mas, acima de tudo, permanece a fé. Se Deus assim quis, que seja feita a Sua vontade. Ele nos ensina que tudo na vida, até mesmo o que nos fere, faz parte de um propósito maior, que nem sempre compreendemos de imediato.

Mesmo faltando grande parte da vida que ali construímos, ela ainda continua. Sigo, seguimos, sustentados pela memória, pelo amor que nos uniu e pela força que vem do Alto. Até quando? Só Deus dirá. Mas, enquanto caminhamos, levamos conosco a certeza de que aquele lar, mesmo demolido, permanece vivo dentro de nós — e isso ninguém derruba. (José Montalvão)

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