terça-feira, novembro 18, 2025

MÉXICO: A revolução fabricada - A nova farsa norte-americana - Velha mídia ajudou a precarizar e muito mais....

 

A revolução fabricada: o golpe da Geração Z no México

17/11/2025 Por 

Como uma onda de protestos virou a nova engrenagem da guerra híbrida dos EUA para recolonizar o México e desestabilizar toda a América Latina. Uma explosão “espontânea” de jovens nas ruas, vídeos virais no TikTok, influenciadores inflamados e imagens de IA projetando o Palácio Nacional em chamas. Mas por trás da estética pop da chamada … Ler mais

A nova farsa norte-americana

17/11/2025 Por 

O governo de Donald Trump retoma a estratégia da mentira como argumento para o uso da força contra outro país. A vítima da vez é a Venezuela. A história dos ataques dos Estados Unidos a outras nações revela um padrão criminoso: governos norte-americanos, ao longo de décadas, recorrem a narrativas distorcidas – ou abertamente falsas … Ler mais

O planeta está em um teleférico nas Dolomitas

17/11/2025 Por 

O pouco que sobrou da “ordem mundial baseada em regras” continua fortemente assimétrico. Desde seu início, o governo Trump assesta suas baterias contra o TPI. Em fevereiro de 2025, o Procurador-Chefe do TPI, Karim Khan, foi sancionado, pelos EUA. Em junho de 2025, quatro juízes foram sancionados por seus papéis em casos relacionados a Israel … Ler mais

EUA mobilizam porta-aviões, submarino nuclear e frota de guerra para pressionar Venezuela

17/11/2025 Por 

Governo do presidente Donald Trump concentra no Caribe um dos maiores arsenais norte-americanos já vistos na região, elevando alerta para possível ofensiva. 247 – Os Estados Unidos intensificaram de forma inédita sua presença militar no Caribe, num movimento que amplia a pressão sobre o governo venezuelano de Nicolás Maduro. As informações foram divulgadas pelo Washington Post, que relata … Ler mais

Da China, com inveja

17/11/2025 Por 

China prova que planejamento e soberania econômica podem superar modelos ocidentais em crise. Uma frase atribuída a Napoleão correu o mundo: “Quando a China despertar, o mundo estremecerá”. Bem, a China está totalmente acordada e os demais países, especialmente o Ocidente, e dentro do Ocidente especialmente os Estados Unidos, não sabem como lidar com o … Ler mais

Como a velha mídia ajudou a precarizar a mão de obra no Brasil

17/11/2025 Por 

A verdade precisa ser dita e escrita, sob pena de o Brasil continuar refém da agenda dos oligarcas. O Blog do Esmael mostra por que a velha mídia foi decisiva para a precarização da mão de obra no Brasil, embora tente posar de observadora neutra enquanto seus próprios grupos econômicos lucram com a informalidade crescente, os dados … Ler mais

O conceito de terrorismo

17/11/2025 Por 

Combater o terror apenas com armas é alimentar seu caldo cultural de ressentimento, ignorando que sua raiz está na percepção de opressão e marginalização. A chacina do dia 28 de outubro nos bairros da Penha e do Alemão para prender membros da facção criminosa do Comando Vermelho (CV) resultando na morte de 121 pessoas, deslanchou … Ler mais

‘A segurança pública como guerra está falida’, diz José Genoino

17/11/2025 Por 

Ex-presidente do PT critica modelo policial militarizado e defende criação do Ministério da Segurança Pública. 247 – O ex-deputado federal e ex-presidente do PT, José Genoino, afirmou em entrevista à TV 247 que o atual modelo de segurança pública no Brasil está “falido” e precisa ser completamente reformulado. Segundo ele, a concepção de segurança baseada na … Ler mais

‘Bolsonaro foi descartado porque saiu do controle da burguesia’, diz Ivan Seixas

17/11/2025 Por 

Jornalista afirma que Bolsonaro deixou de ser útil às elites após servir à criminalização da política e do PT. 247 – Durante entrevista à TV 247, o jornalista e escritor Ivan Seixas analisou o papel de Jair Bolsonaro (PL) no cenário político brasileiro e as razões pelas quais ele foi, segundo o jornalista, “descartado pela burguesia”. … Ler mais

