quinta-feira, novembro 20, 2025

Anistia perde força no Congresso, mas cresce articulação por redução de penas


Charge dp Gilmar Fraga (gauchazh.clicrbs.com.br)

Deu na Folha

O Ranking dos Políticos, instituição que mede posicionamentos do Congresso Nacional, fez levantamento mostrando que é majoritária a expectativa entre deputados e senadores de que não será aprovada nenhuma medida de anistia aos condenados por tentativa de golpe.

Ao mesmo tempo, há um sentimento entre parte dos parlamentares de que há chances de passar uma redução de penas em 2026. Na Câmara dos Deputados, 36,5% dos deputados consultados avaliaram que “não será aprovada nenhuma medida” relacionada à anistia dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

BENEFÍCIO – Uma parte significativa, porém, aposta em algum tipo de benefício: 18,7% acreditam que haverá redução de penas em 2026, enquanto 13,1% acreditam nessa possibilidade ainda em 2025. A expectativa por uma anistia ampla é menor: apenas 7,5% preveem sua aprovação ainda este ano, e 12,1% acreditam ser possível em 2026. Além disso, 12,1% não souberam ou não responderam.

No Senado, há ceticismo maior: 48,2% dos integrantes da Casa não veem chances de aprovação da anistia, enquanto 29,6% apostam em redução de penas em 2026 e apenas 3,7% neste ano. Apenas 7,4% dos senadores defendem uma anistia ampla até 2026 e 3,7% acreditam que será possível aprovar ainda em 2025. Há 7,4% de indecisos.

PRUDÊNCIA – “O diagnóstico da pesquisa revela que, apesar do tema ser sensível, existe uma tendência clara de prudência entre deputados e senadores. Os trechos de análise destacam que predomina a expectativa de que nenhuma medida de anistia seja aprovada, mas parcela expressiva aponta para uma redução de penas, em especial para 2026”, diz Luan Sperandio, diretor de operações do Ranking dos Políticos.

O levantamento, feito entre 21 e 31 de outubro, ouviu 107 deputados federais de 20 partidos e 27 senadores de 12 partidos, respeitando o critério da proporcionalidade partidária. A margem de erro é de 2% para mais ou para menos.


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O detalhe marcante sobre os bastidores da despedida de Bonner do 'JN' | VEJA

Bonner manipulava à vontade o noticiário da Rede Globo

Luís Ernesto Lacombe Heilborn
Postagens

Você já viu a imprensa que desistiu de ser imprensa fazer as maiores barbaridades… Todo dia, há pelo menos 7 anos, ela anda por aí, desnorteada, inventando as maiores mentiras, as narrativas mais esdrúxulas, para defender os seus poderosos de plantão e atacar quem se opõe aos tiranos que tomaram o Brasil. A turma alterna o “veja como isso é bom” e o “veja como isso é ruim”, conforme seus interesses, conforme os personagens da história, da notícia… E não é jornalista quem tenta usar seu relato como uma forma de alterar os fatos, que não são e não podem ser um “bem acessório” na comunicação.

Acabou o compromisso com os fundamentos do jornalismo, com a busca pela verdade. E não basta assassinar valores, princípios morais, éticos, é preciso esquartejar o que ainda resta disso tudo, e queimar, e dissolver em ácido. O processo começa na escolha enviesada das pautas, do que vira reportagem, assunto para um artigo, um editorial e do que é sumariamente descartado. O conceito de relevância, obviamente, teve de ser corrompido, e ninguém se envergonha disso… Nem do tratamento fantasioso, delirante que recebe cada tema estrategicamente pinçado.

MUITOS EXEMPLOS – Desde o “consórcio de imprensa”, lançado no período da covid, o comportamento criminoso de “jornalistas” só se acentuou. A Folha de São Paulo nem piscou, na época, ao publicar que a Covid estava ligada “ao avanço do fascismo no Brasil”… O portal O Antagonista não viu problema nenhum em estampar que Alexandre de Moraes impedia Bolsonaro de decretar o fim das quarentenas nos estados, para, dois meses depois, dizer que o STF “nunca proibiu Bolsonaro de enfrentar a covid”.

