terça-feira, dezembro 23, 2025

Lula exclui golpistas, líderes de facções e autores de violência doméstica do indulto de Natal

 

Lula exclui golpistas, líderes de facções e autores de violência doméstica do indulto de Natal

Por Redação

23/12/2025 às 10:47

Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil

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O presidente Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai conceder o indulto de Natal, mas excluirá do benefício condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito — incluindo os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 — além de líderes de facções criminosas e autores de violência doméstica. Também ficam fora condenados por crimes hediondos, tortura, terrorismo, racismo, lavagem de dinheiro, corrupção e outros delitos contra a administração pública. O decreto segue diretrizes do Ministério da Justiça e será publicado no Diário Oficial da União. A informação é do jornal O Globo.

O indulto prioriza pessoas em situação de vulnerabilidade, como idosos, gestantes (inclusive de alto risco), mães e avós responsáveis por crianças e adolescentes com deficiência, além de presos com doenças graves, deficiência ou transtorno do espectro autista severo. A medida mantém a linha adotada pelo governo nos últimos anos e reforça a posição de Lula contra a anistia aos envolvidos na trama golpista, em sintonia com seu discurso público.

Politica Livre

Presidente de comissão da Câmara assume controle de R$ 45 milhões em emendas após votação relâmpago

Presidente de comissão da Câmara assume controle de R$ 45 milhões em emendas após votação relâmpago

Deputado Yury do Paredão cancela R$ 90 mi em indicações de colegas e causa revolta na Câmara

Por Raphael Di Cunto/Folhapress

23/12/2025 às 14:00

Atualizado em 23/12/2025 às 17:17

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados/Arquivo

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O deputado federal Yury Do Paredão (MDB-CE)

Numa votação relâmpago, de menos de 10 segundos, feita no que seria a última sessão do ano, a Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara cancelou na quarta-feira (17) R$ 90,2 milhões em emendas ao Orçamento propostas por 67 deputados e líderes partidários e redirecionou metade do dinheiro para indicações do presidente do próprio grupo, o deputado Yury do Paredão (MDB-CE).

O emedebista indicou R$ 44,5 milhões para municípios do Ceará, sua base eleitoral, com o remanejamento de verbas que antes eram de autoria de outros deputados ou partidos. Tiveram recursos cortados líderes de legendas como União Brasil, PP, Republicanos, Avante e Podemos. Até o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), teve suas propostas canceladas em R$ 7 milhões.

Os cortes beneficiaram com novas indicações o presidente da comissão e dois aliados dele: o líder do MDB na Câmara, deputado Isnaldo Bulhões (AL), com R$ 30 milhões, e o presidente nacional do partido, o deputado Baleia Rossi (SP), com R$ 10 milhões. Com menos recursos (R$ 4,8 milhões), também foi atendido o presidente da Comissão de Saúde, Zé Vitor (PL-MG).

Descoberta pelo jornal Folha de S.Paulo, a manobra causou revolta na Câmara, e uma sessão para revogar o ato foi convocada às pressas na segunda-feira (22), quando o Congresso já estava praticamente de recesso após ter votado o Orçamento na última sexta-feira (19).

O plenário da comissão nesta segunda estava cheio de pó, com uma das portas de vidro substituída por um tapume e servidores convocados às pressas, quando Yury entrou e votou a nova planilha com indicações. A nova sessão durou menos de um minuto, com nenhum deputado no local além do próprio presidente, que dispensou o terno e gravata.

"Informo que a planilha encontra-se sobre a mesa. Coloco em discussão. Não havendo quem queira discutir, encerra a discussão. Coloco em votação. Aqueles que aprovam permaneçam como se encontram. Aprovada as planilhas", disse o emedebista, numa votação que, desta vez, durou exatos 16 segundos.

A nova planilha de indicações ainda não estava publicada no site, nem os parlamentares que são membros da comissão tinham acesso a ela, mas havia uma promessa de reenvio da planilha original. A votação ocorreu de forma remota, com a marcação de presença pelo celular, após reclamações dos deputados nos bastidores com o cancelamento de suas emendas.

"Eu não sabia, descobri agora. É uma atitude suja", afirmou o deputado Reinhold Stephanes (PSD-PR), ao ser informado pela reportagem. Outros sete deputados, inclusive do MDB, responderam que também não tinham conhecimento da mudança e que não houve nenhum acordo para troca nas indicações.

O presidente da comissão atribuiu o cancelamento das emendas dos colegas a um erro da assessoria. "Creio que a assessoria confundiu isso com indicações anteriores. Essa ata vai ser tornada inválida", disse o emedebista. "Devem ter confundido a lista da liderança do MDB com a da comissão. Só fiquei sabendo hoje cedo [segunda]".

Um dos beneficiados pelo remanejamento das emendas, Zé Vitor disse que soube pela reportagem que a sugestão tinha sido aprovada. "Realmente protocolei uma proposta no sistema, mas me disseram que não se concretizou porque não tinha saldo suficiente."

