terça-feira, novembro 18, 2025

Demitir o CEO”: Tarcísio testa narrativa empresarial na política e recebe resposta dura do PT


Poeticamente, o poeta Waly Salomão assistia à vida copiar a arte

Publicado em 18 de novembro de 2025 por Tribuna da Internet

Tribuna da Internet | Ritmo era o que mais desejava para seu dia-a-dia o  poeta baiano Waly SalomãoPaulo Peres
Poemas & Canções

O advogado e poeta baiano Waly Dias Salomão (1943-2003), uma das figuras mais fecundas e heterogêneas da vanguarda brasileira, explica em forma de poema por que “A Vida é Cópia da Arte”.

A VIDA É CÓPIA DA ARTE
Waly Salomão

Areia
Pedra
Ancinho
Jardins de Kioto

Alucinado pelo destemor
De morrer antes
De ver diagramado este poema
Ou eu trago Horácio pra cá
Pra Macaé-de-Cima
Ou é imperativo traí-lo
E ao preceito latino de coisa alguma admirar

Sapo
Vaga-lume
Urutau
Estrela

Nestes ermos cravar as tendas de Omar
Ler poesia como se mirasse uma flor de lótus
Em botão
Entreabrindo-se
Aberta

Anacreonte
Fragmentos de Safo
Hinos de Hörderlin
Odes de Reis
El jardín de senderos que se bifurcan
Jardim de Epicuro
Éden
Agulhas imantadas & frutas frescas  para a vida diária.

Condenado por atacar a democracia, Silveira pede a Moraes permissão para ir à academia

Publicado em 18 de novembro de 2025 por Tribuna da Internet

Ex-deputado alega que precisa fazer tratamento ortopédico

Gabriel Ferreira Borges
O Tempo

O ex-deputado federal Daniel Silveira (RJ) pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para liberá-lo a ir à academia aos finais de semana. O ex-deputado federal é obrigado a se recolher em casa aos sábados, domingos e feriados desde a progressão para o regime aberto há cerca de dois meses.  

A defesa quer que Moraes estenda o horário de recolhimento válido para dias de semana, das 19h às 6h, para Silveira recuperar a perda de massa e a atrofia muscular após uma cirurgia no ligamento cruzado anterior e nos meniscos do joelho direito. “O tratamento pós-cirúrgico está regredindo devido à falta do fortalecimento muscular feito em academia”, alegou.

FISIOTERAPIA – De acordo com os advogados, o ex-deputado federal fazia tratamento ortopédico todos os dias até a progressão para o regime aberto. “Após a decisão de progressão de regime, o douto relator determinou o recolhimento domiciliar aos finais de semana. Assim, fica prejudicado o tratamento fisioterapêutico em academia”, justificaram, na última quinta-feira (13/11).

Em um laudo anexado pela defesa, o fisioterapeuta Bruno Fonseca afirmou que a reabilitação do ligamento cruzado anterior e dos meniscos é “altamente dependente da constância do tratamento”. “Por isso, recomenda-se fisioterapia, musculação e atividade física todos os dias da semana, inclusive sábados, domingos e feriados”, disse.

Silveira foi submetido à cirurgia, que, segundo o médico Raimundo Pereira Filho, foi para corrigir uma lesão crônica, há quatro meses. Em um relatório à época, o médico apontou que, sem a reabilitação, o ex-deputado federal correria riscos de desenvolver “artrofibrose, rigidez articular, trombose venosa profunda, embolia pulmonar e infecção pós-operatória”.

REGULARIZAÇÃO DO CPF – Desde o início de outubro, a defesa tenta regularizar o CPF de Silveira para que o ex-deputado federal assine um contrato de trabalho com o escritório de advocacia Faria & Silva, cuja sede é em Aparecida de Goiânia (GO). Apesar de os advogados alegarem que cabe a Moraes desbloqueá-lo, o ministro apontou que o CPF está regular junto à Receita Federal.  