Em junho de 2020, o Uol publicou o seguinte título: “Protestos do Black Lives Matter não causaram aumento de casos de Covid”. Um mês depois, era manchete no portal: “Casos de coronavírus disparam em Oklahoma após comício de Trump”.

 As manifestações dos apoiadores de Bolsonaro, sempre ordeiras e pacíficas, eram tratadas como ataque à democracia. Quando os fascistas autodeclarados “antifascistas” ocuparam as ruas, como em maio de 2020, foram chamados de “defensores da democracia”. Mesmo que muitos usassem máscaras, portassem facas, soco inglês, mesmo que tenham espancando opositores, soltado rojões contra policiais, queimado a bandeira brasileira… A manchete do Estadão foi: “Manifestantes fazem ato pró-democracia na Paulista”.

DEMOCRACIA  – Pode ter pau, pedra, quebra-quebra, violência, muita violência… Para a imprensa que desistiu de ser imprensa, se tiver uma faixa dizendo que é em defesa da democracia, dependendo do grupo, aí pode ser democrático… Foi assim, de novo, em junho de 2020, quando os arruaceiros “antifascistas” voltaram à Paulista. Um grupo carregava uma enorme faixa em que se lia: “Em defesa da revolução e da ditadura proletárias”… Sobre essa imagem a GloboNews, sem nenhum pudor, inseriu uma tarja com os seguintes caracteres: “Protesto em São Paulo em defesa da democracia”.

Tenho um arquivo com quase mil exemplos desse tipo de comportamento criminoso da imprensa cadavérica. Vídeos também… Ainda em 2020, o Jornal Nacional e o Jornal da Globo, num mesmo dia, conseguiram a “proeza” de eliminar um ‘não’ do texto que antecedeu uma fala do presidente Jair Bolsonaro. William Bonner e, quatro horas depois, um repórter em Brasília disseram: “

Bolsonaro afirmou que pediu ajuda ao então ministro Moro para ser blindado, mas não foi atendido”. Quando entra o Bolsonaro, ele diz, de forma enfática: “Moro, eu não quero que me blinde”… Bonner demorou cinco minutos para fazer a correção.

DISSE BONNER – “Há pouco, nós dissemos, erroneamente, que o presidente Bolsonaro tinha pedido ao então ministro Moro para ser blindado, mas, como nós mostramos na voz do próprio presidente, foi o contrário; ele disse a Moro que não queria ser blindado”… Com 37 anos de jornalismo, não consigo explicar como o repórter de Brasília pode ter cometido o mesmo “erro”, algumas horas depois, no Jornal da Globo… E, mais do que isso, como pôde fazer a correção exatamente da mesma forma que Bonner, com o mesmo texto, palavra por palavra, inclusive o trecho final: “Está feita a correção”…

Esse caso deveria ter levado à demissão de todos os profissionais envolvidos, mas não deu em nada. Seria até hoje, para mim, o maior símbolo da militância criminosa da imprensa moribunda… Até que foi revelado na semana passada que a BBC manipulou falas de Donald Trump, para ligá-lo à invasão do Capitólio, em 6 de janeiro de 2021. Dois altos executivos da emissora britânica tiveram que pedir demissão, depois que o jornal The Telegraph publicou detalhes de um dossiê interno vazado da BBC…

O documento revelou que, no ano passado, a emissora transmitiu um discurso “manipulado” de Trump, fazendo parecer que o presidente tinha incentivado os manifestantes que invadiram o Capitólio, dizendo que iria caminhar com eles para “lutar como o diabo”…

TUDO AO CONTRÁRIO – Na realidade, Trump disse em seu discurso na capital americana o seguinte: “Vamos caminhar até o Capitólio pacificamente e vamos aplaudir nossos corajosos senadores e congressistas”. Os editores da BBC simplesmente inseriram nessa fala trecho de outro discurso de Trump em que ele usou a expressão “lutar como o diabo”, e que não tinha nada a ver com o contexto do 6 de Janeiro.  

