MACEIÓ - A Polícia Federal e a Secretaria de Defesa Social de Alagoas apresentaram ontem o soldado da Polícia Militar de Alagoas Manoel Bernardo de Lima Filho, recapturado em São Paulo e transferido para Maceió no último fim de semana. Lima Filho estava foragido há mais de 18 anos e responde por vários crimes como um dos integrantes de um grupo de extermínio que atuava em Alagoas.
Segundo o delegado geral da Polícia Civil de Alagoas, Marcílio Barenco, Lima Filho agia em São Paulo junto com o cabo Everaldo (pai da adolescente Eloá) e com outros membros da "gangue da pistolagem" identificados como Cícero Felizardo, o Cição, João Gabriel, Jadilson Santos Pereira e José Belaildo dos Santos. De acordo com a Polícia Federal, Lima Filho foi preso em São Paulo, na última sexta-feira e chegou a Alagoas no domingo.
O militar, que responde a processo por deserção na PM de Alagoas, se encontra preso na carceragem da PF por motivo de segurança, já que se trata de um preso "especial". Para Barenco, a prisão de Lima Filho pode esclarecer crimes e ajudar a polícia a chegar a outros membros da "gangue fardada". O PM foi preso quando saía de casa para o trabalho. Com o nome falso de Valdenor Pereira da Costa, o soldado trabalhava em um posto de saúde.
Segundo o comandante da PM de Alagoas, coronel Dalmo Sena, Lima Filho será reintegrado à Polícia Militar para que possa responder ao processo por deserção e só então, dentro do prazo de 30 dias, poderá ser expulso em definitivo da corporação. Lima Filho é acusado, entre outros crimes, pelo assassinato do pecuarista José Cardoso Albuquerque, ocorrido em 1989.
Conforme a Defesa Social de Alagoas, o militar confessou o crime, mas alega que matou o pecuarista durante uma operação policial que visava coibir roubo de gado no interior do estado. O crime ocorreu na cidade de Palmeira dos Índios. O soldado foi detido em uma operação conjunta da Polícia Federal de São Paulo, com base em informações do serviço de inteligência da Secretaria de Defesa Social de Alagoas.
Apesar da extensa lista de acusações e de ser apontado como integrante de um grupo de extermínio que agia dentro da "gangue fardada", que tinha ramificações nos poderes constituídos de Alagoas, o ex-soldado tinha "ficha limpa" na corporação. Segundo Sena, o pai da Eloá, Everaldo Pereira dos Santos, ainda pertence ao quadro da PM de Alagoas, embora esteja foragido há cerca de 17 anos. "Ele (Everaldo) também terá que se apresentar para responder ao processo por deserção, antes de ser expulso", explicou o comandante da PM.
Fonte: Tribuna da Imprensa
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