Condenado a oito anos e nove meses de prisão por coação à Justiça e incitação à abolição violenta do Estado democrático de direito, Silveira ainda tem aproximadamente quatro anos e sete meses a cumprir. O ex-deputado federal progrediu para o regime aberto após cumprir 25% da pena, um gatilho previsto pela Lei de Execuções Penais para quem não tem antecedentes criminais.


Cidade ferida: crônica sobre o abismo que respira entre nós


            * Paulo Baía 


Escrevo como quem tateia no escuro de uma madrugada que não termina, buscando palavras para dar forma ao que muitas vezes se recusa a ser dito porque dói, porque assombra, porque fere. Há anos caminho por favelas e bairros periféricos do Rio de Janeiro, lugares onde a vida pulsa com uma intensidade que o asfalto não compreende, mas onde também se acumulam horrores que o olhar humano deveria ser incapaz de suportar. Ali presenciei o inimaginável, vi o inefável abrir cicatrizes na carne do cotidiano, percebi a ordem do mundo ser engolida por um caos que não nasceu ao acaso, mas cresceu alimentado pela omissão contínua do Estado e pela naturalização de um destino que nunca deveria ser aceito. É desse abismo que escrevo, com a convicção de que certas verdades não podem permanecer silenciosas.


A cidade que se anuncia nos cartões-postais jamais alcança essas colinas. Aqui impera a tirania brutal dos grupos armados que disputam corpos, territórios e rotinas. Não se trata apenas de uma presença hostil. É uma força que rege a vida diária, que controla a circulação dos moradores, que impõe regras, castigos e sentenças. O fuzil não é metáfora. É objeto concreto, visível, cotidiano. É instrumento que define limites, horários, trajetórias. Vi crianças crescerem aprendendo a diferenciar estampidos de calibres antes mesmo de aprender a ler. Vi mães se tornarem estrategistas da sobrevivência. Vi trabalhadores moldarem horários de deslocamento conforme os humores do poder paralelo. Nada disso se explica pela simples palavra violência. A violência é apenas a superfície. O subterrâneo é ainda mais devastador.


O que torna tudo mais cruel é que a população vive encurralada entre duas forças que deveriam se excluir mutuamente, mas que, na prática, reproduzem lógicas semelhantes de descontrole, corrupção e medo. De um lado, a bandidagem, com seu domínio armado, sua pedagogia do terror, sua capacidade de determinar o que pode ou não ser feito, dito, visto. De outro, forças policiais que deveriam proteger, mas que frequentemente chegam como tempestades, com desprezo pelos moradores, com arbitrariedades que fragilizam ainda mais quem já vive à margem. É uma tragédia de dupla face. O morador se vê espremido entre o risco de viver e o risco de ser salvo. Em muitas madrugadas, ouvi relatos de idosos que dormem calçados porque aprenderam que talvez precisem correr. Vi mães ensinando os filhos a identificar esconderijos nos becos. Vi trabalhadores que chegaram a celebrar a troca de turno de determinado grupo armado porque isso significava algumas horas a mais de circulação sem conflito. É um cotidiano de sobressalto e improviso. Uma coreografia da resistência.


Nesse cenário, as mulheres e meninas ocupam o centro mais profundo da vulnerabilidade. O corpo feminino, nesses territórios, é moeda, alvo, propriedade, instrumento. As violações são tantas e tão inacreditáveis que a própria linguagem se estreita. Não há sintaxe capaz de suportar o peso do que testemunhei. Não há teoria suficiente para traduzir o desamparo dessas vidas. Quando um território é comandado pela força da arma, cada viela se torna campo minado, cada casa se torna fragilizada, cada sonho se torna risco. E é justamente nessa fragilidade que se instala o medo, que alimenta, por sua vez, o poder dos criminosos. Eles sabem que no vácuo do Estado se ergue um domínio absoluto. Eles sabem que o silêncio é a primeira derrota de uma comunidade. E eles calculam, com precisão cirúrgica, cada fração dessa paralisia.


