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Publicado em 14 de novembro de 2025 por Tribuna da Internet

Michelle ainda não recebeu a benção oficial de Bolsonaro
Carolina Brígido
Estadão
Embora Jair Bolsonaro não tenha ainda apontado o herdeiro de seu capital político para as eleições de 2026, Michelle Bolsonaro se consolida como candidata a cada evento que participa. Na tentativa de se cacifar para a disputa – seja para a Presidência da República ou para o Senado, como prefere o marido -, a ex-primeira-dama tem repetido as ideias que alçaram a direita ao poder no Brasil.
Durante discurso em um evento do PL Mulher em Londrina (PR), Michelle elencou as bandeiras de seu grupo político. Hoje, a principal delas consiste em atacar o Supremo Tribunal Federal (STF). No dia anterior, a defesa de Jair havia sido derrotada no julgamento do recurso à condenação pela tentativa de golpe de Estado.
“DE JOELHOS” – Michelle afirmou que o Congresso Nacional “está de joelhos em frente ao STF”. Disse que isso “é uma tristeza” e que “só quem governa é o Judiciário”. E arrematou: “Os nossos deputados aprovam leis e, se não tiver em concordância, eles anulam”.
De fato, na estrutura dos Três Poderes, cabe ao Judiciário fazer o controle de constitucionalidade das lei aprovadas pelos parlamentares. Isso inclui derrubar a validade de normas em julgamentos posteriores a votações no Legislativo, se houver incompatibilidade com a Constituição Federal.
Michelle não mencionou no discurso, mas, além da condenação de Bolsonaro, outro episódio na atuação do STF incomoda a direita: o fato de a Corte não ter deixado o caminho aberto para o Congresso aprovar a anistia aos condenados pela trama golpista. Com a certeza de que o perdão seria derrubado pelo Supremo, o Congresso preferiu adiar esse plano para um futuro distante.
“ÚNICA OPÇÃO” – Bolsonaro está inelegível desde 2023 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com a condenação do STF, as urnas ficam ainda mais trancadas para ele em 2026. Ainda assim, Michelle tenta conquistar o eleitor bolsonarista raiz ao glorificar o marido a afirmar que ele é a única opção para governar o País. Fez isso também no último sábado.
“Não há outra opção para a Presidência da República. A única opção para presidente da República da direita chama-se Jair Messias Bolsonaro. Se não acontecer, não existe democracia, se não acontecer, este é o verdadeiro golpe que o Judiciário está dando no povo de bem, no povo brasileiro”, disse aos paranaenses. Também declarou que Jair veio para “para resgatar o patriotismo e o amor à pátria”.
Michelle aproveitou a ocasião para dar notícias do marido, prestes a completar 100 dias de prisão domiciliar. “Meu marido passou pela última cirurgia e nunca mais ele conseguiu se recuperar do soluço. Ele chega a exaustão, ele tem vários problemas de saúde decorrentes dessa última cirurgia, por ele não ter tido tempo para se recuperar, paz de espírito para se recuperar, um ambiente favorável”, contou.
TRANSFERÊNCIA – Com esse mesmo raciocínio, a defesa de Bolsonaro tem esperança de garantir que ele continue na prisão domiciliar para o cumprimento da pena. Se isso não acontecer, o ex-presidente poderá ser transferido para a Penitenciária da Papuda ou para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília ainda neste mês. “Um abismo foi puxando o outro. Ele tem vivido dias muito difíceis, tendo todos os seus direitos violados. Mas essa injustiça vai acabar, eu creio”, concluiu.
No evento, Michelle desfilou críticas a outros inimigos da direita. Disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz “aliança com o crime” e “fica do lado do crime e abandona a vítima”. Aproveitou para criticar também o “comunista ou socialista raiz” Pepe Mujica, que presidiu o Uruguai e morreu em maio deste ano.
Jair Bolsonaro foi alçado à liderança da direita no Brasil com essa mesma fórmula de ataques ao STF, a Lula e à esquerda. Também foi impulsionado pelo discurso de combate violento à criminalidade e a ode à família e à pátria.
PREFERÊNCIA – Mesmo sem a benção oficial do marido, que resiste em indicar um nome para disputar a presidência da República, Michelle é um dos nomes preferidos dos eleitores de direita a um ano da disputa. Pesquisa publicada pelo Instituto Gerp na sexta-feira, 7, mostra que ela teria 30% das intenções de voto contra 35% de Lula em uma disputa no primeiro turno.
