terça-feira, maio 16, 2023

Valorização do salário mínimo entra na discussão sobre o arcabouço fiscal


Questão salarial é o maior desafio que o governo deve enfrentar

Pedro do Coutto

Extensa reportagem de Idiana Tomazelli, Folha de S. Paulo desta segunda-feira, analisa as opiniões divergentes a respeito da influência do salário mínimo reajustado acima da inflação sobre o projeto do governo de arcabouço fiscal. A questão da valorização do salário mínimo em termos de despesa do governo só influi nas aposentadorias e pensões do INSS, porque no total dos 32 milhões de segurados nessas duas situações, cerca de 40% recebem um salário mínimo.

Fora daí, os avanços concretos no piso salarial só afetam as despesas não governamentais, pois no funcionalismo federal o salário mínimo não tem peso praticamente nenhum. Dois pontos são esquecidos na decisão dos salários no Brasil: quanto mais ele subir, o que é um movimento legítimo pretendido pelo governo Lula, maior também é a arrecadação em consequência, em virtude dos maiores recolhimentos pelos trabalhadores e pelos empregadores. Outra questão é a de que não basta apenas valorizar apenas o salário mínimo, deve-se estender tal procedimento sobre os demais salários.

O texto da matéria focaliza vários ângulos da questão vinculado ao mínimo e seus reflexos, mas é preciso ver além do piso que se refere a quase 40% da mão-de-obra brasileira. É preciso mais e a questão salarial é o maior desafio que o governo tem que enfrentar. Vamos ver como se resolve a questão a partir do projeto do arcabouço fiscal. Se o salário mínimo for valorizado, o consumo sofrerá consequências positivas.

FLA X FLU –  O Fla x Flu , expressão criada pelo jornalista Mário Filho, rubro-negro e irmão de Nélson Rodrigues, tricolor, fez história no futebol carioca, tornando mais atraente a disputa dos campeonatos como tem acontecido até agora. É sempre uma partida disputada, recebida com satisfação, o que é raro, pela torcida das duas equipes. O jogo desta noite será transmitido pela Sport TV.

Tricolor como Nélson, vou assistir a partida esperando, entretanto, que o treinador Fernando Diniz altere um pouco o posicionamento tático da equipe. Nos últimos jogos, o atacante Cano, goleador, tem assumido também funções defensivas. É peso demais para o jogador de 35 anos; ter que ir e voltar, percorrendo distâncias maiores seguidamente. Além disso, a sua contribuição no plano defensivo não é das maiores. Vamos torcer para que seja um espetáculo agradável de se ver, como tem sido em outros clássicos geralmente cobertos de expectativas através da história do futebol carioca.

CORRUPÇÃO – Na edição de domingo do Estado de S. Paulo, o repórter Vinícius Valfré destaca o seríssimo episódio que envolve a atuação de quadrilhas organizadas que partem para manipular lances de partidas de futebol, envolvendo jogadores. Há quadrilhas que atuam em oito estados do país e estão sempre em busca de financiadores para o esquema criminoso.

O governo passou a se preocupar com o problema e vai editar Medida Provisória estabelecendo princípios a serem observados para conter a corrupção e seus efeitos no mundo esportivo. As fraudes prejudicam as próprias loterias esportivas, conforme assinala a entrevista de Wesley Cardia , representante das empresas que operam as loterias, concedida a Athos Moura em O Globo, e nela Wesley Cardia destaca que as casas lotéricas querem colaborar com as autoridades contra a corrupção.

A venalidade é um abismo para o jogador que vai atrás de uma remuneração episódica e joga fora a perspectiva ou a sua posição consolidada fora. Além disso, os torcedores passam a desconfiar de jogadas menos plausíveis. O esforço tem que ser conjunto do governo, dos clubes, das casas lotéricas e dos próprios jogadores do esporte mágico que encanta cada vez mais torcedores.


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