quinta-feira, janeiro 29, 2026

Viajar para governar: quando a presença fora do município é trabalho, não ausência

 

Viajar para governar: quando a presença fora do município é trabalho, não ausência


Por José Montalvão

Diante da ausência de fatos concretos capazes de macular a atual administração municipal, setores da oposição em Jeremoabo passaram a recorrer a um discurso raso e descolado da realidade: a tentativa de desqualificar o prefeito Tista de Deda sob a alegação de que “vive viajando” e passa mais tempo fora da cidade do que no gabinete da Prefeitura.

O argumento, além de frágil, revela desconhecimento — ou má-fé — sobre como funciona a gestão pública em municípios que herdaram inadimplência, dívidas estruturais e cofres vazios. Jeremoabo não foi entregue à atual gestão com obras em andamento, recursos em caixa ou credibilidade institucional. Ao contrário: a maior “benfeitoria” herdada da administração anterior foi um cenário de desorganização financeira, compromissos não honrados e um rombo previdenciário que ainda hoje sufoca o orçamento municipal.

E é justamente por isso que o prefeito viaja.

Tista de Deda tem ido com frequência a Salvador, onde mantém agendas constantes com órgãos do Governo do Estado, secretarias estratégicas e autarquias responsáveis pela liberação de convênios e investimentos. Também tem estado em Brasília, onde se concentram os ministérios, os fundos federais, as emendas parlamentares e as decisões que definem o destino de recursos públicos. Governar, em tempos de escassez, exige presença onde o dinheiro está.

Sem recursos, nada se faz.
Sem articulação política, nada se destrava.
Sem diálogo institucional, o município estagna.

Nesta mesma data, o prefeito encontra-se em Brasília, acompanhado da chefe de gabinete Anabel, em mais uma rodada de reuniões com parlamentares, ministros e equipes técnicas, buscando recursos para obras estruturantes e serviços essenciais no município. Não se trata de turismo administrativo, mas de agenda de trabalho, voltada à reconstrução de uma cidade que foi deixada à deriva.

O maior inimigo da gestão Tista de Deda não é a crítica vazia, mas o tempo. O tempo perdido por anos de incompetência administrativa cobra seu preço. Por isso, a atual gestão corre contra o relógio para devolver a Jeremoabo o que lhe foi negado: saúde digna, educação de qualidade, segurança pública, acesso à água e boas estradas vicinais para o homem e a mulher do campo.

Nesta semana, inclusive, o prefeito soube unir o útil ao necessário. Em Brasília, participou de uma reunião com prefeitos baianos, trocando experiências administrativas e discutindo soluções conjuntas para problemas comuns aos municípios. A agenda foi promovida pelo ministro Rui Costa e teve como pauta temas sensíveis e fundamentais, como a desoneração do INSS, medida essencial para aliviar as finanças municipais e ampliar a capacidade de investimento.

Para Jeremoabo, essa discussão é vital. O município herdou um passivo previdenciário impagável, que compromete receitas e limita ações. Enfrentar esse problema exige articulação política, capacidade técnica e presença nos espaços onde as decisões são tomadas. Isso não se resolve trancado em um gabinete.

A história já mostrou que gestor que se mantém enclausurado, distante das articulações e do diálogo federativo, acaba governando apenas a rotina burocrática — e quem paga o preço da inoperância é o povo.

Viajar, nesse contexto, não é ausência.
É responsabilidade.
É estratégia.
É compromisso com o futuro.

Jeremoabo precisa menos de discursos fáceis e mais de resultados concretos. E resultados, em um município destruído pela má gestão do passado, começam justamente onde muitos fingem não entender: na busca incansável por recursos e soluções fora dos limites geográficos da cidade.


 José Montalvão -  Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública,  pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025




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