terça-feira, janeiro 13, 2026

Defesa de Bolsonaro apresenta novo recurso para levar ao plenário do STF discussão sobre embargos

 

Defesa de Bolsonaro apresenta novo recurso para levar ao plenário do STF discussão sobre embargos

Defesa pede, por meio de embargos infringentes, que condenação de 27 anos e 3 meses imposta pela Primeira Turma contra o ex-presidente Jair Bolsonaro seja levada à análise do plenário

Por Hugo Henud/Estadão

12/01/2026 às 20:00

Atualizado em 13/01/2026 às 00:37

Foto: Carlos Moura/Agência Senado/Arquivo

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O ex-presidente Jair Bolsonaro

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu nesta segunda-feira, 12, que o Supremo Tribunal Federal (STF) volte a analisar a condenação imposta pela Primeira Turma ao recorrer contra a decisão que barrou a apresentação de embargos infringentes, tipo de recurso que permite a reavaliação do caso.

Em dezembro do ano passado, o ministro Alexandre de Moraes já havia rejeitado os embargos apresentados pelos advogados de Bolsonaro para tentar reverter a condenação a 27 anos e 3 meses de prisão na ação penal do golpe.

O entendimento do STF é de que esse tipo de recurso só é cabível quando há ao menos dois votos pela absolvição. No caso de Bolsonaro e da maioria dos réus, esse requisito não foi atendido - apenas o ministro Luiz Fux divergiu.

Agora, ao apresentar um agravo regimental, a defesa tenta destravar essa via recursal. No recurso, os advogados pedem que Moraes, relator do caso, reconsidere a decisão ou, caso isso não ocorra, submeta o tema ao plenário do STF, para que a Corte decida se os embargos infringentes podem ser admitidos em julgamentos de Turma com apenas um voto divergente.

Segundo a defesa, diferentemente dos julgamentos realizados pelo Plenário, as decisões tomadas pelas Turmas do Supremo não exigem um número mínimo de votos divergentes para a apresentação desse tipo de recurso.

Os advogados sustentam também que impedir os embargos nesses casos esvazia a função do instituto e restringe o direito de defesa.

Se o recurso for acolhido, os advogados pedem que prevaleça o voto divergente de Luiz Fux, o que poderia levar à nulidade da ação penal ou à absolvição de Bolsonaro das acusações.

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