Como as emendas de comissão são discricionárias, cabe ao Poder Executivo decidir se reserva recursos para executá-las ou se as ignora, mesmo que tenham sido aprovadas pelo Congresso. Isso é usado como moeda de troca com os congressistas para angariar apoio para a pauta de interesse do governo federal.

As emendas de comissão substituíram a extinta emenda de relator do Orçamento, declarada inconstitucional pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em 2022 pela falta de transparência sobre o real padrinho político da indicação (que ficava escondido sob a classificação de que o autor era o relator do Orçamento). O mecanismo foi usado para distribuir verbas sob sigilo no governo Jair Bolsonaro (PL).

A emenda parlamentar é um instrumento usado por deputados e senadores para direcionar recursos públicos para obras e serviços em suas bases eleitorais. Parte delas está sob investigação, por suspeitas de desvios e fraudes. O ministro Flávio Dino, do STF, determinou em 2024 o bloqueio das emendas de comissão até que fossem adotadas regras de mais transparência e rastreabilidade.

O modelo adotado, no entanto, se mostrou inconsistente, como mostrou a Folha na semana passada, e mais de R$ 1 bilhão em dinheiro público continua aprovado sem que se saiba o real padrinho político da verba. Além disso, a divulgação das emendas referentes a 2025 mostra que os dados estão espalhados por mais de 40 arquivos nos sites das comissões da Câmara e do Senado, com erros de diagramação, links que dificultam a consulta e formatos que não permitem trabalhar as informações.

O sistema do governo também não permite saber quem teve as verbas pagas, já que o portal da Transparência indica a comissão como autora da indicação e oculta o nome do parlamentar.

A manobra na Comissão de Desenvolvimento Urbano às vésperas do recesso expõe ainda o pouco controle sobre o direcionamento de verbas milionárias por parte dos próprios parlamentares. As indicações são votadas em segundos pelas comissões, sem nenhum debate e sem que os próprios deputados conheçam as listas de obras, cidades e projetos contemplados com o dinheiro.

Congressistas dizem que o presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano provavelmente aproveitou propostas de outros deputados que não tinham vingado, por falta de atendimento dos critérios exigidos pelo governo, e buscou contemplar recursos para sua base eleitoral. Se o convênio for assinado até 31 de dezembro pelo ministério, a prefeitura ou governo estadual tem anos para executá-los.

Politica Livre 

Mulher de Moraes tem causa milionária contra Prefeitura de Natal no STF; Nunes Marques é o relator

 

Mulher de Moraes tem causa milionária contra Prefeitura de Natal no STF; Nunes Marques é o relator

Levantamento do jornal O Estado de São Paulo mostra que Viviane Barci acumula 13 derrotas e 8 vitórias em processos que tramitam na Corte desde 2013

Por Weslley Galzo/Hugo Henud/Estadão

23/12/2025 às 14:30

Foto: Antonio Augusto/TSE/Arquivo

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Alexandre de Moraes ao lado da mulher, a advogada Viviane Barci

A advogada Viviane Barci, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, concentra atualmente sua atuação na Corte em um processo de cifras milionárias contra o Município de Natal.

A banca da família Moraes representa a empresa Henasa Empreendimentos Turísticos em uma disputa para garantir o recebimento de precatórios que somam cerca de R$ 95 milhões.

O litígio tem origem em um acordo firmado com a prefeitura da capital potiguar, decorrente de uma indenização judicial total estimada em aproximadamente R$ 190 milhões. O pagamento das parcelas foi suspenso por uma decisão do Tribunal de Contas do Rio Grande do Norte, o que motivou o recurso à instância máxima do Judiciário.

O processo chegou ao Supremo em 2023 e foi distribuído ao ministro Nunes Marques. Embora a empresa tenha obtido uma decisão favorável, o caso ainda aguarda julgamento definitivo devido à interposição de um recurso interno.

Viviane e o STF foram procurados, mas não se manifestaram. A Henasa foi procurada por telefone e e-mail para se manifestar, mas não retornou aos contatos da reportagem até o momento. O espaço está aberto.

Levantamento do jornal O Estado de São Paulo mostra que o escritório de Viviane acumula 13 derrotas e 8 vitórias em processos que tramitam na Corte desde 2013.

Desde 2013, Viviane atuou em 31 processos no Supremo. Entre 2013 e 2016, foram nove ações, das quais o escritório obteve quatro vitórias, duas derrotas, além de três processos encerrados sem julgamento de mérito, por razões como nulidade, perda de objeto, retorno ao tribunal de origem ou reconhecimento de prejuízo em razão de decisões de outras instâncias.

De novembro de 2017 em diante, já com Moraes como integrante da Corte, o número de ações chegou a 22, considerando o período mais longo analisado. A maior presença em processos relatados por colegas de Moraes, contudo, não se traduziu em mais vitórias para os clientes da advogada.