Chegamos a esse ponto… Fraudar declarações de entrevistados, de personagens das histórias que deveriam ser reais… E isso não é “fake news”, “desinformação”, “desordem informacional”, essas baboseiras que nada conceituam. Isso é crime de verdade, e, não à toa, Donald Trump vai pedir uma indenização bilionária à BBC.

Ainda bem que Alexandre de Moraes não terá nada a ver com esse processo… Não, ele vai jurar a vida inteira que a imprensa “tradicional” nunca mente, não erra, nunca se engana, não deturpa, não manipula… É limpa, limpinha. O perigo mesmo são as redes sociais.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Importante matéria enviada por Mário Assis Causanilhas. Mostra o surrealismo do mundo em que vivemos e as manipulações da grande imprensa, que chegaram ao paroxismo. É deprimente e revoltante saber que não se pode confiar nos jornalistas(C.N.)  

O colapso do Banco Master e a fatura que sempre chega ao Tesouro

Publicado em 20 de novembro de 2025 por Tribuna da Internet

Ilustração Zero Hora

Pedro do Coutto

Mais uma vez, em matéria de corrupção, descontrole e risco sistêmico no setor financeiro, a história se repete. A liquidação extrajudicial do Banco Master, determinada pelo Banco Central, expôs não apenas o colapso de uma instituição que já vinha dando sinais de deterioração, mas também a fragilidade estrutural de um modelo em que fundos de pensão — responsáveis pela segurança previdenciária de milhões de trabalhadores e servidores — acabam funcionando como amortecedores dos erros e das fraudes do sistema bancário.

O caso seria apenas mais um episódio de crise de liquidez se não envolvesse diretamente fundos de previdência que carregam recursos públicos, como no caso do Rio de Janeiro, onde o Rioprevidência se viu subitamente ameaçado pela possibilidade de não receber valores significativos aplicados em títulos do Master.

CONTRADIÇÕES – Segundo reportagem de Ana Teófilo, Thais Barcelos e Bruna Lessa, publicada em O Globo, o quadro revela contradições profundas e recorrentes em situações desse tipo: a vulnerabilidade dos fundos de pensão diante de bancos que oferecem rentabilidades atraentes, o peso das decisões de gestores pressionados por resultados imediatos e a ausência de uma fiscalização suficientemente preventiva — especialmente porque os fundos de previdência complementar, ainda que cuidem de dinheiro público e privado simultaneamente, não estão sujeitos à mesma ação direta e antecipada do Executivo. Ao contrário, convivem com brechas regulatórias que permitem decisões arriscadas sem supervisão rigorosa.

O Master, agora em liquidação, dificilmente terá patrimônio suficiente para pagar todos os credores. E quando um banco dessa natureza entra em colapso, o impacto não fica restrito ao setor financeiro: ele se espalha pelo Estado, pelos servidores e pelo Tesouro.

Isso ocorre porque fundos de pensão recebem contribuições dos trabalhadores, aportes do poder público e recursos previdenciários cuja natureza é, justamente, garantir segurança de longo prazo. Quando um fundo desse tipo sofre uma perda relevante — ainda que apenas potencial — a fatura recai, cedo ou tarde, sobre o Estado. Foi assim em outros episódios semelhantes e, ao que tudo indica, está sendo assim novamente.

ALERTA NACIONAL – O caso do Rio de Janeiro ilustra com clareza esse desequilíbrio. A simples perspectiva de que o Rioprevidência pudesse deixar de receber valores por falta de liquidez do Master acendeu um alerta nacional: se o fundo enfrentasse dificuldades, caberia ao Tesouro estadual — já pressionado — arcar com as obrigações previdenciárias. Não é uma anomalia: é a mecânica perversa de um sistema em que o risco privado pode rapidamente se tornar problema público.

A investigação sobre o Master, que envolve indícios de fraude, gestão temerária e operações irregulares, adiciona um componente ainda mais grave ao cenário. Não se trata apenas de má alocação de recursos, e sim de possíveis práticas criminosas que enganaram investidores, fundos e o próprio regulador. Nos bastidores, cresce a cobrança por responsabilização não apenas dos controladores do banco, mas também de gestores de fundos que assumiram posições arriscadas sem transparência suficiente.

