sexta-feira, dezembro 19, 2025

NOTA DE FALECIMENTO.

 



É com profunda indignação, tristeza e dor que registro o falecimento do meu amigo, o farmacêutico Pablo Vinicius Dias de Freitas, aos 46 anos de idade, vítima de uma violência brutal e covarde que mais uma vez enluta uma família e fere toda a sociedade.

Pablo era um homem do bem, trabalhador, dedicado à sua profissão e, acima de tudo, um pai presente e amoroso. Na madrugada desta quinta-feira (18), no bairro Ponto Novo, em Aracaju, teve sua vida interrompida de forma injusta enquanto realizava um ato simples e cotidiano: sair para comprar um lanche, acompanhado do filho e de um amigo do adolescente. Um momento comum, que jamais deveria terminar em tragédia.

De acordo com relatos de familiares, o veículo em que estavam foi abordado por dois homens armados em uma motocicleta, que efetuaram os disparos e fugiram. Pablo não resistiu. Seu filho, de apenas 16 anos, também foi atingido e encontra-se internado em um hospital particular, lutando para se recuperar — não apenas fisicamente, mas de uma dor emocional que nenhuma idade deveria conhecer. O amigo do jovem, felizmente, não ficou ferido.

A morte de Pablo não é apenas um número nas estatísticas da violência. É a perda de um profissional respeitado, de um amigo leal, de um pai que tinha sonhos, planos e uma história ainda em construção. É mais uma prova cruel de como a insegurança ceifa vidas inocentes e destrói famílias inteiras.

Que Deus conforte o coração dos familiares, amigos e, especialmente, do seu filho, que precisará de força para enfrentar esse momento tão duro. Que a justiça seja feita e que a memória de Pablo Vinicius Dias de Freitas permaneça viva, não pela forma trágica como partiu, mas pela dignidade e humanidade com que viveu.

quinta-feira, dezembro 18, 2025

PSD de Kassab rompe acordo e desafia PT na disputa por vagas no TCU



Augusto Heleno é visto como “aéreo” e militares pressionam por prisão domiciliar


Malafaia rejeita candidatura de Flávio Bolsonaro e aponta Tarcísio como nome da direita

Publicado em 18 de dezembro de 2025 por Tribuna da Internet

Malafaia diz que Flávio ‘arrancou’ candidatura de Bolsonaro

Mônica Bergamo
Folha

O pastor Silas Malafaia afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se aproveitou do momento de fragilidade emocional de Jair Bolsonaro, preso, para obter do pai o aval para uma candidatura presidencial em 2026. A declaração foi feita em um vídeo publicado nesta quinta-feira (18) em suas redes sociais.

O líder evangélico diz que Flávio não tem “musculatura política” para encabeçar uma candidatura presidencial e que a direita não vence eleições sem alianças fora do campo ideológico. Segundo ele, Bolsonaro reúne hoje no máximo 25% a 30% do eleitorado, percentual insuficiente para vencer uma disputa nacional.

CRÍTICAS – Malafaia também faz críticas ao que chama de “radicalismo burro” na direita, que, segundo ele, age por paixão e não por estratégia. Defende acordos com o centro e rejeita o que classifica como “falso puritanismo” na política.

O pastor aponta o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como o nome mais viável da direita no momento, com Michelle Bolsonaro como candidata a vice. Para ele, Tarcísio tem trânsito político e capacidade de diálogo fora da bolha bolsonarista.

Malafaia afirma que suas críticas não são pessoais. Diz ter votado em Flávio para o Senado e repetir o gesto, mas descarta apoio a uma candidatura presidencial. “Eu disse para ele: você não tem musculatura”, relata.

SIMPATIA –  Como mostrou a Folha, Tarcísio é visto com mais simpatia do que Flávio ou Michelle Bolsonaro não apenas por Malafaia, mas também por outras lideranças evangélicas. O anúncio da candidatura do senador pegou muitos desses interlocutores de surpresa e gerou a avaliação de que a decisão foi tomada sem consulta ao grupo.

Além disso, uma chapa liderada por Flávio tem 62% de rejeição, segundo a última pesquisa Genial/Quaest. Contudo, ele fica na frente de Tarcísio no 1º turno, mas perde de Lula por 10 pontos no 2º turno, aponta as projeções.


Senado aprova projeto inconstitucional da redução de penas de condenados pelo 8/1 e trama golpista

Iniciativa fere o princípio da igualdade e deverá ser levada ao Supremo Tribunal Federal

Por INFORME JB
redacao@jb.com.br

Publicado em 18/12/2025 às 06:09

Alterado em 18/12/2025 às 08:46



Alcolumbre, "chefe" do fundo de pensão do Amapá, que aplicou montanha de dinheiro público no banco Master, preside o Senado. Que país! Foto: Agência Brasil


O Senado aprovou nesta quarta-feira(17), em votação nominal, o projeto de Lei (PL) 2162/2023, o chamado PL da Dosimetria que prevê a redução de penas de condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe de Estado. A iniciativa fere o princípio da igualdade e deverá ser levada ao Supremo Tribunal Federal para dirimir tais dúvidas.