Ainda segundo o levantamento, em um eventual segundo turno entre os dois, ela teria 47% dos votos contra 44% do atual presidente. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Por outro lado, em 9 de outubro, a Quaest indicou que nenhum nome do campo conservador demonstrava força suficiente para se destacar na disputa, embora Michelle tivesse sido apontada com um nome em crescimento.
Por Carine Andrade
14/11/2025 às 11:56
Atualizado em 14/11/2025 às 17:07
Foto: Renato Araújo/Arquivo/Câmara dos Deputados
Mário Negromonte Jr.
Desde que as informações sobre a possível entrada do deputado federal Mário Negromonte Júnior no PSB foram aventadas no bastidor da política, o sinal de alerta vermelho segue aceso na cúpula socialista e, ao que tudo indica, sem previsão de apagar.
Isso porque a costura não passa pelas mãos da presidente do partido na Bahia, deputada federal Lídice da Mata, contrária à ideia, e sim pelas mãos do presidente nacional da legenda, o prefeito de Recife João Campos.
Campos está colocando em curso um audacioso plano para disputar a presidência da República em 2030. Para isso, está fazendo gestos a figuras do chamado Centrão e também a parlamentares que têm trânsito no Congresso Nacional. Na visão do mandatário do PSB de Brasília, Mário Júnior poderá ser de grande valia nessa missão de interlocução.
Vale lembrar que Mário Negromonte Júnior é presidente estadual do PP, partido recém-federado ao União Brasil, o que deu origem a União Progressista. Assim como parte dos deputados estaduais pepistas, que também negociam o ingresso ao PSB, Mário Júnior sairá da legenda para seguir alinhado ao governo de Jerônimo Rodrigues (PT).
Este Política Livre conversou, com exclusividade, com fontes ligadas a Lídice da Mata. O entendimento geral é de que se a empreitada der certo poderá resultar no esvaziamento completo do PSB na Bahia comprometendo, inclusive, a reeleição da socialista.
“João Campos chamou ela em Brasília e disse que quer um deputado federal de mandato no partido e esse deputado é Mário Júnior, que é amigo pessoal dele, e tem trânsito no Congresso”, contou a fonte.
João Campos também estaria trabalhando para filiar à legenda três ex-candidatas ao Palácio do Planalto que ele considera potenciais: a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que teve uma rápida passagem pelo PSB, em 2014, quando disputou a presidência da República no lugar de seu pai, Eduardo Campos, morto num acidente aéreo naquele ano; a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB); e a ex-deputada federal Manuela d'Ávila, candidata a vice na chapa de Fernando Haddad em 2018 pelo PCdoB.
Cenário delicado
Outra preocupação que tem comprometido o sono da socialista não é somente o fato de Mário Negromonte Júnior poder “tirar” sua vaga na disputa à reeleição. Ele também poderá “tomar” dela a presidência do partido. Segundo os aliados, ou Lídice perderá o controle do PSB ou vai ter que dividi-lo com o ainda pepista.
“Lídice pode perder a presidência, sim. João Campos não está satisfeito com o desempenho do partido sob a presidência dela. Ele tem questionado que o PSB está muito comprometido com o PT e não existe um projeto claro de crescimento do PSB no estado”, cravou a fonte. Prova disso, completou, é a dificuldade do partido em eleger deputados federais. Desde a legislatura de 2018, Lídice é a única representante do partido na Câmara dos Deputados.
Ao mesmo tempo em que rejeita a entrada do colega de Parlamento no partido, Lídice tem adotado uma postura cautelosa, já que a negativa pode acirrar o embate com João Campos. Outro fator é que a vinda do parlamentar pode barrar a filiação do deputado estadual Vítor Bonfim, pré-candidato a deputado federal. Hoje, ele é filiado ao PV.
Quem também não estaria nada feliz é o ex-vice-prefeito de Ilhéus, Bebeto Galvão, atual suplente do senador Jaques Wagner (PT). Ele foi eleito deputado federal na legislatura de 2014 e pretende retornar à Casa Baixa do Congresso em 2026.
A deputada estadual Fabíola Mansur, nem se fala. A filiação dos estaduais pepistas, liderados de Mário, representa uma ameaça real a sua reeleição. Hoje, ela é suplente na vaga do deputado licenciado Angelo Almeida, titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE).
“Com Mário, elege Mário. O governador vai ter que ajudar a eleger mais um, Lídice ou Bebeto. Se ele vier, Bebeto não fica no partido, nem Vítor Bonfim se filia. Sem contar que seria complicado também para militância porque ele votou a favor da PEC da Blindagem, uma pauta contrária ao que defende o PSB. Não sei se um cacique vai querer ser índio”, cravou a fonte.
