Publicado em 15 de maio de 2023 por Tribuna da Internet

Freixo quer desperdiçar preciosos recursos na Embratur
Vicente Limongi Netto
Falando pelos cotovelos, com palavreado monótono, pretensioso e triunfalista, o presidente da Embratur, Marcelo Freixo (Correio Braziliense – 14/05) insiste em sangrar os orçamentos do Sesc e do Senac. O neopetista quer subtrair recursos de setores vitoriosos em suas atividades sociais e educacionais, para tentar alavancar e tirar das trevas do anonimato a autarquia que ganhou do governo Lula como prêmio de consolação, essa tal de Embratur.
O sistema S é do Brasil. É sintonizado com os interesses de milhões de famílias brasileiras. Deselegante e petulante, Freixo chama de “cara” o representante da Confederação Nacional do Comércio, de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que encontrou em gabinete de um senador.
Freixo precisa aprender a respeitar os outros, se quiser ser respeitado. A CNC representa os interesses de setores fundamentais para a economia brasileira. O sistema S tem mais de mil unidades, fixas e móveis, espalhadas pelo Brasil. O Sesc e o Senac oferecem a comerciantes, comerciários e suas famílias, e à população em geral, acesso a educação profissional, saúde, esporte, cultura e lazer. Com transparência, zelo e controle dos recursos utilizados, o sistema S é motivo de orgulho para o Brasil. Já a Embratur…
OUTRO ASSUNTO – O ministro Flávio Dino é danado. Não foge da raia. Com grandes ou miúdos, com levianos provocadores ou com figuras qualificadas. Retruca torpezas e insinuações rápido como uma flecha. O ministro da Justiça enfrenta a horda bolsonarista em geral, ou o timeco dos paladinos de meia pataca, com o mesmo desassombro. Tanto na Câmara como no Senado.
Nessa linha, deixou na lona, quem se atreveu, recentemente, a cantar de galo, como os senadores Sérgio Moro, Marcos do Val, Hamilton Mourão, Flávio Bolsonaro, Magno Malta e Rogério Marinho. Além dos deputados Deltan Dellaganol e Alfredo Gaspar.
Dino encara fanfarrões com destemor. Explica que em debate sério, responde com seriedade. Diante de patuscadas de “cardios”, como define tipos estranhos e agressivos nas redes sociais, responde, retruca, esclarece, com pitadas de sarcasmos e ironias.
RESPEITEM GERSON – Tornou-se surrada, irritante, injusta e ultrapassada a citação da Lei de Gerson, como fez o leitor Raimundo Cardoso, na revista Carta Capital. Gerson, com 82 anos, merece respeito.
Eterno craque, cidadão trabalhador e bom chefe de família. Não merece ser penalizado a vida inteira por um anúncio de cigarros que fez há quase 60 anos. Francamente. Na atual quadra da política nacional, o Brasil tem montes de figuras com o figurino para substituir a Lei de Gerson.
Por exemplo, Lei do Mauro Cid, Lei do Ailton Barros, Lei do Jair Bolsonaro, Lei do Élcio Franco, Lei do Daniel Silveira, Lei do Moro etc.