Pesquisa mostra que índice de infestação predial em Salvador, Camaçari e Itabuna é superior ao recomendado
Itabuna, Salvador e Camaçari estão entre as cidades brasileiras com maior risco de ocorrer um surto de dengue. A avaliação é do Ministério da Saúde, que chegou a esta conclusão através do Levantamento do Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (Liraa). De acordo com o levantamento, essas cidades têm um índice de infestação predial do mosquito transmissor da dengue superior a 3,9%. As secretarias de saúde desses municípios questionaram os números do Liraa.
A pior situação é de Itabuna, que levou o perigoso título de cidade com maior índice de infestação do Nordeste, com 16,8%.Na região Norte, o município com maior índice de infestação é o de Ariquemes (RO), com 4,7%. No Sudeste, a cidade do Rio de Janeiro (RJ), com índice de 3,7%. Na região Sul, a maior infestação é de Guairá (PR), com 3,3%. De janeiro a setembro deste ano, foram registrados no país 481.316 casos de dengue clássica, 1.076 de dengue hemorrágica e a ocorrência de 121 óbitos. Do total de casos, 43% concentram-se em pequenos e médios municípios, com menos de cem mil habitantes.
Os índices de infestação predial considerados satisfatórios são os inferiores a 1%. Os percentuais que caracterizam uma situação de alerta ficam entre 1% e 3,9%. Há risco de surto de dengue quando a infestação é superior a 3,9%. O secretário nacional de Vigilância em Saúde, Gerson Penna, observa que, mesmo onde a situação é satisfatória, não se pode relaxar na prevenção, uma vez que o quadro pode mudar rapidamente.
Criado pelo Ministério da Saúde em 2003, o Levantamento do Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti já desperta a atenção de outros países, que manifestaram interesse em adotá-lo. Sua principal vantagem é uma maior rapidez em relação ao método tradicional, em que os agentes visitam casa por casa, num trabalho que leva, em média, dois meses para ser concluído.Resultados - Apesar dos problemas, o Liraa mostrou que as campanhas de prevenção da dengue do Ministério da Saúde já começaram a apresentar seus primeiros resultados positivos. A pesquisa foi feita entre a última semana de outubro e a primeira de novembro deste ano e mostra que, em comparação ao mesmo período de 2006, caiu de 10.420.902 para 3.812.113 o número de pessoas vivendo em regiões com risco de surto de dengue.
O secretário nacional de Vigilância em Saúde, Gerson Penna, atribuiu a redução às campanhas do Ministério da Saúde, à conscientização da população e ao trabalho dos gestores estaduais e municipais. Apesar disso, observa o secretário, “não podemos relaxar nem descartar uma nova epidemia de dengue. Se relaxarmos, o quadro pode piorar em apenas uma semana. O que temos a fazer é manter um rígido combate aos criadouros do mosquito transmissor”.
O secretário-adjunto de Vigilância em Saúde do ministério, Fabiano Pimenta, também destacou a importância da prevenção. “Devemos desmistificar de uma vez por todas que o fumacê (inseticida) não é a varinha de condão no combate à dengue. Ele só é eficaz no ataque aos mosquitos adultos. O Liraa, sim, é uma importante arma contra os criadouros do Aedes aegypti”, disse Pimenta.
O objetivo do trabalho foi apurar a infestação nos 171 municípios com características propícias à proliferação do Aedes aegypti, ou seja, com alta densidade populacional, cidades turísticas e de fronteira, por exemplo. Desse total, 146 já enviaram os resultados à Coordenação Geral do Programa Nacional de Controle da Dengue, do Ministério da Saúde. O Liraa apontou índices de infestação predial maior ou igual a 1% em 68 (46%) dos municípios estudados, ou seja, situações que vão desde o alerta ao risco de surto de dengue.
Fonte: Correio da Bahia
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