Milei entrega soberania econômica da Argentina aos EUA, alerta Marcelo Zero

17/11/2025 Por 

Analista denuncia arcabouço que abre mercado argentino de forma assimétrica e ameaça Mercosul. 247 – A Argentina “virou um grande Porto Rico”. A avaliação é do sociólogo e analista internacional Marcelo Zero, durante entrevista concedida à jornalista Andrea Trus, no programa Boa Noite 247. O comentário foi feito a partir da divulgação de um framework — um arcabouço preliminar — do … Ler mais

O querido Doutor Sobral Pinto

 

                                                                         

Por HENRIQUE PINHEIRO

Publicado em 13/11/2025 às 19:12

Alterado em 13/11/2025 às 19:12

;

                  Sobral Pinto, Franco Montoro, Tancredo Neves e Ulisses Guimarães no comício pelas Diretas, no Rio de Janeiro Foto: Acervo JB/cpdoc@jb.com.br                 



O querido doutor Sobral Pinto (1893-1991) teria completado, no dia 5 de novembro, 132 anos. A data foi lembrada por amigos da advocacia, da política, por professores e estudantes de Direito e dos cursos de Ciências Sociais.

Nascido em Barbacena, Minas Gerais, o grande advogado e jurista brasileiro foi amigo de meu pai, o ex-ministro do Trabalho e ex-presidente da Supra no governo Jango, João Pinheiro Neto.

Em seu livro, "Bons e Maus Mineiros", meu pai fala muito bem do querido Sobral Pinto, que o defendeu da acusação de ser subversivo, durante a ditadura militar.

Defensor dos Direitos Humanos, durante o Estado Novo e no regime militar instaurado a partir da deposição de João Goulart, da presidência da República, em 1964, Sobral Pinto formou-se em Direito pela antiga Faculdade Nacional de Direito (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Católico fervoroso, ele ia à missa todos os dias.

E, foi o advogado do comunista Luís Carlos Prestes, preso durante a Intentona Comunista contra o governo de Getúlio Vargas, em 1935.

Apelidado de "Senhor Justiça", também atuou, em 1955, em defesa do direito de Juscelino Kubitschek concorrer à presidência da República, nas eleições de outubro.

As Forças Armadas, lideradas pelo brigadeiro Eduardo Gomes e outros militares, que ajudaram a derrubar Getúlio Vargas, na madrugada do suicídio do ex-presidente, em 24 de agosto de 1954, não queriam que Juscelino participasse das eleições.

Apesar de discordar, politicamente, de Juscelino Kubitschek, Sobral Pinto fundou a Liga de Defesa da Legalidade, em prol da manutenção dos princípios democráticos no Brasil.

Empossado em 1956, Juscelino Kubitschek quis retribuir. Convidou Sobral Pinto para ocupar uma cadeira no STF, mas o grande jurista não aceitou.

Disse que não defendeu a eleição e a posse de Juscelino Kubitschek por interesses pessoais.

Na ditadura militar, além de meu pai, o doutor Sobral Pinto defendeu, também, os governadores Miguel Arraes e Mauro Borges, e Francisco Julião.

No dia seguinte ao anúncio do Ato Institucional número 5, aos 75 anos, Sobral Pinto chegou a ser preso, pelos militares.

Na abertura política, no início dos anos 80, participou da campanha das "Diretas Já".

Em 1984, foi o grande orador do célebre comício da Candelária e defendeu o restabelecimento das eleições diretas, ao lado de políticos históricos, artistas e intelectuais, naquele palanque inesquecível, armado em frente à igreja, na Avenida Presidente Vargas.

João Nogueira e Paulo César Pinheiro compuseram, em sua homenagem, a música Vovô Sobral.

Conselheiro da OAB-RJ, foi uma grande inspiração para a advocacia brasileira.

Também integrou o conselho de seu clube favorito, o América Football Club.

