quarta-feira, dezembro 24, 2025

Polarização atinge 74% dos brasileiros, e petistas superam bolsonaristas, diz pesquisa Datafolha

 

Polarização atinge 74% dos brasileiros, e petistas superam bolsonaristas, diz pesquisa Datafolha

Levantamento aponta 40% mais alinhados a partido de Lula e 34%, a Bolsonaro

Por Juliana Arreguy/Folhapress

24/12/2025 às 14:40

Foto: Reprodução

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Lula e Jair Bolsonaro

O cenário de polarização política no Brasil continua atingindo a maioria da população, com mais eleitores se encaixando como petistas do que como bolsonaristas, segundo a mais recente pesquisa Datafolha.

O levantamento, feito de 2 a 4 de dezembro, mostra que 74% da população se identifica com algum dos dois grupos —sendo o associado ao partido do presidente Lula (PT) um pouco maior, com 40%, do que o de simpatizantes do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com 34%.

Entre os entrevistados, 18% se posicionaram na faixa de neutros, 6% disseram não apoiar nenhum deles e 1% não soube responder. O Datafolha ouviu 2.002 pessoas, com 16 anos ou mais, em 113 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Ao fim de julho, quando foi feita a pesquisa anterior, o índice de brasileiros que se enquadravam na escala como petistas ou bolsonaristas era de 76% —a variação desde então nesse total ocorreu dentro da margem de erro. Mas os dois grupos estavam tecnicamente empatados, com 39% mais próximos do partido de Lula, e 37% alinhados a Bolsonaro. Embora os percentuais tenham mudado dentro da margem de erro, a distância entre eles já não configura mais um empate, e os petistas voltaram a ser maioria.

Desde dezembro de 2022, o Datafolha apresenta aos seus entrevistados a seguinte questão: "considerando uma escala de 1 a 5, onde 1 é bolsonarista e 5 petista, em qual número você se encaixa?".

Quem respondeu 1 ou 2 foi classificado como bolsonarista, e quem disse 4 ou 5 entrou no rol do petismo. Aqueles que mencionaram 3 foram tratados como neutros. Os apoiadores de Lula foram maioria em 9 dos 11 levantamentos feitos até então.

A pesquisa mais recente foi realizada após a prisão e condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. Nos meses anteriores, o ex-presidente foi para a prisão domiciliar por descumprir medidas cautelares e, antes mesmo de ser sentenciado para cumprir pena, foi preso preventivamente na PF em Brasília após tentar abrir a sua tornozeleira eletrônica com um ferro de solda.

Lula, por sua vez, lidera as pesquisas de intenções de votos para as eleições de 2026 tanto no primeiro quanto no segundo turno.

Segundo o Datafolha, hoje o petismo é numericamente mais concentrado nas mulheres (42%), nos aposentados (45%) e entre quem tem escolaridade até o ensino fundamental (52%). Também é predominante na região Nordeste (49%) e entre os católicos (48%).

O bolsonarismo prevalece numericamente entre os homens (37%), empresários (41%) e os que recebem de cinco a dez salários mínimos (42%). Também é maior na região Sul (41%) e entre os entrevistados que se declararam evangélicos (47%).

A polarização se mostrou mais presente entre quem tem 60 anos ou mais, com 84% dos entrevistados desta faixa etária se encaixando como petistas ou bolsonaristas –sendo 38% mais inclinados a apoiar o ex-presidente, e 46%, Lula.

O Datafolha também mostra que a identificação com um espectro político não atinge os mesmos patamares da polarização entre Lula e Bolsonaro, que se enfrentaram no segundo turno das eleições presidenciais de 2022.

Dos entrevistados, 57% se disseram de direita ou esquerda, sendo 22% de esquerda e 35% de direita. Outros 7% se declararam de centro-esquerda, 17% de centro, 11% de centro-direita e 8% não souberam dizer.

Entre os que se disseram de esquerda, 9% afirmaram ter votado em Bolsonaro na eleição de 2022. No grupo identificado com a direita, 22% declararam voto em Lula.

Já entre os bolsonaristas que afirmaram ter votado em Lula, o índice foi mais baixo, de 5%, assim como os petistas que declararam voto no ex-presidente, que foram 7%.

Politica Livre

Lula fixa salário mínimo em R$ 1.621 em 2026; regra que limita reajuste tira R$ 15 do piso

 

Lula fixa salário mínimo em R$ 1.621 em 2026; regra que limita reajuste tira R$ 15 do piso

Reajuste é de 6,79% e também será aplicado em aposentadorias e pensões do INSS no valor do piso

Por Idiana Tomazelli/Folhapress

24/12/2025 às 14:00

Atualizado em 24/12/2025 às 17:15

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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O presidente Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) editou decreto para fixar o salário mínimo em R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro de 2026. O ato foi publicado no DOU (Diário Oficial da União) desta quarta-feira (24).

A cifra corresponde a um valor mínimo de R$ 54,04 por dia e R$ 7,37 por hora.

O novo valor do piso teve reajuste de 6,79% em relação ao praticado atualmente (R$ 1.518).

Como há a regra para limitar o ganho real do salário mínimo, o valor definido é de R$ 15 a menos do que o que seria aplicado se fosse dado o índice cheio de crescimento do PIB (Produto Interno Bruno) de dois anos antes.

A política de valorização do salário mínimo, retomada no governo Lula, leva em conta reajuste pela inflação do INPC acumulado em 12 meses até novembro do ano anterior mais a variação do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes (2024, neste caso).