Esse episódio expõe a necessidade urgente de repensar o modelo de governança e supervisão dos fundos de previdência. Embora manejem recursos essenciais para milhões de aposentados e futuros aposentados, muitos desses fundos operam com níveis de controle desiguais, estruturas decisórias suscetíveis a pressões políticas e um apetite por risco frequentemente incompatível com sua responsabilidade social. A linha que separa má gestão de crime financeiro é, por vezes, tênue — e quando se rompe, quem paga é o contribuinte.

TRANSPARÊNCIA – O colapso do Banco Master deveria servir de virada de chave institucional. O país precisa de regras mais sólidas de transparência, de limites mais claros para investimentos de fundos públicos, de um monitoramento mais rigoroso e, sobretudo, de mecanismos que impeçam que prejuízos privados sejam novamente empurrados para o colo do Tesouro.

A repetição constante desse enredo — bancos em crise, fundos de pensão expostos, servidores ameaçados, Estado acionado como fiador involuntário — não é coincidência: é resultado direto de um sistema que permite, estimula e normaliza riscos que jamais deveriam recair sobre quem paga impostos e contribui mensalmente para sua própria aposentadoria.

A liquidação do Master ainda terá desdobramentos longos, mas seu significado já está claro: enquanto o país não assumir a tarefa de fortalecer a governança dos fundos de pensão e de fechar as portas para a captura privada de recursos previdenciários, crises como essa continuarão se repetindo. E, como sempre, com o mesmo desfecho: a conta final chega, e quem paga não são os bancos — são os trabalhadores, os servidores e a sociedade.

Crise no INSS se aprofunda: Diretora é suspensa por vínculo com Stefanutto


Bressy teria ‘notória proximidade pessoal’ com Stefanutto

Márcio Falcão
G1

O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller, enviou um ofício ao Ministério da Previdência nesta quarta-feira (19), solicitando o afastamento da diretora Léa Bressy Amorim das funções por proximidade dela com o ex-presidente do órgão, Alessandro Stefanutto.

Stefanutto foi preso no último dia 13 durante operação da Polícia Federal (PF) que investiga o esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões no instituto. Ele foi demitido do cargo em abril, após o escândalo se tornar público.

PROXIMIDADE – Segundo o ofício obtido pela TV Globo, Léa Bressy Amorim é diretora de Tecnologia da Informação do órgão, e responsável por assumir a Presidência do INSS na ausência do titular do cargo. Waller destaca que a diretora tem “notória proximidade pessoal” com Stefanutto, e o órgão precisa prezar pela própria imagem e dar apoio irrestrito à apuração dos fatos. Por isso, se justifica o afastamento dela do cargo.

As investigações da Polícia Federal revelaram um esquema criminoso para realizar descontos irregulares de valores recebidos por aposentados e pensionistas do INSS, ocorridos no período de 2019 a 2024. Os desvios, conforme as investigações, podem chegar a R$ 6,3 bilhões.

O caso foi revelado em 23 de abril, após a primeira fase da operação da PF. De acordo com as investigações, os suspeitos cobravam mensalidades irregulares, descontadas dos benefícios de aposentados e pensionistas, sem a autorização deles.

ASSOCIAÇÃO – O esquema consistia em retirar valores de beneficiários do INSS mensalmente, como se eles tivessem se tornado membros de associações de aposentados, quando, na verdade, não haviam se associado nem autorizado os descontos.

Segundo o ministro da CGU Vinícius de Carvalho informou à época, as associações envolvidas no esquema diziam prestar serviços como assistência jurídica para aposentados e ofereciam descontos em mensalidades de academias e planos de saúde, por exemplo, mas não tinham estrutura. Ao todo, 11 entidades foram alvos de medidas judiciais. Os contratos de aposentados e pensionistas com essas entidades foram suspensos, segundo o ministro da CGU.

Os suspeitos são investigados pelos crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de atos de ocultação e dilapidação patrimonial.


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