quarta-feira, maio 17, 2023

Embora tenha sido cuidadoso ao depor, Bolsonaro complicou a situação de Mauro Cid

Publicado em 17 de maio de 2023 por Tribuna da Internet

Bolsonaro depõe à PF como incentivador dos ataques de 8/1 - 26/04/2023 -  Poder - Folha

Bolsonaro deixou a bomba no colo de seu amigo Mauro Cid

Gérson Camarotti
g1 Brasília

O depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à Polícia Federal nesta terça-feira (16) no inquérito que apura a emissão fraudulenta de cartões de vacinação contra a Covid-19 complica a situação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro durante o governo.

Por quase 4 horas de depoimento, Bolsonaro negou ter qualquer conhecimento no suposto esquema de adulteração dos certificados de vacinação em nome do próprio ex-presidente e da filha dele, além de Cid e familiares.

CID FICOU COMPLICADO – Bolsonaro disse não ter determinado a inserção dos supostos dados falsos de vacinação. Respondeu à Polícia Federal que não tem “conhecimento sobre a participação de Mauro Cid nas inserções de dados falsos em seu nome”.

Embora não tenha apontado o dedo diretamente a Cid, o ex-presidente joga na conta do então ajudante de ordens a responsabilidade pela gestão do acesso ao aplicativo ConecteSUS, no qual é possível emitir e certificar as vacinações contra a Covid.

“[Indagado se Cid] administrava a conta do declarante no aplicativo ConecteSUS do Ministério da Saúde até a data de 22/12/2022, respondeu que sim, que toda a gestão pessoal do declarante ficava a cargo do ex-ajudante de ordem Mauro Cid”, diz trecho do depoimento. Assim, mesmo com todo cuidado para não jogar culpa em Mauro Cid, Bolsonaro aumenta a pressão no ajudante de ordens.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O tenente-coronel Mauro Cid deve depor na próxima quinta-feira (17). Não adianta ficar em silêncio para não se incriminar, porque existem abundantes provas materiais do cometimento dos crimes, que incluem o secretário de Saúde de Duque de Caxias e a funcionária que usou a senha de uma colega para possibilitar a realização da fraude. Assim, só restam a Cid duas alternativas: ou assume o crime, dizendo que precisava dos cartões de vacina para viajar ao exterior com a família e incluiu Bolsonaro e a filha, ou conta que não viajou sozinho nesta maionese, como se dizia antigamente. (C.N.)


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