quarta-feira, novembro 19, 2025

O plano de Derrite e da extrema direita

 

Quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Derrite apresentou 4 versões do PL Antifacção em 5 dias. Incompetência? Não. É sabotagem.

Ele tentou tirar a Polícia Federal das investigações, recuou sob pressão, e agora esvazia R$ 360 milhões do fundo da corporação.

Sabe quem paga essa conta? Você. Porque a PF enfraquecida não investiga políticos ligados ao PCC e as milícias. O Intercept expõe o projeto político por trás da "trapalhada" que a grande mídia não conecta.

Mas precisamos de você. Seu apoio ajuda a revelar quem quer enfraquecer a PF para proteger criminosos.

Jeremoabo e a Necessidade do Alienista: Entre Memórias Curta e Moral Elástica

Por: José Montalvão

A situação política de Jeremoabo chega a um ponto em que, se Machado de Assis ainda estivesse entre nós, certamente convocaria o ilustre alienista Dr. Simão Bacamarte para instalar aqui uma sucursal da Casa Verde. E talvez fizesse fila.

Durante seis anos, a Câmara de Vereadores desempenhou um papel que, em tese, deveria ser exemplar: denúncias semanais, quase diárias, contra o então prefeito Deri do Paloma. Foram acusações envolvendo educação, saúde, infraestrutura e outras frentes onde o desgoverno se instalou. As denúncias ecoavam na tribuna, nas rádios locais, nas redes sociais, nos blogs, nos sites, no Instagram e no Facebook. Uma verdadeira sinfonia de moralidade — ao menos no discurso.

Até aí, nada de anormal. Fiscalizar é dever do vereador, e denunciar irregularidades deveria ser um ato digno de louvor, não de censura. O problema é que toda essa indignação parecia ser ensaiada para a plateia, não para a história.

Agora, com a proximidade das próximas eleições, um fenômeno digno de estudo psiquiátrico tomou conta de parte dos mesmos vereadores e figuras políticas: uma amnésia seletiva, conveniente e altamente oportuna. Esqueceram tudo. Absolutamente tudo.

Sumiram as denúncias outrora repetidas com empolgação. Desapareceram as certezas sobre atos de improbidade. Evaporou-se o zelo moral que, por anos, serviu como combustível político. O que antes era grave, agora virou tolerável. O que antes era inadmissível, agora é “normal”. E os mesmos que acusavam se unem, apoiam ou se calam diante de candidatos que praticaram atos iguais — ou ainda piores — do que os que eles mesmos denunciavam.

A memória curta, combinada com a moral elástica, transformou a velha política de Jeremoabo num teatro em que os personagens mudam, mas o roteiro continua pobre e previsível. As acusações perderam a validade, como se tivessem data de vencimento. E o que era pecado virou estratégia.

Por isso, talvez seja mesmo o caso de solicitar a cooperação técnica do alienista Dr. Simão Bacamarte. Porque o que está acontecendo não é apenas incoerência — é um surto coletivo de conveniência política, que desafia o bom senso e a paciência do eleitor.

Jeremoabo não precisa de loucos. Precisa de coerência. Precisa de memória. Precisa de representantes que saibam que a ética não pode ser usada como arma de ocasião, nem como moeda eleitoral.

E enquanto a Casa Verde não chega, resta ao povo observar, lembrar e decidir. Porque nas urnas, ao contrário da política, a amnésia costuma cobrar caro.


Nota da Redação Deste BlogDe que adianta tudo isso?

De que adianta repetir, ano após ano, que “todos os políticos são farinha do mesmo saco”?
De que adianta xingar, se indignar nas rodas de conversa, se envergonhar publicamente dos políticos ímprobos — principalmente daqueles deputados, senadores e até estaduais que vivem atolados em escândalos — se, quando chega a eleição, a população simplesmente esquece tudo o que condenou?

É um ciclo que parece não ter fim:
As pessoas criticam, se revoltam, compartilham vídeos, fazem desabafos inflamados nas redes sociais, juram que nunca mais votarão em certos nomes, prometem renovação…
Mas, na hora decisiva, na urna, deixam a consciência de lado e repetem os mesmos gestos que mantêm a banda podre instalada no Senado, na Câmara dos Deputados e nas Assembleias Legislativas.

