domingo, novembro 11, 2007

Sergipe, turismo de rio e de mar

Etiene Ramos*
Aracaju. Longe de qualquer complexo de tamanho, Sergipe - o menor Estado do país, com 21.910 km - tira proveito das riquezas naturais e culturais do seu território e destaca-se como um novo destino no Nordeste para quem gosta de mar e quer conhecer um pouco das belezas do Rio São Francisco e até da nossa pré-história.
São apenas 212 quilômetros separando o litoral e o sertão. Das praias de Aracaju ao cânion do rio São Francisco são cerca de três horas de van - percurso que poderá ser reduzido com a recuperação de trechos da BR 235. Aí é só escolher por onde começar.
Em Aracaju, que significa cajueiro dos papagaios, pode-se conhecer o litoral sul e a orla da praia de Atalaia com seis quilômetros de extensão e sua famosa Passarela do Caranguejo, o ponto de encontro dos moradores que se reúnem à noite para saborear o crustáceo e jogar conversa fora. Os bares e restaurantes especializados na iguaria também servem camarões, guaiamuns (uma espécie de primo do caranguejo) e caldinhos de lambreta e sururu.
Para levar uma lembrança do artesanato de Sergipe, um passeio pelos mercados públicos Antonio Franco e Thales Ferraz, no Centro, onde se encontram rendas do Nordeste e o rendendê, bordado típico do Estado, doces, literatura de cordel, e acessórios como bolsas em palha com design e cores modernas.
Ainda no centro histórico de Aracaju, a Catedral Metropolitana, erguida em 1862 em estilo eclético com predominância do gótico, encanta pelas pinturas nas paredes e em todo o teto - o risco é sair com torcicolo de tanto olhar para o alto, mas nada que uma prece à padroeira, Nossa Senhora da Conceição, não resolva. Na vizinhança, às margens do rio Sergipe, está o Palácio da Aurora, construído para receber Dom Pedro II em sua histórica viagem ao Nordeste, no final do século XIX, e a Ponte do Imperador, um píer que remete à arquitetura imperial do Palácio e virou mirante da cidade.
Com clima agradável, praças bem-cuidadas e casarios da época em que foi a segunda cidade do País projetada para ser capital, em 1855, Aracaju ostenta o índice da Fundação Getúlio Vargas de melhor qualidade de vida do Nordeste. Entre o Centro, formado pelos traços históricos, e a moderna Aracaju, está o bairro 13 de Julho, com luxuosos edifícios residenciais, na orla do rio Sergipe.
Mais adiante, na beira-mar, ficam os condomínios que permitem aos moradores o acesso ao centro em cerca de 20 minutos e o raro prazer de se almoçar em casa - hábito muito valorizado especialmente pelos migrantes de grandes cidades que foram para Aracaju a trabalho ou a passeio e resolveram ficar, levando a cidade a mais um título: o de campeã nacional no número de migrantes.
*A jornalista viajou a convite do governo estadual de Sergipe
Fonte: JB Online

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