Ele morreu no dia 30 de novembro de 1991, aos 98 anos.

O corpo de Sobral Pinto foi sepultado no Cemitério de São João Batista, no Rio de Janeiro.

Advogado de humilhados e ofendidos, o doutor Sobral faz muita falta.

Henrique Pinheiro é economista e produtor executivo de cinema.

Rio Previdência sob Castro aportou R$ 1 bi de aposentados e pensionistas em títulos podres de Vorcaro. Agora a PF quer saber por quê

                                                                          .

Por JB POLÍCIA com Revista Fórum
redacao@jb.com.br

Publicado em 18/11/2025 às 14:16

Alterado em 18/11/2025 às 14:16


                                      Castro e Vorcaro: relações perigosas Fotos: reproduções


Por Plinio Teodoro - Líder do governo na Câmara, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), vai solicitar à Polícia Federal (PF) a inclusão do governador fluminense Cláudio Castro (PL-RJ) na investigação que resultou na prisão do banqueiro Daniel Vorcaro.

Castro aportou quase R$ 1 bilhão em títulos podres do banco Master em outubro deste ano, em meio às negociatas para compra do Banco de Brasília (BRB), comandado pelo grupo político do aliado Ibaneis Rocha (MDB).

Segundo dados do Tribunal de Contas do Estado, a RioPrevidência, fundo que gere recursos de 235 mil servidores aposentados e pensionistas do Estado, o aporte bilionário foi feito mesmo diante de "situação extremamente duvidosa" e farto "noticiário que dá conta de que este banco oferecia taxas de investimento que são impossíveis de serem aplicadas no mercado".

A RioPrevidência, em nota no dia 18 de outubro, confirmou que "o valor efetivamente investido [no Master] foi de aproximadamente R$ 960 milhões, em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master S.A., e a operação segue regular, adimplente e plenamente enquadrada nos parâmetros legais e prudenciais".

"Vou protocolar petição à PF para que o objeto da investigação seja ampliado às irregularidades vinculadas aos planos de previdência, em especial, as operações da Rioprevidência, cujos aportes ultrapassaram R$ 1 bilhão na instituição citada, mesmo após a proibição do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro", afirmou Lindbergh.

"Em maio, o TCE/RJ já havia solicitado esclarecimentos ao Rioprevidência e alertado para a gestão dos recursos. Desde então, o tribunal afirma que o cenário de irregularidades se agravou. Em julho, foi identificado que cerca de R$ 2,6 bilhões, equivalente a 25% de todos os recursos aplicados pelo fundo, estavam expostos a títulos emitidos ou fundos administrados pelo Master", emendou o deputado em publicação nas redes, indicando que o rombo nas aposentadorias do Rio junto ao banco Master pode ser maior.

'Virar pó'
Segundo o TCE, o valor aportado no Master representa 8% do patrimônio do fundo previdenciário do Rio de Janeiro. A denúncia foi feita pelo deputado estadual Luiz Paulo (PSD-RJ).

"O dinheiro do Rioprevidência pode agora virar pó. Como colocam o dinheiro bom de aposentados e pesionistas em um banco de terceira linha, conforme já era classificado pelo Banco Central, e que atuava praticamente em esquema de pirâmide, oferecendo retornos extraordinários e insustentáveis?", afirmou o parlamentar à Folha de S.Paulo.

Relatora do caso, a conselheira Mariana Montebello Willeman diz que os títulos foram comprados quando o banco se encontrava "numa situação falimentar e que certamente não poderia honrar com os compromissos que vinha assumindo naquela oportunidade".

Prisão
O banqueiro Daniel Vorcaro, que é conhecido como "o lobo da Faria Lima", foi preso pela Polícia Federal (PF) na noite desta segunda-feira (17) no aeroporto de Guarulhos, quando tentava embarcar em um jatinho rumo a Dubai, nos Emirados Árabes. A prisão foi efetuado a partir do sistema de alerta da Polícia Federal, segundo o diretor da instituição Andrei Passos, que monitora os passos de investigados que possam fugir do país.

