quinta-feira, novembro 20, 2025

Lula escolhe Messias para o STF, ignorando pressão pró-Pacheco


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PGR descarta recurso e consolida absolvição de general no plano de golpe


STF não viu provas que corroborassem delação de Cid

Deu na CNN

Embora tenha pedido a condenação do general Estevam Theophilo nas alegações finais do “núcleo 3”, a PGR (Procuradoria-Geral da República) não pretende recorrer da sua absolvição na ação da trama golpista.

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu livrar Teophilo da condenação. Os ministros entenderam que, especificamente em relação a ele, não houve provas que confirmassem a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid.

REVERSÃO – A avaliação de interlocutores do procurador-geral da República, Paulo Gonet, é de que, como há pouca margem para reversão do quadro, ajuizar um recurso só atrasaria a conclusão do processo. Sem recurso do Ministério Público, a ação penal vai “transitar em julgado” para Teophilo antes de ser oficialmente encerrada para os demais, que foram condenados pelo colegiado e ainda têm direito a contestar a decisão.

O julgamento do “núcleo 3”, que inclui os militares das forças especiais chamados de “kids pretos”, foi concluído ontem pelo STF. O resultado foi unânime na Turma, com votos dos ministros Alexandre de Moraes (relator), Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

INOCENTADO – General da reserva e ex-chefe do Coter (Comando de Operações Terrestres do Exército), Teophilo foi o primeiro réu da trama golpista a ser inocentado pelo STF desde o início da análise das ações penais. Os condenados, por outro lado, já somam 24. No caso dos “kids pretos”, a denúncia da PGR apontava que eles teriam planejado o assassinato de autoridades e tentado convencer o Exército Brasileiro a aderir ao plano golpista.

A PGR alegava que Teophilo teria se reunido com o ex-presidente Jair Bolsonaro para estimular a assinatura da chamada “minuta do golpe”, se comprometendo a coordenar a operação militar caso o documento fosse formalizado.

Os ministros da Turma, no entanto, afirmaram não haver provas suficientes dos fatos. Foi aplicado o princípio “in dubio pro reo” – ou seja, se existir algum grau de dúvida sobre a culpa do réu, este deve ser absolvido.

ARTIGO – Quando uma Casa Cai, um Mundo Inteiro Também Desaba



ARTIGO – Quando uma Casa Cai, um Mundo Inteiro Também Desaba


Por José Montalvão

Hoje, ao receber o vídeo do início da demolição da minha residência — aquela que um dia foi o abrigo seguro de minha infância e a fortaleza silenciosa de minha família — senti que não era apenas uma construção que estava vindo ao chão. Era como se parte de mim estivesse sendo derrubada junto, tijolo por tijolo.

A venda da casa, necessária diante da existência de vários herdeiros, é um fato racional. Mas nada existe de racional no impacto emocional que se instala quando vemos desaparecer um espaço que guardou nossa história. É uma perda que ultrapassa a materialidade: toca a memória, fere o afeto, sacode o que parecia eterno.

Aquela casa não era apenas um imóvel. Era o lar construído por minha avó, mãe do meu pai — uma mulher cuja força e simplicidade moldaram os alicerces não só da obra física, mas também de nossa identidade familiar. Sob aquele teto, meus pais viveram seus dias de luta, alegria e esperança. Ali cresci com meus irmãos, partilhando a mesa, os risos, as conversas, as lições e até os silêncios que só o lar compreende. Cada parede tinha memória, cada porta guardava um capítulo, cada canto escondia uma lembrança.

Por isso, a dor que sinto é legítima. A casa representava segurança, pertencimento, identidade. Era o endereço emocional da minha vida. Perdê-la — ainda que por vias legais, corretas e inevitáveis — é um tipo de luto. E todo luto merece respeito.

A demolição faz desabar mais do que concreto: derruba o que ficou guardado dentro de nós. Mas, ao mesmo tempo, é preciso compreender que as memórias não estão presas às paredes. Elas permanecem onde sempre estiveram: no coração, na lembrança e nas histórias que seguimos contando.

O que a máquina destrói, a memória preserva.
O que os tijolos deixam de abrigar, a vida continua a sustentar.

Hoje, vi a casa cair.
Mas não deixarei que caia tudo que ela representou.
Isso, nenhuma demolição será capaz de destruir.

 

PROJETO ESCRAVIZADORES


RACISMO RELIGIOSO


LUTA POR JUSTIÇA


CULTURA E SOCIEDADE

Estas são apenas algumas das histórias que contamos este ano. No site da Pública, você encontra muitas outras investigações que expõem desigualdades, fortalecem a luta por justiça racial e tratam a pauta antirracista como aquilo que ela é: um compromisso diário.

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