em 27 jan, 2026 2:57
Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
“O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.
Salmos 18: 13-14
- Dos céus trovejou o Senhor,
e ressoou a voz do Altíssimo.
- Atirou as suas flechas e dispersou os inimigos; com os seus raios os fez bater em retirada.
A Bíblia utiliza raios e tempestades como metáforas da justiça divina e, em algumas passagens, como instrumentos de julgamento contra os ímpios.
Êxodo 20: 7. Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.
Os fatos nunca são só fatos. Eles também são sinais, como todos os poetas afirmam. Que um raio caiu sobre a manifestação do Nikolas e feriu gente, é um sinal que deve ser interpretado: o céu ou o Criador não está gostando deste tipo de protesto, cobrando liberdade a criminosos.
O Nikolas e os bolsonaristas que tanto falam em Deus, saibam entender o que significou um raio que caiu sobre tantos enganados pela falsa liderança de Nikolas. O raio expressa que Deus não é indiferente ao que aqui se passa. Ele não estava nessa caminhada. Veio um sinal. Outros virão.

Êxodo 20:7:
“Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão”.
A passagem enfatiza que quem desrespeitar ou usar o nome do Senhor de forma leviana, não ficará impune.
Bolsonaristas oraram para Bolsonaro ser reeleito. Não foi. Oraram para não ser condenado. Foi condenado. Oraram para não ser preso. Foi preso. Oraram para não passar mal. Passou mal e caiu da cama. Oraram pela caminhada do Nikolas. Caiu tempestade e foram atingidos por raio.
“Por isso, assim diz o Soberano, o Senhor: Na minha ira permitirei o estouro de um vento violento, e na minha indignação chuva de pedra e um aguaceiro torrencial cairão com ímpeto destruidor. Despedaçarei o muro que vocês caiaram e o arrasarei para que se desnudem os seus alicerces. Quando ele cair, vocês serão destruídos com ele; e saberão que eu sou o Senhor” Ezequiel 13:13, 14

Em Brasília, o bolsonarismo foi surpreendido por um raio… o pedagógico Deus olhou e pensou: “Já avisei. Quem brinca com a verdade, tropeça na própria mentira.” Não foi castigo divino, foi curto-circuito de ideias. Não caiu do céu: veio do choque entre ignorância e realidade.
O que vimos em Brasília é retrato do extremismo e da ignorância. Nikolas, um dos deputados que mais vota contra o povo, convoca para um ato, em meio a tempestade. As pessoas como zumbis comparecem. A pauta: acorda Brasil. Resultado: 72 pessoas feridas com raio! O fanatismo mata…
Enquanto isso num reino bem distante: O Cacheado subiu no telhado, gritou e ninguém ouviu, ao invés de descer continuou no telhado esperando a chuva aparecer. Nem que a “Vaca Tussa” a voz do Cacheado será ouvida por todo reino…Quem lembra do Bobo da corte João Biliu que caiu no ostracismo depois de adorar o mito de barro…
https://infonet.com.br/blogs/claudio-nunes/furia-divina-contra-golpistas-bolsonaristas-viraliza-nas-redes-sociais/
Nota da Redação Deste Blog - Entre a Fé, o Fanatismo e o Uso Político de Deus
A Bíblia, de fato, recorre a raios, trovões e tempestades como metáforas da justiça divina e, em algumas passagens, como instrumentos simbólicos de julgamento contra os ímpios. Mas é justamente aí que mora o perigo: confundir metáfora teológica com realidade física e usar fenômenos naturais como “provas” de aprovação ou reprovação divina para fins políticos.
Quando um raio atinge uma manifestação, isso é, antes de tudo, um fenômeno da natureza — comum em períodos de instabilidade climática, sobretudo em áreas abertas, com grande concentração de pessoas e equipamentos metálicos. Transformar esse fato em “sinal de Deus” contra ou a favor de alguém é uma tentação antiga do fanatismo religioso e político: a de instrumentalizar o sagrado para legitimar narrativas humanas.
O problema não é a fé. O problema é o uso da fé como ferramenta de manipulação. Fariseus modernos, travestidos de líderes morais, invocam o nome de Deus para enganar os “pobres de espírito”, prometem milagres vindos até de pneus e vendem ilusões como se fossem revelações divinas. Isso não é cristianismo; é charlatanismo com verniz bíblico.
Quando Nikolas bradou: “Deus, se eu estiver errado, me manda um sinal”, ele fez algo extremamente perigoso: colocou Deus a serviço da própria vaidade política. Quem é qualquer mortal — pecador como todos nós — para exigir sinais do Criador? Essa postura não é humildade; é arrogância disfarçada de devoção.
Mas é igualmente temerário afirmar que o raio foi “o sinal”. Nem tudo precisa ser lido como mensagem do céu. Os fatos não são apenas sinais: eles são, muitas vezes, apenas fatos. E quando forçamos interpretações místicas sobre eventos naturais, caímos no mesmo erro dos falsos profetas que Jesus combateu: usar Deus como argumento para sustentar interesses próprios.
O que, sim, merece interpretação moral é o conteúdo do protesto: pedir “liberdade” para criminosos condenados, atacar instituições, desacreditar a democracia e mobilizar multidões com base em desinformação e messianismo político. Isso não tem nada de cristão. Isso é idolatria política.
Deus não é cabo eleitoral de ninguém. Não marcha em carreatas ideológicas. Não abençoa mentira, intolerância nem culto à personalidade. Quem usa o nome de Deus para justificar injustiças e enganar gente simples com promessas de salvação política está mais perto dos fariseus do que de Cristo.
Se há um “sinal” a ser lido em tudo isso, não vem do céu em forma de raio. Vem da razão e da ética: o Brasil precisa menos de fanatismo, menos de líderes que exploram a fé alheia e mais de responsabilidade, verdade e respeito à vida e às instituições.
Deus não é indiferente ao que aqui se passa. Mas também não é refém de discursos oportunistas. E quem insiste em transformar religião em palanque político, mais cedo ou mais tarde, terá de responder — não a um raio, mas à própria consciência e à história.
* José Montalvão - Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025