Desde 2017, foram novamente quatro vitórias, acompanhadas de onze derrotas, além de sete processos encerrados sem julgamento de mérito, por motivos processuais semelhantes aos do período anterior.

A atuação de familiares de ministros como advogados em processos no STF não é vedada pela legislação. As regras, porém, impedem que um magistrado julgue ações em que parentes atuem, exigindo a declaração de suspeição e o afastamento do caso.

A atuação do escritório de advocacia do qual Viviane Barci de Moraes e os dois filhos do ministro são sócios passou a ser alvo de questionamentos após a revelação de um contrato de R$ 129 milhões firmado com o Banco Master, instituição que acabou liquidada em meio a suspeitas de fraudes financeiras.

O caso envolvendo o Banco Master tramita no STF sob a relatoria do ministro Dias Toffoli. Em novembro, Toffoli foi alvo de questionamentos após viajar a Lima, no Peru, em um jato particular ao lado de um advogado ligado ao caso, durante a final da Taça Libertadores. Após a viagem, o ministro decretou sigilo dos autos e barrou o acesso da CPI do INSS a documentos obtidos com a quebra de sigilos bancário e fiscal.

Episódios como esses deram novo fôlego à discussão sobre padrões éticos no Supremo, fortalecendo a iniciativa defendida pelo presidente da Corte, Edson Fachin, que tem se manifestado publicamente a favor da criação de um código de conduta para os ministros do STF, com regras mais claras sobre conflitos de interesse e transparência na atuação do tribunal.

Fachin pretende instituir um código de ética para magistrados de tribunais superiores, incluindo o Supremo, inspirado no conjunto de regras adotado pelo Tribunal Constitucional Federal da Alemanha.

A proposta prevê, entre outros pontos, limites mais claros à participação de ministros em eventos, ao recebimento de cachês por palestras e a outras formas de autocontenção voltadas à preservação da imagem institucional da Corte.

A posição de Fachin também foi endossada por uma iniciativa que reúne assinaturas de empresários, acadêmicos, ex-autoridades e integrantes da sociedade civil, que defendem a adoção de um código de ética para os tribunais superiores.

Internamente, porém, o movimento do presidente da Corte enfrenta resistência entre os demais ministros do tribunal. Para tentar contornar esse cenário, Fachin tem adotado uma estratégia de conversas individuais, buscando reduzir objeções e construir consenso em torno da proposta.

Mesmo diante da resistência interna, Fachin tem reiterado publicamente a defesa do código. Na última sexta-feira, 19, no discurso de encerramento do ano Judiciário, o presidente do STF afirmou que os magistrados têm o dever de exercer suas atribuições “com rigor técnico, sobriedade e consciência histórica”.

“Não poderia, nessa direção, deixar de fazer referência à proposta, ainda em gestação, de debatermos um conjunto de diretrizes éticas para a magistratura”, afirmou.

Politica Livre

Moraes autoriza cirurgia de Bolsonaro no Natal; ex-presidente será internado na quarta

 

Moraes autoriza cirurgia de Bolsonaro no Natal; ex-presidente será internado na quarta

Ministro permitiu que a mulher de Bolsonaro, Michelle, seja acompanhante

Por Estadão

23/12/2025 às 14:45

Atualizado em 23/12/2025 às 19:24

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/Arquivo

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O ex-presidente Jair Bolsonaro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou nesta terça-feira, 23, que Jair Bolsonaro seja internado e passe por uma cirurgia na quinta-feira, 25, dia do Natal, para tratar um quadro de hérnia inguinal. Bolsonaro será internado nesta quarta, dia em que fará os exames para passar pelo procedimento no dia seguinte.

Moraes determinou que o transporte e a segurança de Bolsonaro deverão ser feitos pela Polícia Federal, de maneira discreta, com o desembarque sendo realizado nas garagens do hospital.

Ainda segundo Moraes, está vedado, no quarto hospitalar, de “computadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos, salvo obviamente os equipamentos médicos, devendo a Polícia Federal assegurar o cumprimento da restrição”.

Na decisão, Moraes também autorizou a presença de Michelle Bolsonaro como acompanhante durante toda a internação. As demais visitas, segundo Moraes, somente poderão ocorrer com prévia autorização judicial. A defesa de Bolsonaro havia solicitado que os filhos também pudessem visitá-lo no hospital.

A cirurgia para a correção de umahérnia inguinal bilateralfoi indicada pela equipe médica de Bolsonaro e confirmada por uma perícia da Polícia Federal.

Nesta terça-feira, por questões de saúde,o ex-presidente cancelou a entrevista que daria ao portal Metrópoles na tarde desta terça-feira, 23. A entrevista seria a primeira desde a sua prisão domiciliar, decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, no início de agosto.

Bolsonaro está preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, em razão da condenação a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe a bolição violenta do Estado Democrático de Direito, entre outros crimes.

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