Editorial
Quantas Prefeituras e Câmaras deixarão de atender a exigência quanto à remessa ao Tribunal de Contas do Estado da lista de servidores contratados no ano santo de 2008?
O prazo dessa entrega findou-se na última sexta-feira, mas ainda não dá para identificar os faltosos. E, isso, porque os Correios são requeridos para o despacho de documentação ao exame da Corte pelos dirigentes dos municípios mais distantes, mesmo nesses tempos de Internet e malas postais eletrônicas.
O que os carteiros levam à Rua Geraldo Von Shosten, em João Pessoa, são envelopes contendo os balancetes de setembro e CDs com as listas de nomeados por Câmaras e Prefeituras. Noticia-se que os retardatários serão punidos com as multas aplicáveis à espécie e, além disso, com o bloqueio das contas bancárias dos organismos que dirigem, tão logo sejam os atrasos confirmados. Mas a confirmação requer tempo, pois depende do malote dos Correios.
Assim sendo, valerá para as referidas sanções a data de postagem dessas correspondências que devem ter, no máximo, a data do último 14, fim do prazo em questão. Estima-se que esses envelopes continuarão chegando à sede do TCE ao longo de mais dois ou três dias.
Uma coisa deve ser dita: bloqueio de conta bancária é coisa que não costuma assustar prefeitos geralmente às voltas com débitos de toda ordem. Nesse caso, a punição anunciada pode ser até providencial, pois vale como desculpa para o calote.
As multas, estas sim, são mais eficazes para o cumprimento daquilo que exige o TCE porque incidem no bolso do administrador público e não dos cofres municipais. Historicamente, o número de retardatários no encaminhamento de balancetes ao Tribunal (obrigação de todo santo mês, com a diferença da lista agora exigida) fica em torno de três ou quatro. Espera-se que não seja muito diferente, desta vez, pois a multa tem acréscimos diários. Ou seja, cresce conforme o tempo de atraso.
O fato é que, em meados da semana que agora se inicia, a Paraíba terá como averiguar a veracidade, ou não, de denúncias segundo as quais a concessão de empregos públicos serviu de moeda para a compra de votos conferidos a candidatos às eleições de outubro.
Serão indícios fortes de tamanha irregularidade os contratos de ocasião, se feitos muito acima da média histórica. Não haveria explicação diferente do propósito eleitoreiro a enxurrada de nomeações levadas, informalmente, ao conhecimento de um dos conselheiros que, por sua vez, tratou de alertar os demais membros da Corte. Se confirmado, o crime terá irrefreável desdobramento na Justiça Eleitoral. É só esperar para ver.
Fonte: Jornal da Paraíba (PB)
Em destaque
TSE proíbe candidatos de usar imagem de Bolsonaro em santinhos
Publicado em 17 de setembro de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Decisão vê tentativa de driblar restrição impost...
Mais visitadas
-
O Congresso Nacional se tornou um picadeiro de circo na atual legislatura, em que a política deu lugar à diversão. Por José Brito e Rodolfo...
-
Bilhões em convênios Levantamento do portal Fiscaliza Minas, que busca dados diretamente na base do governo, revela que no período de 14 m...
-
Arte: Marcelo Chello Assine agora Hoje foi dia de Renan Santos no JN, BRASEW. Se você nunca parou para escutá-lo, vou resumir: ele propõe ...
-
Pedro Heitor Barros Geraldo A gestão da "Justiça de Proximidade" na França: A análise da política pública judiciária View PDF ▸ ...
-
por Fernando Duarte Foto: Assessoria Governo de Transição O PSL de Jair Bolsonaro é um partido como outro qualquer, ainda qu...
-
Arte: Marcelo Chello Assine agora Parece eleição para presidente da República, mas o povo já está fechando conchavos para a eleição das pr...
-
Manchetes do Dia Por Redação 30/08/2026 às 06:45 Foto: Divulgação Jornais - A Tarde: Famílias lutam em defesa de pessoas com deficiência ...
-
Foto Divulgação O SONHO DA TRANSPOSIÇÃO SÃO FRANCISCO/VAZA-BARRIS: Por Que Apenas a Força Conjunta do PT e do Gov...
-
quinta-feira, 03/09/2026 - 08h05 Por Redação Foto: Reprodução / CNJ A apuração foi aberta após d...