domingo, janeiro 18, 2026

Apertem os cintos! O megaescândalo do Banco Master está apenas começando

 


Tribuna da Internet | A enrascada do BRB no Banco Master e o silêncio estrondoso da grande mídia

Charge reproduzida do Arquivo Google

Dora Kramer
Folha

As fraudes de longa data do Banco Master — apontadas pelo mercado financeiro e pelo Ministério Público —, que resultaram na liquidação em novembro pelo Banco Central, marcam mais um na série de escândalos com os quais nos habituamos a conviver.

Esse caso, no entanto, exibe uma peculiaridade: tão ou mais escandalosa que as falcatruas do controlador, Daniel Vorcaro, é a rede de proteção formada para contestar a decisão da autoridade monetária.

PIZZA GIGANTE – As razões ainda são obscuras, mas o objetivo foi traduzido nas palavras do ex-presidente do BC Armínio Fraga: “Tem muita gente querendo assar uma pizza do tamanho do Maracanã”, disse ele em entrevista ao O Estado de S. Paulo.

Suspeita plenamente justificada pelas movimentações dos subterrâneos do poder onde Vorcaro construiu uma teia de relações que, ao juízo dele, lhe permitiriam levar seus negócios com segurança e exibicionismo pelo terreno da lucrativa enganação.

ESTANCAR A SANGRIA – Há sujeitos ocultos trabalhando para de algum modo amenizar a situação, o que não é de se estranhar, e cujos modus operandi o então senador Romero Jucá explicitou na ideia de “estancar a sangria” mediante acordos “com o Supremo, com tudo”.

Jucá falava com conhecimento de causa sobre a possibilidade de se anularem as consequências da operação Lava Jato. Acertou e, pelo visto, difundiu a metodologia agora aperfeiçoada no intuito de não deixar que a sangria se instale.

CAMPO DA SUSPEIÇÃO – A malfadada novidade aqui é ver o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal de Contas da União arrastados ao campo da suspeição por conivência, mediante decisões individuais dos ministros Dias Toffoli, no STF, e Jhonatan de Jesus, no TCU.

Ambos precisaram recuar de providências mais danosas à imagem das instituições, mas a ultrapassagem da linha da compostura institucional está dada e não tem conserto. A menos que os colegiados dessas instâncias abandonem o recato corporativista e se coloquem claramente em oposição a jabutis que, sabemos, só sobem em árvores por ação das mãos de alguém.


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  Publicado em 18 de janeiro de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Charge reproduzida do Arquivo Google Dora Krame...

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