É preciso dizer, com rigor e honestidade: não haverá retomada pacífica desses territórios. Não existe solução romântica para estruturas armadas que se sustentam pela violência e pela opressão. Não há negociação capaz de desmontar arsenais de guerra. Não há diálogo possível com grupos que se alimentam do medo coletivo. A realidade é dura e inescapável: onde o Estado recua, o crime avança. Onde o Estado silencia, o crime ocupa. Onde o Estado se fragmenta, o crime se reorganiza. E, por isso, a retomada das favelas e bairros periféricos exigirá uma ação muito bem preparada das forças policiais e de segurança. A verdade é amarga, mas necessária: fuzil se enfrenta com fuzil. O poder armado só retrocede diante de outro poder armado. E qualquer tentativa de negar essa evidência corre o risco de entregar ainda mais vidas à morte lenta que se instalou nessas regiões.


Mas a força bruta, por si só, não basta. O enfrentamento ao crime só terá sentido se for acompanhado de uma transformação institucional profunda. Não há combate eficaz se as próprias estruturas estatais continuarem contaminadas por corrupção e brutalidade. Não se pode exigir que a população confie em forças que muitas vezes se comportam de maneira semelhante ao inimigo. É preciso que a responsabilidade republicana caminhe junto com a ação policial. O Estado não pode enfrentar criminosos permitindo que seus agentes se afastem da lei. Um projeto de retomada desses territórios exige uma polícia que seja capaz de representar proteção e não ameaça. Caso contrário, o ciclo de desconfiança se perpetua. De um lado, o medo do crime. De outro, o medo de quem deveria guardar a cidadania. É o duplo terror que aprisiona a cidade e corrói qualquer sensação de futuro.


Houve um momento no passado recente em que uma porção desses territórios parecia ter sido retomada. Naquele breve interstício, muitos acreditaram que o Rio de Janeiro finalmente encontrara um caminho possível. Mas a revelação de que o próprio governante que conduzia esse processo atuava como um criminoso sofisticado, capaz de saquear o Estado com precisão empresarial, destruiu não apenas a política pública, mas a esperança que vinha sendo construída. Quando a confiança é quebrada no alto da estrutura, ela se estilhaça por toda a sociedade. A população, que já vivia cercada pela violência do crime, descobriu que estava também submetida à violência das instituições. E, mais uma vez, ficou sem exemplos, sem modelos, sem referências concretas. Ficou à deriva em um mar de promessas vazias.


Em meu convívio com moradores dessas favelas e desses bairros periféricos, confirmei que o desespero tem muitas faces. Vi famílias destroçadas. Vi comunidades sitiadas. Vi crianças que jamais conheceram o significado pleno da palavra brincar. Vi adolescentes que naturalizaram a morte antes de compreenderem o sentido da vida. Vi trabalhadores que não se permitem sonhar porque sabem que o sonho pode se tornar motivo de ameaça. Tudo isso produz uma melancolia difícil de descrever. É como se a cidade, em certos pontos, respirasse com dificuldade. É como se a esperança tivesse sido sequestrada.


Ainda assim, há algo na experiência de escrever que resiste ao desalento. Talvez seja a necessidade humana de buscar sentido, mesmo quando nada parece fazer sentido. Talvez seja a insistência em acreditar que a palavra, quando usada com rigor, pode ser o início de um gesto transformador. Ou talvez seja apenas a teimosia que faz parte da alma de quem se recusa a aceitar a escuridão como destino final. Apesar de tudo, encontro algum alento na ideia de que, ao iluminar essas sombras, ainda podemos revelar frestas de luz. A cidade insiste em sobreviver. Insiste em respirar. Insiste em não se entregar por completo ao abismo que a ronda.