Vorcaro é dono do Banco Master, que tentou uma manobra com o governador do Distrito Federal, o bolsonarista Ibaneis Rocha (MDB), para que a instituição, que tem diversos problemas, fosse incorporada ao estatal Banco de Brasília (BRB).

A prisão acontece no mesmo dia em que a Fictor Holding Financeira, uma instituição também problemática, anunciar a compra do Master. Também nesta terça-feira, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master o que, em tese, barraria as negociações com o grupo Fictor.

Agentes que atuam na operação Compliance Zero ainda cumpriram outros quatro mandados de prisão de envolvidos em um suposto esquema criminoso de emissão de títulos de crédito falsos por instituições que integram o Sistema Financeiro Nacional.

"As investigações tiveram início em 2024, após requisição do Ministério Público Federal, para investigar a possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira. Tais títulos teriam sido vendidos a outro banco e, após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada. Estão sendo investigados os crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa, entre outros", diz a PF em nota.

Os títulos podres teriam sido comprados por diversas instituições, entre elas a RioPrevidência, que atua sob o guarda-chuva do governador Cláudio Castro.

Liquidação judicial
A liquidação do Master pelo Banco Central, assinada por Gabriel Galípolo, acontece justamente em meio às investigações de que o banco emitia papéis garantidos pelo FGC e pagava taxas muito acima do mercado.

As negociatas fizeram com que o BC vetasse a compra do Master pelo Banco de Brasília.

A liquidação extrajudicial é um regime de resolução à disposição do BC para lidar com problemas graves em instituições financeiras, a fim de manter a estabilidade do sistema.

A medida interrompe o funcionamento da instituição, retirando-a do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Isso significa que o banco fecha, deixa de funcionar.

Esse regime é adotado quando a situação de insolvência - ou seja, de endividamento - é irrecuperável ou quando forem cometidas graves infrações às normas que regulam sua atividade.

STF publica o tão esperado acórdão da condenação de Bolsonaro, com 1991 páginas; leia a íntegra

                                                                        .

Por JB JURÍDICO
redacao@jb.com.br

Publicado em 18/11/2025 às 07:58

Alterado em 18/11/2025 às 08:13

                          Bolsonaro corre risco de passar o Natal na Papuda Foto: Ansa


O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou nesta terça-feira (18) o acórdão do julgamento no qual a Primeira Turma da Corte manteve a condenação ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista.

O documento contém os votos do relator, ministro Alexandre de Moraes, e os dos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. O julgamento virtual do caso (recurso) foi encerrado na sexta-feira (14).

Os ministros formaram o placar de 4 votos a 0 para rejeitar os chamados embargos de declaração do ex-presidente e de mais seis réus para reverter as condenações e evitar a execução das penas em regime fechado.

Com a publicação do acórdão, as defesas de Bolsonaro e de seus aliados devem apresentar novos recursos protelatórios para tentar evitar as prisões imediatas de Bolsonaro e aliados.

Novo recurso
Em princípio, Bolsonaro e outros réus não têm direito a novo recurso para levar o caso ao plenário, composto por 11 ministros, incluindo André Mendonça e Nunes Marques, que foram indicados pelo ex-presidente, e Luiz Fux, que votou pela absolvição de Bolsonaro.

Para conseguir que o caso fosse julgado novamente pelo pleno, os acusados precisavam obter pelo menos dois votos pela absolvição, ou seja, placar mínimo de 3 votos a 2 no julgamento realizado no dia 11 de setembro e que os condenou.

Nesse caso, os embargos infringentes poderiam ser protocolados contra a decisão. No entanto, o placar pela condenação foi de 4 votos a 1.

Contudo, as defesas devem insistir na tese de que novos recursos podem ser apresentados contra as condenações, e a questão terá que ser decidida por Alexandre de Moraes.

Dessa forma, a partir desta quarta-feira (19), os embargos infringentes poderão ser apresentados em até 15 dias.

Os advogados também poderão optar por novos embargos de declaração, mas o mesmo tipo de recurso foi rejeitado na sessão da semana passada.