E assim, a cada eleição:

Os escândalos são esquecidos.
Os corruptos são perdoados.
Os fichas-sujas viram “opções viáveis”.
Os oportunistas retornam como salvadores.
Os enganadores ganham nova chance de enganar.

A política se deteriora não apenas pela ação dos maus, mas pela omissão dos bons e pela memória curta do eleitor.

De que adianta reclamar?
De que adianta denunciar?
De que adianta pedir moralidade?

Se, na hora de mudar, o próprio povo se recusa a virar a página?

A verdade é dura, mas necessária: enquanto o eleitor não votar com consciência, informação e responsabilidade, nenhuma mudança real nascerá.
Não existe limpeza ética possível sem a participação ativa de quem elege.
Não existe renovação quando o voto é guiado por promessa vazia, emoção passageira, favores pessoais ou conveniência.

O Brasil só terá um Congresso digno quando o eleitor tiver coragem de romper com os velhos vícios — e isso começa na urna, não no desabafo.

A indignação só vale quando se transforma em ação.
O resto é apenas barulho que se perde antes da próxima eleição.

Câmara aprova inclusão da Bacia do Rio Vaza-Barris na área da Codevasf

 Proposta segue para sanção presidencial

28/06/2017 - 17:50  

Fonte: Agência Câmara de Notícias


A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou proposta que inclui a Bacia do Rio Vaza-Barris, no nordeste da Bahia, na área de atuação da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

A medida está prevista no Projeto de Lei 5423/13, da senadora Lídice da Mata (PSB-BA), que altera a lei que criou a Codevasf (Lei 6.088/74).

Relator na comissão, o deputado Andre Moura (PSC-SE) defendeu a aprovação do texto. Segundo ele, a Codevasf vai viabilizar soluções para o melhor aproveitamento dos recursos hídricos baianos e sergipanos.

Como tramita em caráter conclusivo e já foi aprovada pela Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia, a proposta segue para sanção presidencial

Rio Vaza-Barris
O rio Vaza-Barris banha os estados da Bahia e Sergipe. Sua nascente localiza-se no sopé da Serra dos Macacos, sertão da Bahia, próximo ao município de Uauá. É um rio perene, com cerca de 450 quilômetros de comprimento que atravessa a Bahi e desagua no litoral sergipano.

“Essa situação reforça a necessidade de expansão da atuação de empresas e órgãos como a Codevasf e a cobertura de maiores extensões territoriais”, disse o relator.

A legislação atual estabelece que a Codevasf tem atuação apenas nos vales dos rios São Francisco, Parnaíba, Itapecuru e Mearim, e nos estados de Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Goiás, Piauí, Maranhão e Ceará, além do Distrito Federal.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Reportagem - Marcello Larcher
Edição - Newton Araújo


Povoado Pedreiras, em São Cristóvão, faz parte do passeio fluvial pelas ilhas do rio Vaza-Barris -Foto Divulgação Infonet



Nota da Redação Deste Blog - — O VAZA-BARRIS E O ESQUECIMENTO PÓS-ELEITORAL

Em Jeremoabo, há um fenômeno que se repete a cada ciclo eleitoral, principalmente nas disputas para deputado e senador: de repente, surgem políticos de todos os cantos lembrando que o município existe, que o Rio Vaza-Barris corta o território e que a região merece atenção. Passada a eleição, somem todos — junto com as promessas e fotografias às margens do rio. É o velho ciclo do interesse temporário, que não transforma realidades nem respeita a população.

No entanto, há um fato que quase nunca é dito com clareza — e talvez por isso mesmo precise ser lembrado: o governo da presidente Dilma Rousseff foi quem mais deu força e impulso concreto ao projeto de perenização e integração hídrica do Rio Vaza-Barris.

Durante seu mandato, Dilma garantiu ritmo acelerado ao maior projeto hídrico da história do país, a transposição do Rio São Francisco, cujo impacto abrange diretamente o semiárido baiano e o Eixo Vaza-Barris. Foram milhares de trabalhadores, investimentos vultosos e visitas pessoais da própria presidente às obras e estações de bombeamento.

A execução avançou substancialmente nesse período, criando condições materiais e técnicas para que, mais tarde, outras gestões pudessem concluir partes importantes do empreendimento. Sem o impulso dado por Dilma — político, administrativo e financeiro — dificilmente o Canal do Sertão e projetos associados teriam chegado ao estágio atual.

