Publicado em 13 de agosto de 2022 por Tribuna da Internet
Charge do Jean Galvão (Arquivo Google)
Taísa Medeiros
Correio Braziliense
Em resposta ao pedido de posicionamento enviado pelo Correio acerca do levantamento divulgado na quinta-feira pelo deputado federal Elias Vaz (PSB-GO), o Ministério da Defesa informou, em nota, que os “totais dos valores individuais, mencionados nas matérias, apresentam incorreções, pois somaram informações simultâneas de contracheque e de Ordem Bancária lançadas no Portal da Transparência”, explicaram os militares.
Além disso, o órgão detalhou que os valores divulgados “referem-se à remuneração mensal e a indenizações pontuais e a atrasados. Essas indenizações são relativas ao recebimento de férias não usufruídas ao longo da carreira, ou a outros direitos, que são calculados na ocasião da passagem dos militares para a reserva”, diz a nota.
SUPERSALÁRIOS – O levantamento realizado pelo deputado apontou que militares da ativa, inativos e pensionistas receberam, no ano de 2020, pagamento de supersalários na forma de remunerações extraordinárias — alguns chegando a ser superiores a R$ 1 milhão.
O grupo das Forças Armadas inclui aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL), como o candidato a vice na chapa de reeleição e ex-ministro da Defesa, Walter Braga Netto; o ex-ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque; e o atual ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Eduardo Ramos.
O Ministério da Defesa ainda ressaltou, na nota, que “as Forças Armadas cumprem, rigorosamente, a legislação que rege o pagamento de seus militares e servidores civis. Os valores são lançados no Portal da Transparência e são submetidos à fiscalização dos órgãos de controle”.
PEDINDO EXPLICAÇÕES – Devido aos valores revelados, o deputado Elias Vaz também apresentou na quinta (11/8) um requerimento ao ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, pedindo explicações sobre os pagamentos.
No requerimento, o parlamentar pede o detalhamento dos pagamentos extraordinários, feitos em quatro frentes: remuneração básica bruta, férias, outras remunerações eventuais e verbas indenizatórias registradas no sistema de pessoal militar.
As parcelas foram pagas de duas formas ao longo de 2020: pagamentos integrais em um único mês ou divididos em duas ou três parcelas.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Está difícil explicar essa libertinagem com recursos públicos para oficiais generais. A farra do boi fardado atingiu as três Armas. E o recordista é um ex-comandante da Aeronáutica, o brigadeiro Juniti Saito, que emboldou R$ 1,4 milhão. Vamos voltar ao assunto, com mais detalhes. (C.N.)