Adiberto de Souza
em 23 jan, 2026 8:17
A falta d’água, que tanto atormenta os sergipanos, só não atingiu os espaços nobres da sociedade, a exemplo dos três palácios do governo Mitidieri. Diferente da gente do povo, desprovida de caixa d’água em casa, as instalações que abrigam o Executivo estadual possuem grandes reservatórios. Não fosse isso, nos palácios de Veraneio, Olímpio Campos e de Despacho se bebe unicamente água mineral, servida fartamente aos convivas. Talvez seja por isso que muitos integrantes do governo achem exageradas as críticas sobre a permanente falta d’água registrada no estado. Muitos chegam a afirmar que tudo não passa de intriga da oposição. Não é! Aliás, outro dia, o próprio governador Fábio Mitidieri (PSD) debochou de um suado repórter quando este reclamou a ele não ter nem como tomar banho e manter o sanitário limpo: “Se faltar água na sua casa eu vou lhe oferecer um banheiro, tá bom?” zombou o fidalgo. É visível que, diferente do que pensam alguns privilegiados, a população não sabe quando a concessionária Iguá vai resolver a crise hídrica herdada da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso). Pior é que os sergipanos ainda não foram beneficiados com os bilhões arrecadados com a “venda” da estatal, pois o ilustre inquilino dos três palácios preferiu aplica-los no mercado financeiro para render juros. Conclui-se, portanto, que enquanto falta água para o povo, sobre insensibilidade no governo Mitidieri. Marminino!
1º sem 2º
Pela primeira vez na política de Sergipe, 50% da chapa majoritárias governista é composta por inimigos figadais. O pré-candidato a senador André Moura (União) chega a ficar arrepiado quando ouve o nome do senador Alessandro Vieira (MDB), um delegado de polícia que não se cansa de lembrar a condenação do “aliado” por desvio de dinheiro público: “ele é candidato a uma vaga no presídio”, propaga o emedebista. E para irritar ainda mais o inimigo-aliado, Moura vive dizendo que ele é o primeiro postulante ao Senado na preferência do governador Fábio Mitidieri (PSD), deixando a entender que Alessandro é um pré-candidato de segunda classe. Essa história não vai acabar bem. Home vôte!
A Torre de volta
A empresa Torre Empreendimentos venceu a concorrência para a coleta do lixo de Aracaju. Afastada, ano passado, pela gestão da prefeita Emília Corrêa (Republicanos), a Torre e a Ramac Empreendimentos se consorciaram e ganharam o pregão para realizar a limpeza urbana da capital sergipana pelos próximos cinco anos. O consórcio apresentou o menor preço: cerca de R$ 1,97 bilhão. Ressalte-se que a coleta do lixo já é feita pela Remac desde junho passado. Ela substituiu a Renova Ambiental, empresa que teve o contrato emergencial rompido pela Prefeitura devido ao péssimo serviço prestado aos aracajuanos. Então, tá!
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