Ou seja: se hoje ainda se discute a perenização do Vaza-Barris, é porque houve um governo que tratou o tema como estratégico para o desenvolvimento do Nordeste e não como promessa de palanque.

A IMPORTANTE DECISÃO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Outro marco fundamental foi a aprovação, na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, do Projeto de Lei 5423/13, de autoria da senadora Lídice da Mata. A proposta inclui oficialmente a Bacia do Rio Vaza-Barris na área de atuação da Codevasf — órgão essencial para o desenvolvimento hídrico do país.

O relator, deputado André Moura, defendeu a iniciativa com razão: a Codevasf pode ser a chave para soluções definitivas de aproveitamento hídrico na Bahia e em Sergipe. A aprovação tramitou em caráter conclusivo e seguiu para sanção presidencial, representando um avanço institucional importante.

Com essa inclusão, a região passou a ter respaldo técnico, político e operacional para projetos estruturantes. A Codevasf, além de sua expertise em rios como o São Francisco e o Parnaíba, ganhou legitimidade para atuar também no Vaza-Barris, que nasce no sopé da Serra dos Macacos, em Uauá, percorre quase 450 km e abastece municípios baianos e sergipanos até desaguar no litoral de Sergipe.

E O QUE FALTA? POLÍTICOS FORTES E COMPROMISSADOS

Falta justamente o que sempre faltou: políticos fortes, influentes e comprometidos — não apenas nos discursos, mas nas ações.
Falta quem lute de verdade por Jeremoabo, pelo sertão baiano, pela integração hídrica e pelo desenvolvimento da região.

Não basta aparecer na véspera das eleições com promessas recicladas e fotografias às margens do rio. É preciso articulação nacional, prestígio político, capacidade de pressão e, acima de tudo, interesse real em beneficiar a população da Bahia e de Sergipe.

Enquanto essa representatividade não surgir, a história continuará sendo a mesma: o Vaza-Barris aparecerá em discursos apenas no período eleitoral, e Jeremoabo continuará à espera de quem trate a região com seriedade, constância e compromisso público — como fez a presidente Dilma ao dar impulso decisivo ao projeto.

A pergunta que fica é simples:
Quem, na política atual, está disposto a assumir essa responsabilidade histórica?

terça-feira, novembro 18, 2025

Indignação na Câmara: Denúncias de Desvio na Educação em Coronel João Sá


É com profundo lamento que se acompanha o que ocorre na política de Coronel João Sá. Um vídeo recente, amplamente divulgado, capturou o momento em que uma vereadora da cidade expressa sua indignação na tribuna da Câmara, denunciando publicamente a situação do município.

O foco da crítica são as ações ajuizadas pelo Ministério Público contra o ex-prefeito e atual pré-candidato a deputado estadual. Segundo o pronunciamento firme da vereadora, essas ações se referem a supostos desvios de recursos destinados à Educação. Tais verbas deveriam beneficiar diretamente os professores e aprimorar a qualidade do ensino local, mas, lamentavelmente, teriam sido desviadas para o benefício pessoal do ex-gestor.

O desvio de verbas da Educação é um ato de grave improbidade, pois compromete o futuro das crianças e a dignidade dos profissionais da área. A vereadora expressou sua perplexidade ao constatar que, mesmo diante de denúncias tão sérias, o ex-prefeito ainda encontra eleitores que fazem campanha e o apoiam como pré-candidato.

O povo de Coronel João Sá, que historicamente foi pacato e trabalhador, não merecia ter seu nome associado a fatos dessa natureza. A persistência em apoiar líderes envolvidos em supostos atos de corrupção mostra a urgência de um despertar da consciência cívica na cidade.


Você acredita que a atuação firme dos vereadores na fiscalização, como neste caso, é a principal barreira contra a improbidade administrativa em municípios pequenos?

Cidade ferida: crônica sobre o abismo que respira entre nós


            * Paulo Baía 


Cidade de mortes e de mortos selecionados. E de "cidadãos" que matam aplaudidos, elogiados.

A ABI que está hoje aí me tem sido muito útil. Graças a ela, deixei-me ir porque precisava andar por outras plagas, ouvir, conhecer, ver outras gentes. Outros propósitos, histórias de resistências resistentes. Sobretudo qdo não é nada fácil resistir. É um ato de potência. 

