domingo, janeiro 18, 2026

Jeremoabo: entre informações, aberrações e a falta de dignidade

Por José Montalvão


Mesmo não residindo mais em Jeremoabo, minha terra querida, continuo acompanhando de perto tudo o que acontece no município. Isso porque não faltam informantes: pessoas comprometidas com a verdade que, diariamente, transmitem notícias, fatos e também as aberrações que ainda insistem em existir na vida pública e nos bastidores do poder local.

Neste domingo, em um bate-papo com um desses informantes, ouvi um relato que causa indignação, mas infelizmente não surpresa. Segundo ele, além dos já conhecidos “puxa-sacos” — uma prática antiga e vergonhosa, porém cada vez mais profissionalizada — surge agora uma espécie de subcategoria ainda mais degradante. Pessoas que, por absoluta falta de mérito, competência ou preparo para ascender por meios honestos, escolhem o caminho mais rasteiro possível: bajular o chefe e, pior, agir como verdadeiros intermediários da vida pessoal alheia.

Não satisfeitos em puxar o saco, passam a “arranjar namoradas”, favores e situações constrangedoras, como se isso fosse moeda legítima para conquistar espaço, poder ou privilégios. Trata-se de uma conduta que ultrapassa os limites do ridículo e entra no campo da total ausência de dignidade.

Ainda bem que, até o momento, essa praga não penetrou na administração municipal. É um alívio constatar que, ao menos na estrutura oficial da gestão, esse tipo de comportamento não encontrou espaço. Isso demonstra que há, ou ao menos deve haver, um mínimo de compromisso com a ética, o respeito institucional e a seriedade que o serviço público exige.

O serviço público, que deveria ser pautado pela ética, pela impessoalidade e pelo mérito, não pode ser contaminado por práticas que apequenam não apenas quem as pratica, mas também quem as tolera. Uma gestão que fecha os olhos para esse tipo de comportamento contribui para a degradação moral das instituições e para o descrédito da administração perante a sociedade.

Jeremoabo é maior do que isso. Sua história, seu povo e sua importância não merecem ser associados a práticas mesquinhas, rasteiras e moralmente questionáveis. O que falta a esses personagens não é oportunidade, mas caráter. E caráter, definitivamente, não se conquista puxando saco, muito menos negociando favores pessoais.

Em destaque

Apertem os cintos! O megaescândalo do Banco Master está apenas começando

  Publicado em 18 de janeiro de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Charge reproduzida do Arquivo Google Dora Krame...

Mais visitadas