quinta-feira, dezembro 18, 2025

Ação contra fraudes no INSS prende o nº 2 da Previdência e mira senador Weverton Rocha

 

Ação contra fraudes no INSS prende o nº 2 da Previdência e mira senador Weverton Rocha

Por Thaísa Oliveira/Folhapress

18/12/2025 às 08:00

Atualizado em 18/12/2025 às 11:53

Foto: Wilson Dias/Arquivo/Agência Brasil

Imagem de Ação contra fraudes no INSS prende o nº 2 da Previdência e mira senador Weverton Rocha

Weverton Rocha

A Polícia Federal faz buscas contra o senador Weverton Rocha (PDT-MA) nesta quinta-feira (18) em uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em descontos sobre aposentadorias e pensões de beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

A ação também prendeu o secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Adroaldo da Cunha Portal, que já foi assessor de Weverton. Ele ficará preso preventivamente em regime domiciliar. Foi preso ainda Romeu Carvalho Antunes, filho do empresário conhecido como Careca do INSS.

Os investigadores cumprem 16 mandados de prisão preventiva e 52 de busca e apreensão. A ação foi autorizada pelo STF (Supremo Tribunal Federal). A casa de Weverton é um dos endereços de busca e apreensão. Não houve ações no gabinete do parlamentar no Senado.

Weverton é o líder do PDT no Senado. Ele entrou na mira de integrantes da CPI do INSS depois que assessores e outras pessoas ligadas a ele apareceram nas investigações sobre o esquema de fraudes, conduzidas pela PF e pela CGU (Controladoria-Geral da União).

As investigações apontaram que o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, já esteve com Weverton Rocha.

Na CPI, Antunes, acusado de ser um dos operadores do esquema, declarou que foi a um churrasco de costela na casa do senador, quando teria falado com ele sobre a regulação da venda de derivados de cannabis –ou seja, uma atividade de representação empresarial sem ligação com descontos em aposentadorias.

O Careca do INSS também disse que esteve no gabinete do senador em outras ocasiões, mas que não conversou com o político. O interlocutor teria sido Adroaldo da Cunha Portal, hoje secretário-executivo do Ministério da Previdência, mas que, na época, trabalhava no gabinete de Weverton. A visita também teria sido para tratar sobre o mercado de cannabis.

Um ex-assessor de Weverton também apareceu nas apurações. Gustavo Gaspar teria assinado uma procuração de movimentação de contas bancárias e entregado para Rubens Oliveira, apontado como um operador dos descontos irregulares.

O gabinete de Weverton Rocha ainda não se manifestou sobre a operação e as suspeitas levantadas durante as investigações.

A ação da PF nesta quinta-feira ocorre em Brasília, São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão. Segundo a PF, o objetivo é aprofundar as investigações e esclarecer a prática de crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, estelionato previdenciário, organização criminosa e ocultação de patrimônio.

Politica Livre

Está faltando um Big Brother político que espalhe câmeras por todo canto


Nossa política virou um Big Brother Brasil | Jusbrasil

Charge reproduzida do Google

Vicente Limongi Neto

Muito bom o artigo do jornalista Patrick Selvatti (Correio Braziliense – 15/12), anunciando a chegada do próximo Big Brother Brasil. Segundo Patrick, haverá uma casa de vidro, com candidatos ao BBB no Conjunto Nacional. O povo precisa de mais e frequentes casas de vidro, exorta Patrick.

O cotidiano do brasileiro clama por mais câmeras, espiando e fiscalizando o que homens públicos fazem e produzem em benefício do Brasil e dos brasileiros. Os resultados não seriam nada agradáveis.

MAIS CÂMERAS – O BBB da Globo durante meses isola candidatos. Ávidos por vultuoso prêmio. Nessa linha, imagens pouco republicanas escandalizariam a nação, se existissem câmeras do BBB em ministérios, em palácios de governos estaduais, na Esplanada, no Congresso Nacional e no Judiciário.

Patrick é feliz, implacável e irretocável quando analisa que “a casa de vidro, montada diante da Esplanada, funciona como espelho involuntário de uma verdade incômoda: a verdadeira casa mais vigiada do país ainda não é vigiada o suficiente. Enquanto isso não mudar, o Brasil seguirá assistindo à política como quem assiste um reality. Perplexo, indignado, mas quase sempre sem poder apertar o botão do paredão”.

PALANQUE VIRTUAL – Penas exageradas, absurdas, injustas ou não, para apenados do 8 de Janeiro, servem de palanque eleitoreiro para políticos obscuros, desagradáveis, deploráveis e cansativos. Só faltam chorar na gravata e nos microfones. 

Alguns, ainda mais demagogos, mostram cartas que recebem de familiares dos presos e condenados pelo Supremo Tribunal Federal. Como bem disse o isento, sereno e capacitado Alessandro Vieira, senador do MDB, os parlamentares usam e abusam das reclamações e das tristezas das famílias dos presos, como massa de manobra para tentarem sucesso nas urnas de 2026.


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