E é nessa insistência que deposito a possibilidade de futuro. Não o futuro fácil. Não o futuro imediato. Mas o futuro que nasce quando a verdade é dita sem ornamentos, quando a violência é enfrentada sem hipocrisia, quando a corrupção é combatida sem seletividade, quando a polícia é reformada com coragem, quando o Estado deixa de ser ausência e passa a ser presença efetiva, contínua, protetora. É nesse futuro que imagino meninas caminhando sem medo. Meninos crescendo sem aprender antes a se esconder. Mulheres vivendo sem a sombra constante da ameaça. Idosos dormindo em paz. Trabalhadores circulando sem mapas mentais de risco. Comunidades respirando sem o cheiro metálico da guerra.


Escrevo, portanto, como quem testemunha a dor, mas também como quem recusa a desistência. Porque o horror que vi não pode ser naturalizado. Porque o inefável que presenciei não pode ser silenciado. Porque o inimaginável que testemunhei não pode ser tratado como destino. A cidade ferida ainda pulsa. E enquanto pulsar haverá quem a defenda. Haverá quem a narre. Haverá quem acredite na sua possibilidade de renascer.


           * Sociólogo, cientista político, ensaísta e professor da UFRJ

Qualquer um que enfrente Lula ou a direita é competitivo no 2º turno

Publicado em 18 de novembro de 2025 por Tribuna da Internet

LANÇAMENTO DO EDITAL PARA CONSTRUÇÃO DO TÚNEL SANTOS GUARUJÁ/ LULA/ TARCÍSIO DE FREITAS. Foto: Taba Benedicto/ Estadão

Se a família Bolsonaro não atrapalhar, Tarcísio vence Lula

Fabiano Lana
Estadão

Praticamente qualquer pessoa no Brasil, um anônimo sem militância, por exemplo, se for disputar um eventual segundo turno contra o presidente Lula, terá no mínimo uns 30% dos votos. Talvez 40%, e poderá até mesmo ser competitivo. Porque, no País, o voto “anti”, seja para afastar Lula ou evitar um postulante de direita, é suficientemente forte para atrair milhões. Logo, não é nenhuma surpresa que o cenário eleitoral siga embolado, com uma certa vantagem para Lula, de acordo com a pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira, 13.

Em um cenário previsto com a economia nem bombando nem em parafuso, sabemos de antemão que uma cidade como Caruaru, em Pernambuco, irá oferecer mais votos para Lula do que para a direita, em 2026. O contrário, em Blumenau, no Estado de Santa Catarina.

OS INDECISOS – Os votos no País estão cristalizados em cidades, regiões, Estados, classes sociais. A disputa hoje se dá por uma minoria ao centro, uma parcela de indecisos que ambos os polos ideológicos parecem fazer questão de desagradar, quase diariamente. Mas o lado que menos torturar mentalmente esse eleitor moderado tem grandes chances de vencer a eleição.

Como houve, em um mês, expressiva redução da vantagem de Lula para todos os demais concorrentes, é possível concluir que a pauta da segurança pública é ruim para a esquerda. Além da operação policial com mais de uma centena de mortes no Rio de Janeiro, houve declarações de Lula que podem ser interpretadas como prejudiciais eleitoralmente. Jogou esse pessoal do centro para a direita.

Por outro lado, as ações nos Estados Unidos de Eduardo Bolsonaro, o filho que tenta segurar para si o espólio da família, podem atrair parte de uma direita mais radical em torno do seu nome. Tanto que chega a pontuar razoavelmente no primeiro turno. Num cenário com o Tarcísio, ambos estão em empate técnico no segundo lugar. Mas, definitivamente, Eduardo é um polo de aversão desse eleitor centrista. No final das contas, ajuda Lula.

TARCÍSIO CRESCE – Com a iminente ida de Jair Bolsonaro para a prisão, o candidato mais forte para derrotar Lula, de acordo com as sondagens, é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Suas últimas declarações contra o Supremo Tribunal Federal, em eventos públicos, podem ter sido necessárias para atrair o voto bolsonarista. O efeito colateral é afastar esses volúveis centristas.