Devo isto à ABI. Continuo, contudo, e continuarei graças tb a estas gentes potentes com as quais prezo mais conviver,fazendo uso da minha régua e do compasso, escolhidos por mim a para traçar minha vida e me manifestar sobre o que considero "manifestável". 

Agradar ou desagradar são menos importantes qdo se trata de olhar e ver o que vc escreveu e o que vc viu, eu vi e vemos acontecer. Sou míope, tenho vista cansada, tenho astigmatismo e o oftalmo diagnosticou um início de catarata. Mas não sou cega. E ainda que fosse. Não sou surda

O que levou o BC a liquidar o Banco Master – e a PF a prender Daniel Vorcaro

 

Poder. Política. Sua plataforma. Direto do Planalto

BANQUEIRO PRESO

O que levou o BC a liquidar o Banco Master – e a PF a prender Daniel Vorcaro | O Banco Central decretou nesta terça-feira, 18, uma intervenção de 120 dias e a liquidação extrajudicial do Banco Master. Também foram liquidadas a corretora e o banco de investimentos que pertenciam à instituição. Somente o Will Bank, uma fintech pertencente ao grupo, não foi alvo da autoridade monetária, diante do interesse de investidores estrangeiros em comprar a empresa. A intervenção e a liquidação extrajudicial são determinadas pelo BC para interromper o funcionamento de um banco, corretora ou fintech e promover a retirada daquela empresa, de forma organizada, do sistema financeiro nacional. Essa decisão costuma ser tomada quando o BC constata que não é possível recuperar a saúde financeira de uma instituição – no jargão de mercado, uma insolvência irrecuperável – ou quando forem cometidas graves infrações às leis. LEIA+

POR ENQUANTO, NÃO

As razões do governo para não votar logo a pauta orçamentária | O governo Luiz Inácio Lula da Silva não tem feito esforços para acelerar a tramitação do PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) e do PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual). Ambas as propostas ainda precisam ser apreciadas na CMO (Comissão Mista do Orçamento) e nos plenários da Câmara e do Senado. O motivo é simples: os petistas só querem pautar os textos depois que as medidas arrecadatórias para garantir o cumprimento da meta fiscal em 2026 forem aprovadas por deputados e senadores, afirmaram ao PlatôBR técnicos da equipe econômica e da ala política. LEIA+

SUBIRAM NO TELHADO

Aprovação incerta: pautas prioritárias do governo e da oposição patinam no Congresso | A pouco mais de um mês do fim do ano legislativo, pautas consideradas prioritárias pelo governo e pela oposição seguem travadas e sem garantia de aprovação pelo Congresso. Entre disputas políticas, resistência de setores organizados e impasses fiscais, deputados e senadores não conseguem destravar propostas que impactam diretamente a economia, a gestão pública, a segurança e o planejamento do país para 2026. LEIA+

TELHADO DE VIDRO

O Centrão destila veneno sobre Flávio Bolsonaro candidato à Presidência | As notícias de que Flávio Bolsonaro planeja se lançar candidato à Presidência em 2026 têm despertado línguas ferinas no Centrão, repleto de entusiastas das candidaturas de Tarcísio de Freitas e Ratinho Júnior — nessa ordem. Apesar da desenvoltura política de Flávio, visto em Brasília há muito tempo como o Bolsonaro mais afável e sensato, gente do Centrão tem lembrado possíveis agruras que ele passaria sob o intenso escrutínio de uma campanha presidencial. LEIA+

ALIADOS DE OCASIÃO

Divididos no PL Antifacção, Motta e o governo dependem de boa relação em outros temas | Apesar dos recentes abalos de confiança, o entendimento no Palácio do Planalto é que será preciso manter a boa relação com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), até o ano que vem. A cautela tem razões pragmáticas: o governo depende da aprovação pelo Congresso de projetos que aumentam a arrecadação de 2026. A divergência mais recente foi provocada pela decisão de Motta de escolher o deputado Guilherme Derrite (PP-SP) para relatar o PL Antifacção, proposto originalmente pelo Planalto. Ao entregar o texto a um parlamentar da oposição, Motta tirou das mãos do governo uma das principais propostas para o combate à criminalidade, tema sensível para as eleições de 2026. LEIA+

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