sexta-feira, janeiro 23, 2026

O silêncio que também é direito: Jeremoabo reencontra o sossego

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O silêncio que também é direito: Jeremoabo reencontra o sossego


*Por José Montalvão


Durante muito tempo, as autoridades de Jeremoabo foram incapazes de atender a um dos reclamos mais básicos da sociedade: o direito ao sossego. A perturbação sonora, causada principalmente pelo uso abusivo de paredões de som, transformou a vida da população em um verdadeiro martírio. E, ainda assim, o poder público permaneceu inerte, como se estivesse cego, surdo e mudo diante do sofrimento coletivo.

Basta lembrar que até cultos religiosos foram impedidos de acontecer devido ao barulho ensurdecedor. Nem mesmo as novenas do Padroeiro de Jeremoabo escaparam da algazarra. Um absurdo que fere não apenas o direito ao silêncio, mas também a liberdade de culto e o respeito às tradições religiosas do município.

Crianças, idosos e enfermos viviam enclausurados em suas próprias residências, sem poder descansar, estudar, rezar ou simplesmente ter paz. O que deveria ser lar virou refúgio contra o barulho. A cidade foi tomada por um caos sonoro que ninguém mais sabia a quem recorrer. O povo não tinha mais a quem apelar.

Esse cenário de abandono e omissão começou a mudar com a chegada do prefeito Tista de Deda. Sem alarde, sem propaganda de autopromoção e sem discursos vazios, ele resolveu agir. De forma democrática, civilizada e respeitosa, sem perseguir quem quer que seja, iniciou a coibição do excesso exagerado de som, amparado rigorosamente na lei.

O que se fez não foi proibir a diversão, nem criminalizar quem gosta de som automotivo ou eventos festivos. O que se fez foi estabelecer limites claros, permitindo apenas o uso dentro do que a legislação autoriza. Liberdade, sim; libertinagem, não. Direito ao lazer, sim; violação do direito alheio, não.

Para garantir a efetividade da medida, o prefeito deu poderes à Guarda Municipal, com a cooperação da Polícia Militar, para fiscalizar e coibir abusos. Tudo dentro da legalidade, com orientação, diálogo e respeito ao cidadão. Nada de truculência. Nada de perseguição. Apenas o cumprimento da lei que sempre existiu, mas que antes ninguém tinha coragem ou vontade política de fazer valer.

O resultado foi imediato: a população voltou a respirar aliviada. O povo agradece por ver seus direitos respeitados. O sossego, que parecia um privilégio inalcançável, voltou a ser uma realidade possível. Crianças podem dormir tranquilas, idosos podem descansar, enfermos podem se recuperar, e os fiéis podem rezar sem serem interrompidos por um paredão ligado no último volume.

Jeremoabo não perdeu alegria, não perdeu festa, não perdeu liberdade. Ganhou civilidade. Ganhou respeito. Ganhou qualidade de vida.

A atitude do prefeito Tista de Deda mostra que governar também é saber dizer “basta” quando o direito de muitos está sendo esmagado pelo abuso de poucos. Mostra que é possível conciliar ordem e democracia, autoridade e diálogo, lei e humanidade.

Depois de tanto tempo de omissão, Jeremoabo finalmente começa a viver uma nova realidade: a de uma cidade onde o barulho já não manda mais do que a lei, e onde o sossego volta a ser reconhecido como aquilo que sempre foi — um direito de todos.

 José Montalvão -  Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública,  pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025



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