Após o barulho, Tarcísio mergulhou na administração de São Paulo. Parece que, discretamente, já monta uma equipe para disputar o Planalto. Os governadores Ronaldo Caiado, de Goiás, Ratinho Júnior, do Paraná, e Romeu Zema, de Minas, ficam em compasso de espera para se lançarem como plano B. De volta ao PSDB após décadas, Ciro Gomes surge como franco atirador. Não se sabe se terá legenda para disputar.

LEVE FAVORITISMO – A eleição, portanto, segue aberta com leve favoritismo para Lula. O presidente controla sua base e pode vir com uma proposta moderada – os mais à esquerda irão votar nele, mesmo com os muxoxos de reprovação em algumas questões aqui ou ali.

 Para vencê-lo, a direita precisaria vir bastante unida e com uma pauta que também atraia o centro. Uma das tarefas nesse caminho seria neutralizar a tentativa de algum Bolsonaro – seja Eduardo, Michelle ou mesmo Flávio – de se lançar no pleito. E para isso irão precisar de fazer bastante política. Os cerca de 40% que querem votar no anti-Lula qualquer seguem à espera do nome competitivo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O artigo é excelente, mas parte do princípio de que a Segunda Turma do Supremo vá confirmar a prisão de Bolsonaro, mas não consigo enxergar Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça votando para prender Bolsonaro. Pelo contrário, acho até inconcebível. Vamos aguardar. (C.N.)


Helder defende Amazônia e exalta acolhimento paraense após fala de chanceler alemão

 

Socorro Ramalho socorro.ramalho@fsb.com.br


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O governador do Pará, Helder Barbalho, respondeu às declarações do chanceler federal alemão, Friedrich Merz, que fez comentários sobre o clima amazônico durante sua passagem pela Conferência do Clima. Em sua manifestação, Helder destacou que a Amazônia recebeu o mundo “de portas abertas, com a força de um povo acolhedor”, e afirmou que causa estranhamento quando “quem ajudou a aquecer o planeta questiona o calor da Amazônia”.

 

O governador ressaltou que visões estereotipadas revelam mais sobre quem as expressa do que sobre o Brasil e a região amazônica. Defendeu ainda que o debate climático precisa sair do campo das promessas e avançar para o apoio efetivo a quem protege as florestas, reforçando que a Amazônia é protagonista no presente e no futuro do planeta.

 

Helder concluiu convocando a sociedade a reagir a qualquer forma de preconceito e reafirmou o orgulho pelo Pará e pelo Brasil, destacando o papel decisivo da região na construção de soluções para a crise climática.


Vale Tudo com Regina

 

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Arte: Marcelo Chello

Começou um disse-me-disse que disse, no fim de semana, que o Flavitcho Bolsonaro, o filho 01, vai ser agora o candidato a presidente pra levar o nome da Family na chapa. Se procurar bem direitinho, sabe qual a origem dessa onda? Uma postagem da Regina Duarte, há uma semana, dizendo que apoia o Flavitcho. A namoradinha voltou, BRASEW! E a gente também, porque hoje é segunda e lá vem o PL ANTIFACÇÃO.

A treta é a seguinte: a direita precisa decidir logo quem vai ser candidato no ano que vem. Desde que o Dudu Bolsonaro começou a boicotar o Brasil com essa história de tarifaço do Trump, instalou-se uma crise na direita. Dudu acabou, no fim das contas, boicotando a própria direita com esse seu lobby nos Estados Unidos, e a direita está até agora tentando remar pra ver se, pelo menos, volta pro mesmo lugar onde estava antes de o Dudu bagunçar o rolê.

