Villas-Bôas Corrêa
Depois de tão longa e desgastante tensão, o escândalo da venda da VarigLog e a mágica da ressurreição do CPMF, o imposto do cheque com o apelido de Contribuição Social para a Saúde (CSS), com a alíquota de 0,1 % sobre a movimentações financeiras a partir de janeiro do próximo ano terminaram com o um gol de vantagem e um empate no primeiro tempo.
O temperamento eufórico do presidente Lula e a cega confiança na sua estrela e na sua visão administrativa funcionam como uma armadura contra sinais negativos. Como ainda agora, com as graves suspeitas do extravagante negócio da compra da VarigLog por US$ 28 milhões, em janeiro de 2006 pela Volo do Brasil – uma sociedade entre o chinês Lap Chan, dono do fundo americano Matlin Patterson e de outros sócio e a revenda à Gol, em abril de 2007, por US$ 320 milhões. Ora, quem conseguir explicar esta mágica merece uma taça.
O pífio desempenho da ex-diretora da Agencia Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu, na longa e inconclusa reunião da Comissão de Infra-Estrutura do Senado, desqualificou a acusação à ministra Dilma Rousseff de exercer pressão para facilitar a operação ruinosa da venda da VarigLog com o toque de ridículo de levar uma mala de 30 quilos sem conseguir apresentar um único documento do volumoso papelório.
A oposição ameaça criar uma CPI no Senado para reabrir as investigações sobre a lambança oficial da entrega da VarigLog por uma ninharia.
Na onda de ressaca, a candidatura da ministra Dilma bate no paredão dos dois enguiços da geringonça oficial. Não parece provável que com pequenas escoriações, sem fratura ou ferimento grave, a sua candidatura seja descartada por quem manda no governo.
Com senso da oportunidade, assim como quem comete uma inconfidência, o presidente – que incorporou às suas habilidades, a de proctologista amador, a distribuir conselhos aos padecentes da sua intimidade sobre as vantagens e benefícios dos exames constrangedores – aproveitou a oportunidade, na hora exata de um almoço, no Palácio da Alvorada, com o governador do Rio, Sérgio Cabral, e o ministro do Esporte, Orlando Silva, para confirmar o que todo mundo sabe, mas que é bom que se confira, na frase curta e definitiva: "ela é o nome do PT para 2010".
Entre a especulação que embola projetos de candidaturas e o lançamento pelo dono do PT da sua candidata e do partido, com dois anos de antecedência da campanha para valer há uma diferença que dispensa interpretação.
As evidências entram pelos olhos. O PT não tem um único nome que faça sombra à candidata de Lula em seus desfalcados quadros, com os muitos rombos dos envolvidos na cascata de escândalos, quase todos apurados, alguns com a punição da cassação de mandatos parlamentares, a maioria ainda rolando na Justiça.
Mas como algumas gotas de prudência não fazem mal a presidente e a candidatos, é provável que a ministra Dilma seja poupada do excesso de exposição na mídia e na precipitada campanha das viagens presidenciais para visitar as obras do PAC. Pois até agora nem mesmo houve o cuidado de salvar a aparência. Para acelerar o crescimento, o presidente reduziu o escasso tempo em que permanece no gabinete do Palácio do Planalto cuidando da rotina burocrática que detesta, para dividir o bolo entre os giros internacionais da agenda de um dos líderes do mundo e a campanha para a transferência da sua conta milionária de votos para a sua candidata – feita em casa, com o capricho do prato do ajantarado de domingo.
Fonte: JB Online
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