Prisão
Atualmente, Bolsonaro está em prisão cautelar em função das investigações do inquérito sobre o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil.

Se a prisão for decretada por Moraes, o ex-presidente iniciará o cumprimento da pena definitiva pela ação penal do golpe no presídio da Papuda, em Brasília, ou em uma sala especial na Polícia Federal.

Os demais condenados são militares e delegados da Polícia Federal e poderão cumprir as penas em quartéis das Forças Armadas ou em alas especiais da própria Papuda.

Diante do estado de saúde de Bolsonaro, a defesa também poderá solicitar que o ex-presidente seja mantido em prisão domiciliar, como ocorre com o ex-presidente Fernando Collor.

Condenado pelo Supremo em um dos processos da Operação Lava Jato, Collor foi mandado para um presídio em Maceió, mas ganhou o direito de cumprir a pena em casa, sob monitoramento de tornozeleira eletrônica, por motivos de saúde.

Condenados
Além de Bolsonaro, também já tiveram os recursos negados o ex-ministro e candidato a vice-presidente na chapa de 2022, Walter Braga Netto; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal; Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa e Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, assinou delação premiada durante as investigações e não recorreu da condenação. Ele já cumpre a pena em regime aberto e tirou a tornozeleira eletrônica. (com André Richter/Agência Brasil)

CLIQUE AQUI PARA LER A ÍNTEGRA DO ACÓRDÃO DE CONDENAÇÃO DE BOLSONARO

Investigação aponta que Master usou negócio com BRB para esconder carteira falsa de consignado

 

Investigação aponta que Master usou negócio com BRB para esconder carteira falsa de consignado

Por Adriana Fernandes e Constança Rezende/Folhapress

18/11/2025 às 12:55

Atualizado em 18/11/2025 às 15:48

Foto: Divulgação/Arquivo

Imagem de Investigação aponta que Master usou negócio com BRB para esconder carteira falsa de consignado

s carteiras de consignado tinham sido formadas fora do Master com tomadores de crédito inexistentes, segundo a PF

Investigadores que atuam na operação que levou à prisão do banqueiro Daniel Vorcaro na noite desta segunda-feira (17) apontam a suspeita de que o Master tenha usado o negócio com o BRB (Banco de Brasília) para esconder a fabricação de carteiras falsas de crédito consignado. Essa fábrica inflou o balanço do Master, ainda de acordo com as investigações.

As carteiras de consignado tinham sido formadas fora do Master com tomadores de crédito inexistentes. Depois, foram vendidas ao banco de Vorcaro e, por fim, compradas pelo BRB em dezembro do ano passado.

A Folha procurou o Master e o BRB, mas as instituições ainda não comentaram.

No início do ano, a supervisão do Banco Central identificou que existiam operações estranhas na cessão dessas carteiras. O órgão chamou a direção do Master e do BRB para cobrar explicações. As informações foram insatisfatórias e as investigações das carteiras foram aprofundadas. Os dados foram posteriormente repassados ao MPF (Ministério Público Federal) e à PF, que abriu um inquérito, como antecipou a Folha.

As compras das carteiras pelo BRB foram interrompidas por determinação da supervisão do BC. O Master, então, readquiriu esses ativos. O distrato da cessão do crédito ocorreu em fevereiro de 2025.

No final de março, o estatal BRB anunciou ao mercado que tinha comprado o Master e que o pedido para aprovação da aquisição tinha sido protocolado no BC. O anúncio ocorreu em meio às investigações das carteiras de crédito pelo BC.

Com a compra do Master, os balanços dos dois bancos seriam fundidos. A avaliação dos investigadores é que a carteira que foi comprada pelo BRB (que não iria ser paga porque os clientes não existiam) iria se misturar com outros ativos no balanço do banco do DF, como um crédito que não performou, explicou à Folha uma pessoa a par da investigação.

Em setembro, o BC rejeitou a operação de compra do Master pelo BRB e repassou mais informações ao MPF sobre as razões do veto ao negócio.