Aí, no meio dessa bagunça, o Tarcísio se lançou candidato e pegou mal, porque, quando o fez, nem citou Bolsonaro. Ficou tão encantado com o slogan 4 em 40, que se embebedou. Quero dizer, 40 em 4. O Dudu espumou, xingou Tarcísio e se lançou candidato também. Mas não tem mais chance nenhuma. É capaz de não poder mais ser nem senador. Aí agora vem o capítulo Flávio Bolsonaro. As notícias do momento vão desde que ele será candidato a presidente até que será vice em uma chapa com Tarcísio. E largar a cadeira de senador? Çei!

Tarcísio, por sua vez, está se complicando de novo com o Derrite, seu secretário de Segurança Pública, que tirou licença para voltar ao cargo de deputado e relatar o projeto de lei ANTIFACÇÃO. Sabe como é, segurança pública é o assunto do momento e todo mundo quer surfar a onda.

Só que Derrite mostrou zero habilidade e o projeto já está na sua quarta versão. Mesmo com Huguito Motta dizendo e garantindo que vai votar o projeto esta semana, todo mundo espera que tenha uma quinta versão.

O texto do projeto foi de considerar narcotraficante como terrorista a tirar orçamento da Polícia Federal. Esse projeto foi originalmente enviado pelo governo, depois daquela megaoperação no Rio em que diversos governadores de direita tentaram usar de palanque no melhor estilo “bandido bom é bandido morto”.

Aí o governo Lula também foi pro palanque com a história de que tem que tirar o patrimônio dos chefes dos bandidos e enviou o PL ANTIFACÇÃO. Huguito, na sequência, entregou pro palanque do Derrite e Tarcísio. Ciranda, cirandinha.

E, enquanto isso, Bolsonaro fica só à mercê do Xandão, que deixa a boataria correr solta sobre se nosso ex vai para esta ou aquela prisão. Papuda, papudinha, papudão. Que horas são?

Messias sob ataque

Alguém aí lembra que o Lula iria indicar o Messias para ministro supremo? Pois é, darling. Não indicou até agora. Mas alguém lembrou do Messias hoje porque surgiram denúncias na imprensa dando conta de que ele, como Advogado-Geral da União, teria ignorado um alerta feito por uma regional da sua própria instituição sobre o sindicato que estaria envolvido no esquema que roubou dinheiro dos aposentados. O tal sindicato tem o irmão de Lula como um dos vice-presidentes.

Esse tipo de notícia derruba a campanha de Messias, que não foi indicado até agora porque não tem ainda votos suficientes no Senado para passar na sabatina. O presidente Lula indica, mas o nome precisa ser aprovado pelo Senado. E o dono do Senado não está muito a fim de aprovar o Messias.

Lá vem a treta das Big Techs

O supremo André Mendonça, aquele terrivelmente evangélico indicado por Bolsonaro, foi hoje no Lide do Doria e criticou seus colegas dizendo que rolou um ativismo judicial na decisão sobre o Marco Civil da Internet, que estabeleceu uma série de obrigações às Big Techs. Curioso o timing da crítica do ministro, já que recentemente chegaram ao Supremo vários pedidos de recursos feitos pelas Big Techs. Já tem gente achando que isso pode reacender a ira de Trump contra Lula, já que defender Big Tech é a diversão garantida de Trump.

Que deselegante!

E o chanceler alemão que voltou pra Alemanha depois de ter estado em Belém para a COP30 e só faltou dizer que estava no pior lugar do planeta?

“Senhoras e senhores, nós vivemos em um dos países mais bonitos do mundo. Perguntei a alguns jornalistas que estiveram comigo no Brasil na semana passada: ‘Quem de vocês gostaria de ficar aqui?’ Ninguém levantou a mão. Todos ficaram contentes por termos retornado à Alemanha, na noite de sexta para sábado, especialmente daquele lugar onde estávamos.”

Imagina o Maduro

O ditador Nicolás Maduro saiu cantando Imagine, balançando as mãos para o alto na tentativa de convencer o Trump a não fazer guerra contra a Venezuela. Imaginedarling, aquela música do John Lennon.

O Trump que lute. E a gente que volte amanhã, BRASEW.

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