terça-feira, janeiro 20, 2026

Bahia ganha mais de 7 mil novos Agentes de Saúde e de Endemias após diplomação

 

Bahia ganha mais de 7 mil novos Agentes de Saúde e de Endemias após diplomação
Foto: Grax Medina/MS

A Bahia recebeu mais de 7 mil novos profissionais dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE). Desses foram diplomados 5.131 ACS e 2.568 ACE. A cerimônia de formatura e diplomação dos novos membros ocorreu na última semana. 

 

A iniciativa faz parte do Mais Saúde com Agente. O programa teve o objetivo de oferecer formação de nível técnico aos ACS e ACE de todo o país. A formação foi desenvolvida em formato híbrido, com 40% da carga horária realizada em Ensino a Distância (EaD) e 60% em atividades práticas nos próprios territórios de atuação.

 

Segundo o Ministério da Saúde, para garantir a qualidade do processo educativo, o programa contou com tutores responsáveis por mediar debates e orientar disciplinas no ambiente virtual, além de preceptores – trabalhadores das redes municipais – que acompanharam de perto as atividades desenvolvidas pelos agentes nos serviços e comunidades.

 

A estrutura formativa contou com uma integração inédita entre ACS e ACE, fortalecendo o trabalho conjunto e estimulando debates, ações educativas e práticas que ampliam o olhar crítico e o escopo de atuação dos profissionais. O resultado faz parte da ideia de qualificação do cuidado prestado à população e no fortalecimento das redes locais de saúde.

 

O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, destacou o impacto do programa na educação em saúde.

 

“No Brasil, 80% da formação técnica é ofertada por instituições privadas. Imaginem se, além de todo o trabalho que os agentes já realizam no dia a dia, ainda tivessem que pagar por essa formação. Hoje, com mais de 110 mil novos técnicos do SUS, conseguimos inverter essa lógica com investimento público na educação."

 

Além do avanço técnico, o programa tem importante impacto social. Grande parte dos agentes é formada por mulheres e pessoas negras, parcela da população historicamente sujeita a maiores barreiras de acesso e permanência em cursos de formação. 

 

Segundo a presidente da Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias (CONACS), Ilda Angélica Correia, esse é um momento histórico e que valoriza esses profissionais nos estados e no país.

 

“É uma manhã histórica para a nossa categoria aqui em Salvador. Receber este presente do Ministério da Saúde representa um avanço significativo no nosso percurso educacional e profissional e, para nós, uma demonstração de valorização dos ACS e ACE. O governo federal e o Ministério da Saúde reconhecem a importância do profissional de gestão de endemias, que leva educação, prevenção e promoção da saúde às famílias brasileiras”, destacou a presidente do CONACS.

 

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