sábado, janeiro 17, 2026

Queria parar de falar do Toffoli. Não consigo.

 

Arte: Marcelo Chello

Toffoli, querido, darling, cariño, ¿qué se pasa? Tem mais duas dele hoje no caso do Banco Master. O Estadão revelou que o cunhado do Daniel Vorcaro foi sócio dos irmãos do Toffoli em um resort no Paraná. (Não para nunca?) E o ministro tomou uma decisão que atrapalha o rolê da Polícia Federal. Determinou que os depoimentos sejam todos tomados em dois dias e não no cronograma de duas semanas da PF. E mais: que os depoimentos sejam tomados em uma sala suprema.

Resultado: deputados e senadores de direita estão pedindo que ele se declare impedido. Pronto, agora politiza de vez e aí esquecem-se as coisas esquisitas.

Para quem está perdido e não acompanhou o rolê, Toffoli virou o relator do caso do Master no Supremo. Foi depois que a defesa pediu, de forma relâmpago, para o caso ir ao Supremo quando se encontrou só uma cartinha que citava um deputado no caso. Toffoli pegou o caso e, de uma canetada, decretou um alto nível de sigilo — desses que a gente nem conhecia.

Na sequência, descobriu-se que ele viajou de jatinho para assistir a um jogo de futebol com um dos advogados do caso. Esta semana ele criticou a forma de atuação da Polícia Federal, determinou que as provas ficassem no Supremo e depois voltou atrás, mas nomeou os peritos que ele escolheu a dedo. Como já escrevi outro dia: festa estranha com gente esquisita.

E para os mais perdidos ainda: Daniel Vorcaro é o banqueiro que criou o Banco Master. Seu cunhado é o pastor Fabiano Zettel, da Igreja da Lagoinha (que afastou o moço de suas atividades), e que chegou a ser preso rapidamente nesta semana, na segunda fase da Operação Compliance Zero.

Os irmãos do Toffoli são donos de um resort. Entre 2021 e 2025, eles dividiram o controle com um fundo chamado Arleen, e descobriu-se agora que Zettel era o cotista do fundo por meio de outro fundo.

Dinheiro de pinga

E o noticiário dá conta de que a polícia estima que as operações fraudulentas do Master renderam quase uns R$ 6 bi para o patrimônio pessoal do Vorcaro. Imagina se alguém com um dinheiro desses não vai dar muitas festas animadas no seu hotelzinho Fasano cheio de políticos? Sim, Vorcaro chegou a ser dono do Hotel Fasano. Mas a defesa do Vorcaro nega qualquer irregularidade, e ele está colaborando super com as investigações.

E a Michelle?

Bolsonaro foi para a Papudinha. Hoje a imprensa noticiou que, horas antes, quem esteve com Xandão? Ela. Michelle Bolsonaro. Mas ela pediu que todos olhem para o amor dela e não a julguem no tribunal político da internet. Mas qual o medo, Tixa? Medo de que achem que ela é amiga do Xandão? Sei lá, darling, a Michelle que lute, que eu já estou lutando o suficiente por aqui.
Ah, e Michelle também esteve com o supremo Gilmar.

Dino na guerra das emendas

O supremo Dino DaSsilvassauro (eu não consigo resistir ao apelido) segue na sua guerra das emendas. Ele agora determinou que o governo Lula faça um cronograma decente para explicar a fiscalização das emendas apresentadas pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS. Eles queriam entregar tudo só em 2027. Tão de brincadeira, né? Vou ter que concordar com o supremo Dino.

Para os perdidos. Deputados e senadores têm direito a uma fatia das emendas parlamentares, que nada mais são do que uma fatia do orçamento público. Eles pegam esse dinheiro e mandam para onde bem entenderem. Mas quem executa o orçamento é o governo. Por isso, as ordens são enviadas para os ministérios e departamentos. Assim, se um deputado quer mandar dinheiro para comprar dentadura para a população lá no Maranhão, ele manda a ordem para o Ministério da Saúde, que é quem libera o dinheiro. Por isso, Dino agora quer a fiscalização dos gastos do SUS.

A gente que lute para entender esse BRASEW.

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