domingo, janeiro 25, 2026

Desenvolvimento não se faz com promessas vazias

 



Por José Montalvão

As eleições se aproximam. Ainda nem chegamos oficialmente ao período eleitoral, mas o que já se vê são promessas vãs de pré-candidatos, repetidas há décadas como um disco arranhado. Falam em “desenvolver o município” como se isso pudesse acontecer por um toque de mágica, por um gesto milagroso ou por um slogan bem ensaiado.

Desenvolvimento de verdade só acontece quando há geração de empregos, oportunidades para os empreendedores locais e aumento real da arrecadação. Desenvolvimento econômico precisa mudar a vida das pessoas em todas as classes sociais. Quando apenas um pequeno grupo privilegiado fica mais rico, isso não é progresso: é exploração econômica.

Ficar passivamente esperando que algum empresário resolva, por acaso, escolher seu município para se instalar é, no mínimo, uma loucura. É preciso proatividade. É necessário dialogar com o mercado todos os dias, entender com clareza as potencialidades da cidade, suas vocações, suas limitações e, principalmente, suas oportunidades. Município que não se planeja não se desenvolve.

Nesse contexto, o prefeito Tista de Deda, mesmo com toda a sua experiência, e contando com o apoio da chefe de gabinete Anabel — que traz uma bagagem relevante da administração pública por já ter atuado na Secretaria de Governo da Bahia — vem tentando implantar em Jeremoabo uma série de instrumentos fundamentais de planejamento. Não se trata de discurso bonito, mas de medidas estruturantes, que quase nunca aparecem nas campanhas eleitorais porque não rendem aplauso fácil.

Entre essas iniciativas está o Plano de Mobilidade Urbana, que busca organizar o crescimento da cidade e melhorar a circulação de pessoas e veículos, pensando no curto, médio e longo prazo. Um município sem mobilidade planejada cresce de forma caótica e paga caro por isso depois.

Outro ponto essencial é o Plano Municipal de Habitação, que estabelece estratégias para enfrentar o déficit habitacional, orientar o uso do solo urbano e estruturar políticas de financiamento e subsídio, além de fortalecer a cadeia produtiva da construção civil, gerando emprego e renda.

Há também o Plano de Regularização Fundiária, que trata da legalização de áreas ocupadas irregularmente, garantindo o direito à moradia, segurança jurídica às famílias e o cumprimento da função social da propriedade.

No campo da prevenção, o Plano Municipal de Redução de Risco busca mapear áreas sujeitas a enchentes e deslizamentos, propondo medidas estruturais e não estruturais para reduzir ou eliminar situações de perigo. Planejar antes do desastre é sempre mais barato e mais humano do que agir depois da tragédia.

O Plano Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável visa fortalecer a agricultura local, identificar demandas do homem do campo e gerar trabalho e renda no meio rural, valorizando o espaço rural como oportunidade, e não como sinônimo de abandono.

Já o Plano Municipal de Saneamento Básico e Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos trata de saúde pública, meio ambiente e qualidade de vida, com foco na redução, reutilização e reciclagem do lixo, além da destinação ambientalmente correta dos resíduos.

O Plano Municipal de Abastecimento de Água estabelece diretrizes para garantir segurança hídrica, melhorar os serviços de saneamento e assegurar melhores condições ambientais para a população.

No campo da modernização, o Plano Municipal de Gestão de Ciência, Tecnologia e Inovação busca incentivar atividades científicas e tecnológicas, promovendo desenvolvimento econômico, social e ambiental, além de melhorar os serviços públicos.

Há ainda o Plano Municipal de Contingência, voltado à prevenção e resposta a desastres naturais, como enchentes, vendavais e outros eventos extremos, organizando ações de socorro e recuperação.


E, para fechar o ciclo do planejamento responsável, o Plano Municipal de Gestão Orçamentária, Financeira e Fiscal, que fornece ferramentas para uma administração mais eficiente, transparente e alinhada à realidade fiscal do município.

Segundo o próprio prefeito Tista de Deda, implantar tudo isso tem sido difícil — mas não impossível. Com determinação, coragem e fé, e com o apoio de deputados e senadores, é possível melhorar significativamente o desenvolvimento de Jeremoabo. Talvez não se colha tudo de imediato, mas o mais importante já começou: a tentativa concreta de substituir promessas vazias por planejamento sério.

Desenvolvimento não nasce de discursos inflamados nem de promessas de campanha. Nasce de trabalho, planejamento, responsabilidade e compromisso com o futuro. Quem não entende isso continuará vendendo ilusões. Quem entende, começa a construir caminhos.

  José Montalvão -  Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública,  pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025


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