terça-feira, março 21, 2023

Relação deve ser institucional, não é preciso que Lula vá às formaturas dos militares

Publicado em 21 de março de 2023 por Tribuna da Internet

Alto escalão das Forças Armadas informa campanha de Lula que Bolsonaro  ficará sozinho se tentar golpe - Pensar Piauí

Lula sabe que os militares o aceitam, mas não o engolem

Merval Pereira

Foi estranho o anúncio de que Lula irá a formaturas de novas turmas militares. Não são solenidades de importância para o presidente da República. A relação com militares deve ser boa, respeitosa; especialmente os militares devem respeitar o presidente eleito.

Lula fica repetindo atitudes de Bolsonaro que tinham outras intenções. O ex-presidente queria politizar as Forças Armadas, principalmente os novos militares. Lula não precisa fazer isso.

RESPEITO MÚTUO – A relação institucional entre presidente e militares deve ser retomada, na base do respeito, e nada além disso. O ministério da Defesa tem o princípio de subordinação dos militares ao poder civil, independente de quem seja. E os militares devem se recusar a atuar fora da lei como Bolsonaro estava querendo fazer.

Ir além disso é demonstrar certa fraqueza, um interesse de ficar próximo dos militares, o que não é o caso. Os militares precisam entender o papel importante deles na sociedade, precisam entender que o presidente da República é a maior autoridade do país; e o presidente precisa entender esse papel e ajudar nas pesquisas que são desenvolvidas nas Forças Armadas.

Mas a relação está pacificada e esta é a normalidade que deve ser perseguida.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Excelente artigo de Merval Pereira. Como é elegante e educado, meu querido amigo deixou de tocar num ponto delicado da questão, que até reforça seu ponto de vista. Os militares, em sua imensa maioria, não gostam de Lula e acham absurdo que tenha voltado à Presidência da República devida a uma “interpretação” da lei pela maioria dos ministros do Supremo, que inventaram a “incompetência territorial absoluta”, algo inexistente no Direito Universal, pois é tese somente aceita em questões imobiliárias, jamais em ações penais, como era o caso de Lula. Por tudo isso, a presença do ex-presidiário Lula em formatura de militares seria simplesmente constrangedora. (C.N.)

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