sábado, janeiro 17, 2026

Crítica que corrige, liderança que constrói: a gestão democrática de Tista de Deda

Por José Montalvão

No meu entendimento, o prefeito Tista de Deda reúne características raras e necessárias à boa administração pública: experiência como gestor, liderança natural e uma formação moral sólida, ancorada também em sua fé católica. Não por acaso, sua postura diante da crítica lembra um ensinamento atribuído a Santo Agostinho: “Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me adulam, porque me corrompem.” Essa frase sintetiza uma visão madura de poder, na qual a verdade e o aprimoramento coletivo valem mais do que a bajulação fácil e estéril.

Ao valorizar a crítica construtiva, o gestor demonstra compreender que administrar não é cercar-se de aplausos, mas de pessoas capazes de apontar falhas, sugerir correções e contribuir para o aperfeiçoamento das políticas públicas. A adulação, ao contrário, cria uma falsa sensação de acerto permanente, que leva à vaidade, ao isolamento e, muitas vezes, à corrupção moral e administrativa.

Essa postura se conecta diretamente com o modelo de administração democrática, caracterizado pela participação ativa, pela transparência e pelo compartilhamento de responsabilidades. Trata-se de um modelo que exige diálogo permanente, escuta ativa e disposição para rever decisões à luz de argumentos consistentes. Não é um caminho simples, mas é, sem dúvida, o mais legítimo em uma democracia.

Dentro desse contexto, a necessidade de “aparar arestas” é natural e até saudável. A diversidade de opiniões, quando a equipe é chamada a participar dos processos decisórios, gera divergências que precisam ser mediadas. Cabe à liderança exercer o papel de conciliadora, promovendo o equilíbrio entre interesses distintos e transformando conflitos em oportunidades de crescimento institucional.

As reuniões frequentes, tão comuns nesse modelo de gestão, cumprem justamente essa função: alinhar objetivos, esclarecer rumos, avaliar resultados e construir consensos. Elas não devem ser vistas como perda de tempo, mas como espaços legítimos de construção coletiva, onde cada voz tem valor e cada decisão ganha maior legitimidade.

Entretanto, a liderança democrática também exige cuidado. O excesso de reuniões sem foco, sem pauta clara ou sem encaminhamentos objetivos pode transformar a virtude do diálogo em ineficiência administrativa. Por isso, o bom líder democrático precisa equilibrar a escuta com a firmeza, saber ouvir, mas também decidir; dialogar, mas estabelecer prazos; acolher sugestões, mas manter o foco nas prioridades.

Em síntese, a gestão democrática é um processo contínuo de colaboração, mediação e aprendizado. Ela exige humildade para aceitar críticas, sabedoria para filtrar opiniões e coragem para tomar decisões. Ao demonstrar abertura ao contraditório e rejeição à bajulação, o prefeito Tista de Deda sinaliza que compreende uma verdade fundamental da vida pública: quem governa para o povo não pode temer a crítica, pois é dela que nasce a correção, o aprimoramento e o verdadeiro compromisso com o bem comum. 


José Montalvão -  Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública,  pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025 

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