O comunicado da PF sobre a operação desta terça-feira (18) informa que as investigações tiveram início em 2024, após requisição do MPF para apurar a possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira.

Segundo a PF, os títulos teriam sido vendidos a outro banco e, após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada. Não há ainda um cálculo preciso sobre a exposição total do tamanho da fraude ao longo dos anos. O valor pode variar de R$ 8 bilhões a R$ 12 bilhões.

Como os clientes tomadores do crédito não existem, não havia reclamações, o que facilitou que a fraude se agigantasse.

Ex-sócio no Master, o empresário baiano Augusto Lima também foi detido pela Polícia Federal na operação Compliance Zero. Lima foi quem criou na Bahia o CredCesta, cartão de crédito consignado voltado para servidores públicos e que impulsionou o negócio com esse tipo de financiamento no Master.

O Ministério Público Federal e o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) também apuram possíveis irregularidades na concessão de empréstimos consignados pelo Banco Master, além do desconto de benefícios previdenciários sem autorização.

O caso está na Procuradoria da República no Distrito Federal, que abriu um procedimento preparatório sobre o tema em 4 de agosto, com o objetivo de obter informações e analisar elementos reunidos no processo.

O procedimento preparatório é uma etapa anterior à abertura de um inquérito civil, que tem por finalidade investigar a violação de direitos e práticas abusivas. A Procuradoria notificou o INSS, que também decidiu abrir um processo administrativo sobre o tema.


Dono do Master tentou fugir para exterior em jatinho e foi preso pela PF no aeroporto

 

Dono do Master tentou fugir para exterior em jatinho e foi preso pela PF no aeroporto

Por Aguirre Talento e Fausto Macedo/Estadão Conteúdo

18/11/2025 às 11:42

Atualizado em 18/11/2025 às 14:49

Foto: Divulgação/Arquivo

Imagem de Dono do Master tentou fugir para exterior em jatinho e foi preso pela PF no aeroporto

Na véspera da operação, porém, os investigadores detectaram que Vorcaro organizava uma tentativa de fuga ao exterior por meio do Aeroporto de Guarulhos

A Polícia Federal monitorou os passos do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, antes de deflagrar a operação desta terça-feira, 18, para apurar crimes envolvendo a gestão do banco.

Na véspera da operação, porém, os investigadores detectaram que Vorcaro organizava uma tentativa de fuga ao exterior por meio do Aeroporto de Guarulhos.

A suspeita é de que a informação do mandado de prisão já havia vazado para o dono do banco e ele buscava escapar do cumprimento da ordem. Procurada, a defesa do empresário ainda não se manifestou. 

Os investigadores, então, tiveram de antecipar o cumprimento da prisão de Vorcaro, antes mesmo de deflagrar a operação. Na noite de segunda-feira, 17, o dono do Banco Master tentou embarcar em um jatinho particular com destino ao exterior. Porém, foi interceptado pela Polícia Federal no aeroporto, onde recebeu a ordem de prisão, por volta das 22h.

Vorcaro foi levado para a Superintendência da PF em São Paulo. Na manhã desta terça, a PF foi às ruas para deflagrar o restante da operação. Estão sendo cumpridos cinco mandados de prisão preventiva, dois de temporária e 25 mandados de busca e apreensão.

Outro alvo de prisão, Augusto Lima, sócio de Vorcaro no Master, também não foi encontrado em sua casa pela PF no momento da deflagração, mas foi preso pouco depois.

A suspeita da investigação é de que o Master fabricou carteiras falsas de crédito para vendê-las ao Banco de Brasília (BRB). São investigados crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa, dentre outros.

O Banco Central decretou nesta terça-feira, 18, a liquidação extrajudicial do Banco Master, menos de um dia depois de o Grupo Fictor ter indicado interesse em comprar a instituição.


Em destaque

Jaques Wagner pediu contratação de Guido Mantega no Banco Master com salário de R$ 1 milhão

  Jaques Wagner pediu contratação de Guido Mantega no Banco Master com salário de R$ 1 milhão Por  Política Livre 24/01/2026 às 11:12 Atuali...

Mais visitadas