Por Mônica Bergamo, Folhapress
14/11/2025 às 14:01
Foto: Roque de Sá/Agência Senado/Arquivo
Senador Leonardo Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avançou em seus movimentos para se lançar candidato à Presidência da República.
As conversas se aceleraram com a proximidade da prisão em regime fechado de Jair Bolsonaro.
De acordo com líderes de partidos que integraram o governo do ex-presidente e que hoje defendem a candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) para concorrer contra Lula, Flávio afirmou a eles nas últimas semanas que pretende mesmo entrar na disputa.
"E, mais ainda: acha que pode ganhar", afirma um dos líderes, que mantém diálogo frequente com o parlamentar, mas não acredita em suas chances eleitorais.
O senador já conversou também com o irmão Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se diz disposto a concorrer contra Tarcísio para evitar que o espólio político do pai seja entregue de mão beijada ao governador de SP e ao Centrão. Ele já afirmou ao pai que Tarcísio só fica "vendo você se foder e se aquecendo para 2026".
Os dois irmãos se reuniram no mês passado nos EUA, onde Eduardo está em autoexílio. O jornalista Paulo Figueiredo participou do encontro.
Flávio ouviu na reunião que teria o "apoio entusiasmado" de Eduardo: o deputado retiraria o time de campo caso o irmão mais velho concorra em 2026 pois veria nele um nome que representa o grupo político ao qual pertencem _ao contrário de Tarcísio. "Isso acabaria com os planos de uma chapa puro-sangue do Centrão, só com gente deles, em um bolsonarismo sem Bolsonaro", diz um interlocutor de ambos.
Os dois irmãos vão agora viajar juntos a El Salvadorpara um encontro com o presidente linha-dura do país, Naiyb Bukele.
A candidatura de Flávio teria algumas vantagens relativas em relação à de Eduardo: ele seria mais palatável para o Centrão e também para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
A disposição de Flávio representa uma pedra no caminho dos defensores da candidatura de Tarcísio em uma chapa pura-sangue do Centrão _ou seja, sem o sobrenome Bolsonaro como vice.
Sem apoio inequívoco da família, o governador de São Paulo não se lançaria candidato pois não estaria disposto a entrar em uma bola dividida, sofrendo ataques diuturnos de Eduardo e de outros bolsonaristas. Nestas condições, preferiria disputar a reeleição em SP.
"Tarcísio começou o mês com 85% de chances de ser o candidato a presidente da direita. Elas caíram para 50% com essa disposição recente do Flávio", diz um antigo apoiador de Bolsonaro que acompanha de perto os movimentos da família.
O mesmo interlocutor acredita que é possível ainda um acordo em que Tarcísio, que pretende ter como vice o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, ceda e entregue essa vaga a Flávio Bolsonaro.
Com isso, ele conseguiria em tese acalmar Eduardo, que não teria como atacar uma chapa em que o irmão mais velho figurasse como vice.
Problema: líderes do Centrão resistem a aceitar um dos integrantes da família Bolsonaro na chapa, pois acreditam que isso tira votos do Tarcísio. A rejeição a Jair Bolsonaro é de 60%, segundo a pesquisa Genial/Quaest. A de Eduardo Bolsonaro bate nos 67%.
"Temos que ser pragmáticos", afirma um dirigente partidário que se alinha à direita.
Apoiadores de Eduardo afirmam que de fato a rejeição a Tarcísio diminuiria se ele fizesse uma "aliança com o verdadeiro bolsonarismo", e não uma chapa puro-sangue do Centrão. Mas rejeitam a ideia de Flávio ser o vice na chapa.
"O lógico seria o contrário: Flávio presidente com Tarcísio de vice, já que os votos são de Bolsonaro. O rabo não pode abanar o cachorro. Tem que ser o contrário", disse um deles à coluna.
Caso o pai, Jair Bolsonaro, batesse o martelo em torno da chapa com Flávio na vice, o senador obedeceria as determinações. Mas Eduardo poderia voltar ao ataque _ele já demonstrou autonomia completa em relação ao ex-presidente, de forma contundente, conforme mensagens até com xingamentos colhidas em investigações da Polícia Federal.
Políticos de direita avaliam que ainda há chance de Tarcísio sair candidato com Michelle Bolsonaro como vice, com o aval do ex-presidente. Mas, neste caso, a chapa teria forte oposição dos filhos de Bolsonaro, que não são exatamente entusiastas da candidatura da madrasta.
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