Foram 48 votos favoráveis e 25 votos contra. O texto, antes de ser judicializado, seguirá para a sanção presidencial.

Os senadores aprovaram o parecer do senador bolsonarista Esperidião Amin (PP-SC), que reduz as penas dos condenados por atos golpistas, mas não de autores de outros delitos, o que feriria o princípio da igualdade presente na Constituição, pois todos são cidadãos e criminosos iguais. Por que apenas os delinquentes que quiseram derrubar a democracia?

Entre os beneficiados está o chefe de organização criminosa Jair Bolsonaro.

Mais cedo, o projeto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), presidida por Otto Alencar, que ainda precisa esclarecer por que nomeou um bolsonarista como relator. Fosse um bolsonarista na liderança, não nomearia um esquerdista para a função.

O que diz a Constituição

'Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.'

 

Esperidião Amin, que não é o careca do INSS, é favorável à anistia e defende que a redução das penas visa pacificar o país.

"Somos da posição de que a anistia para os condenados pelos eventos de 8 de janeiro deveria ser analisada à luz do princípio da unidade nacional e da função integradora do direito constitucional. A manutenção de centenas de cidadãos em regime fechado por atos que, embora ilícitos, não configuraram insurgência armada ou ameaça real à soberania, pode agravar divisões e comprometer a legitimidade das instituições", argumentou o extremista. " O perdão apresentar-se-ia como solução juridicamente possível e politicamente adequada para encerrar um ciclo de tensão e reafirmar o compromisso do Estado brasileiro com a democracia e a pacificação social", concluiu.

O relator acatou uma emenda que determina que a redução será aplicada apenas aos condenados pelos atos golpistas. O senador considerou a emenda como apenas um ajuste de redação e não de mérito, para que o projeto não tenha que retornar à Casa de origem no caso, a Câmara dos Deputados, que aprovou a matéria na noite do dia 9 de dezembro.

Um grupo de senadores se manifestou contra o projeto por não representar o anseio do país. "Foi urdida uma trama, foi planejado um golpe de Estado no Brasil e foi tudo coordenado, financiado para que o golpe se concretizasse. Felizmente, não se concretizou por vários fatores", disse o senador Marcelo Castro (MDB-PI). "Há uma semana, nós votamos aqui a Lei Antifacção, endurecendo as penas, dificultando a progressão. E, hoje, senhoras e senhores, nós estamos aqui, incoerentemente, fazendo exatamente o contrário", finalizou.

Para o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), o projeto foi construído para beneficiar um grupo político que atentou contra o Estado Democrático de Direito. "Essa é uma proposta casuística, uma norma jurídica que está sendo criada para beneficiar um grupo, para dar privilégio para um grupo, um grupo que atentou contra a própria Constituição", afirmou. "Nós temos que dar ao Brasil um recado importante de que golpe de Estado tem que se tratar com dureza, especialmente num processo que foi totalmente baseado na legalidade, que deu direito de defesa. Um julgamento que o Brasil inteiro acompanhou, um processo em que provas que foram produzidas provas materiais e a maior parte delas, produzidas pelos próprios criminosos", reiterou.

Senadores do PL - evidentemente, todos golpistas como o chefe - defenderam a proposta. Izalci Lucas (PL-DF) disse que a proposta serve para diminuir penas de pessoas que não estavam diretamente envolvidas na trama e que receberam duras condenações. "Nós precisamos votar essa matéria para virar essa página e tirar essas pessoas: o pipoqueiro, o vendedor de bala, que foi condenado há oito anos, 14 anos", disse, se esquecendo dos capitães.

"Sou a favor da anistia, mas vamos aprovar a redução de pena para tirar os manifestantes da cadeia. Isso é o mais importante", afirmou o senador Sergio Moro (União-PR), um "delinquente da toga" na opinião do ministro Gilmar Mendes, e que tramou na Operação Lava Jato para prender o presidente Lula sem provas.

O que é o PL da Dosimetria?
O PL da Dosimetria determina que os crimes de tentativa contra o Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado, quando praticados no mesmo contexto, implicarão no uso da pena mais grave em vez da soma de ambas as penas.

O foco do projeto é uma mudança no cálculo das penas, calibrando a pena mínima e a pena máxima de cada tipo penal, bem como a forma geral de cálculo das penas, reduzindo também o tempo para progressão do regime de prisão fechado para semiaberto ou aberto.

Tais mudanças poderão beneficiar réus como o ex-presidente Jair Bolsonaro, além dos militares Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil; e Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Repercussão
No dia 10 de dezembro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), enviou o PL da Dosimetria à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), tendo, como relator, o senador Esperidião Amim (PP-SC), apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro e portanto fiel às "ideias" do bolsonarismo: misoginia, xenofobia, racismo, entreguismo, para citar apenas algumas.

No dia seguinte, ao ser perguntado sobre o projeto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que só decidirá se vai sancionar quando o texto chegar ao Poder Executivo.