Em 10 de novembro, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) anunciou que a variação do INPC em 12 meses ficou em 4,18%.

Já a economia cresceu 3,4% no ano passado, segundo o IBGE. Mas o ganho real a ser incorporado será de até 2,5%. Isso porque, pelas regras atuais, ele está limitado ao mesmo ritmo de expansão do arcabouço fiscal, mas o aumento não pode passar de 2,5% acima da inflação ao ano. Sem essa limitação, o salário mínimo seria de R$ 1.636 em 2026, diferença de R$ 15.

A limitação do ganho real foi adotada para tentar evitar que o crescimento acelerado de gastos como aposentadorias e pensões do INSS, por exemplo, pudesse gerar pressão sobre ações discricionárias (como custeio e investimentos), colocando em risco a sustentabilidade da regra fiscal do país. Sem essa limitação, o salário mínimo seria de R$ 1.636 em 2026, diferença de R$ 15.

O índice de reajuste aplicado ficou abaixo do que o próprio governo projetava. No fim de novembro, o Executivo já havia reduzido a previsão de R$ 1.631 para R$ 1.627, devido à expectativa de que a inflação ficasse menor do que o estimado inicialmente. Mesmo assim, o governo previa uma variação de preços de 4,54%, e o resultado efetivo foi ainda menor.

O salário mínimo é baliza para uma série de despesas obrigatórias do Poder Executivo, como aposentadorias do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e BPC (Benefício de Prestação Continuada), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. Sua correção interfere diretamente em alguns gastos mais relevantes do Orçamento.

Politica Livre

Conversas no topo do poder expõem ruídos institucionais no caso Banco Master



Governo aciona Itamaraty para pedir extradição de Alexandre Ramagem aos EUA

Publicado em 24 de dezembro de 2025 por Tribuna da Internet

Documentação foi enviada ao Itamaraty

Mariana Muniz
O Globo

O Ministério da Justiça informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que já solicitou ao Ministério das Relações Exteriores a extradição do ex-diretor-geral da Polícia Federal, Alexandre Ramagem. A comunicação foi feita em resposta a uma mensagem eletrônica enviada pelo gabinete de Moraes em 17 de dezembro.

Segundo o documento, o pedido de extradição foi encaminhado no mesmo dia ao Itamaraty. O texto também afirma que novas informações sobre o caso serão repassadas ao STF assim que estiverem disponíveis. Alexandre Ramagem teve o mandato declarado perdido após condenação definitiva no STF a 16 anos de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado.

PERDA NDO MANDATO – A decisão judicial incluiu, entre as penas, a perda do mandato parlamentar. Para evitar novo embate institucional com o Supremo, a Mesa Diretora optou por declarar a cassação por ato administrativo, sem submeter o caso à votação em plenário.

Ramagem está nos Estados Unidos desde setembro e é considerado foragido da Justiça brasileira e teve o passaporte diplomático cassado. A suspensão dos passaportes diplomáticos não impede a permanência no exterior com passaporte comum, mas retira benefícios associados ao status diplomático.

Ajuda e apoio de outros ministros apenas complicam a situação de Moraes


A dobradinha suprema de Toffoli e Gilmar | Bernardo Mello Franco - O Globo

Toffoli e Gilmar foram os únicos a tentar ajudar Moraes

Hélio Schwartsman
Folha

As escolhas profissionais de um indivíduo afetam seu estilo de vida. Se você quiser ter uma esposa, filhos e conviver publicamente com eles, risque o item padre católico de sua lista de opções. Se não desejar ser acordado no meio da madrugada por uma mãe aflita, descarte a pediatria em consultório particular.

Quem não se dispuser a trabalhar aos fins de semana não deveria ser mestre-cuca, garçom nem jornalista esportivo.

VIDA DE JUIZ – De modo análogo, candidatos a juiz de direito precisariam renunciar a uma vida social normal, se por “normal” se entende participar do circuito de festas, viagens e convívio intenso com a nata da sociedade.

Idealmente, magistrados iriam de casa para o trabalho e do trabalho para casa sem nunca confraternizar com políticos, empresários, advogados e promotores.

Os mais puristas, cuja posição vai ficando cada dia mais difícil criticar, defendem até uma PEC que, no espírito da igreja católica, inclua “celibatário e sem filhos” entre os requisitos para integrar o STF e cortes superiores.

PROMISCUIDADE – Se há algo bastante corrosivo para a credibilidade de decisões judiciais, são as relações promíscuas entre os tribunais e escritórios de advocacia de parentes dos ministros.

Não é porque o Judiciário é um Poder não eleito que ele não precisa legitimar-se diante da sociedade.

Os julgados podem e frequentemente devem ir contra a opinião majoritária, mas precisam ser percebidos como imparciais e livres de influências inconfessáveis.

VIOLAR O DEVER – Quando o magistrado viola esse dever de parecer honesto, não pode reclamar das cobranças que se seguem.

Alexandre de Moraes deve explicações sobre conversas que teve com o presidente do Banco Central em torno do banco Master, que contratara o escritório de sua família por valores bem acima dos de mercado, como revelou Malu Gaspar no jornal O Globo.

Ações de outros ministros do Supremo Tribunal Federal para avocar o caso para a corte, colocá-lo sob sigilo e para blindar seus integrantes de responder perante outros Poderes, só pioram a situação.

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