Publicado em 19 de março de 2023 por Tribuna da Internet

Charge do Gilmar Fraga (Gaúcha/Zero Hora)
Bela Megale
O Globo
A relação entre Jair Bolsonaro e seu vice, Hamilton Mourão, acabou com o fim do governo. O ex-presidente e Mourão, hoje senador, não se falam desde que Bolsonaro deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos, em 30 de dezembro de 2022.
Mourão relatou à coluna que a última conversa aconteceu naquele dia, quando Bolsonaro foi para Orlando, onde segue até hoje. A conversa sequer foi presencial. Limitou-se a declarações por WhatsApp.
NADA A FALAR – Perguntado por que ele e Jair Bolsonaro não têm mais contato, Mourão foi direto:
— Não tinha mais nada para falar (depois do fim do governo). Foi cada um para o seu lado — disse à coluna.
Quando era vice-presidente, Mourão foi alvo de ataques dos filhos do então presidente, em especial do vereador Carlos Bolsonaro. Jair Bolsonaro também deixava clara a sua desconfiança em relação ao vice e chegou a excluí-lo de reuniões ministeriais.
Após a derrota de Bolsonaro para Lula, Mourão defendeu em entrevistas que o então presidente entregasse a faixa presidencial ao petista e se colocasse como líder da oposição.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Conheço pessoalmente Mourão e Bolsonaro. Intelectualmente, o general está muitos furos acima do capitão, como seria de se esperar. No entanto, os dois têm uma característica em comum absolutamente desqualificante. Ambos são defensores e admiradores do coronel Brilhante Ustra, que comandou a execução de torturas a presos políticos brasileiros no regime militar, causando a morte de muitos deles. A tortura é considerada crime contra a humanidade desde a Convenção de Genebra, no pós-guerra mundial, mas Bolsonaro e Mourão continuam defendendo essa monstruosidade. Por isso, todas as pessoas de boa vontade precisam desprezá-los. (C.N.)