Manifestantes foram às ruas de diversas cidades no último domingo (14) contra a aprovação do PL da Dosimetria.

Especialistas consultados pela Agência Brasil avaliaram que o PL da Dosimetria poderá diminuir o tempo de progressão de pena para outros condenados por crimes comuns. (com informações de Luciano Nascimento, repórter da Agência Brasil) 


Nota da Redação Deste Blog - Rui Barbosa não errou. Tampouco exagerou. Ele apenas descreveu, com lucidez histórica, o que acontece quando a impunidade vira regra e a falta de ética passa a ser método de governo. Sua frase de 1914 soa hoje menos como desabafo e mais como sentença confirmada.

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.". 

A aprovação da chamada Lei da Dosimetria escancara esse cenário: um Congresso que legisla não para fortalecer o Estado de Direito, mas para flexibilizar a punição de poderosos, relativizar crimes graves e afrontar a Constituição sob o verniz de tecnicismo jurídico. Trata-se, na prática, de uma anistia camuflada, construída à margem da moral pública e contra a vontade do eleitor.

Quando a lei é moldada para servir aos maus, e não para contê-los, o resultado é exatamente o que Rui Barbosa denunciou: a prosperidade da desonra, o crescimento da injustiça e o agigantamento do poder nas mãos erradas. Não é surpresa que o cidadão comum passe a desacreditar das instituições — surpresa seria se ainda acreditasse.

O mais grave não é apenas a injustiça cometida, mas o recado institucional que se transmite: vale tudo para quem tem mandato, influência ou foro. A virtude vira fraqueza, a honra vira piada e a honestidade passa a ser vista como ingenuidade.

Rui Barbosa alertou. O Brasil ignorou. E, ao repetir os mesmos erros mais de um século depois, prova que o problema nunca foi a falta de avisos — foi a falta de caráter político para ouvi-los.

Se tiver filho meu metido nisso, será investigado’, diz Lula sobre esquema de fraude no INSS

 

Se tiver filho meu metido nisso, será investigado’, diz Lula sobre esquema de fraude no INSS

Operação da PF apontou a existência de pagamentos do empresário Antônio Camilo Antunes, o ‘Careca do INSS’, para uma amiga de Fábio Luís da Silva, filho do presidente

Por Estadão

18/12/2025 às 14:10

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Imagem de ‘Se tiver filho meu metido nisso, será investigado’, diz Lula sobre esquema de fraude no INSS

O presidente Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira, 18, em café da manhã com jornalistas que ninguém será poupado nas investigações do esquema de fraude no INSS. “Se tiver filho meu metido nisso, será investigado”, afirmou o presidente.

A operação da Polícia Federal deflagrada nesta quinta-feira para apurar novas suspeitas de desvios de aposentadorias do INSS apontou a existência de pagamentos do empresário Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, para uma amiga de Fábio Luís da Silva, filho do presidente Lula. Trata-se de Roberta Luchsinger, herdeira de um banqueiro e próxima do PT.

Em mensagens apreendidas pela investigação, o Careca do INSS pediu a um funcionário para pagar R$ 300 mil à empresa dela e citou que o destinatário dos valores seria “o filho do rapaz”. O relatório não identifica quem é “filho do rapaz”.

“É importante que haja seriedade para que a gente possa investigar todas as pessoas envolvidas. Ninguém ficará livre. Se tiver filho meu metido nisso, ele será investigado. Se tiver meu pai, que já morreu, não. Se tiver o Haddad (Fernando, ministro da Fazenda), será investigado. O Rui Costa (ministro da Casa Civil), com essa seriedade, vai ser investigado. Não é possível você admitir num país em que milhões de aposentados que ganham um salário mínimo ter alguém querendo se apropriar, expropriar, o dinheiro do aposentado com promessas falsas”, disse Lula.

No início do mês, a CPI do INSS rejeitou o requerimento que pedia a convocação de Fábio Luís, por 19 votos a 12. O requerimento, de autoria do deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS), se baseava no registro de que João Muniz Leite, ex-contador da família, teria recebido R$ 120 mil de Ricardo Bimbo, dirigente do PT. Bimbo foi beneficiado por repasses de empresa suspeita de integrar esquema de descontos ilegais a aposentados.

“A coincidência temporal entre os repasses da ADS, os pagamentos realizados por Bimbo e o vínculo direto desse contador com Lulinha é grave e exige esclarecimento imediato”, diz o texto.

O requerimento cita ainda que Leite é investigado pelo Ministério Público de São Paulo por suspeita de lavar dinheiro para o PCC. Atualmente, Lulinha vive na Espanha, onde tem atuado na área de tecnologia.

Politica Livre

Em destaque

Jaques Wagner pediu contratação de Guido Mantega no Banco Master com salário de R$ 1 milhão

  Jaques Wagner pediu contratação de Guido Mantega no Banco Master com salário de R$ 1 milhão Por  Política Livre 24/01/2026 às 11:12 Atuali...

Mais visitadas