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Foto Divulgação
O dia 15 de Outubro é mais que um feriado; é o momento de reconhecer a fundação do saber no Brasil, que remonta ao decreto imperial de 1827. O Dia do Professor, oficializado em 1963, celebra a missão de quem se dedica à construção de uma nação através do conhecimento.
O professor é o verdadeiro arquiteto do intelecto, o farol que guia o raciocínio e o amparo emocional para o futuro. São mestres na arte de educar, dedicando suas vidas à causa maior da transmissão de saber e do desenvolvimento humano. Nesta data, nossa gratidão se volta não só aos que estão em atividade, mas também à memória dos eternos mestres que formaram gerações.
No entanto, a celebração não pode ignorar a injustiça histórica imposta a estes profissionais. É um contrassenso gritante que reflete uma profunda crise de prioridades na sociedade:
Como o arquiteto do futuro de uma cidade pode ganhar menos que um vereador?
Como um professor universitário, que molda líderes e pensadores, pode ter um salário inferior ao de um deputado?
Esta dissonância de valores mostra que, embora a sociedade reconheça a importância do professor, ela falha miseravelmente em remunerar sua dedicação de forma digna.
Apesar da valorização insuficiente e do reconhecimento tardio, os professores persistem. Eles são guerreiros do conhecimento que não abandonam sua missão.
Nesta data, reconhecemos a paciência em explicar a teoria complexa, a paixão que acende a curiosidade e a mão firme que orienta. Aos professores – ativos, aposentados e aqueles que vivem apenas em nossa memória afetiva – nosso mais profundo e sincero agradecimento. Sua dedicação é o alicerce sobre o qual toda a sociedade se ergue.
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. José Montalvão
Publicado em 15 de outubro de 2025 por Tribuna da Internet

Trump e Netanyahu comemoram a tomada de 53% de Gaza
Carlos Newton
Entramos na Era Trump. É uma viagem programada pelos especialistas norte-americanos em marketing político, que são os mais avançados do mundo. Para eles, a derrota de Donald Trump na eleição de 2020 foi totalmente inesperada, um verdadeiro ponto fora da curva, porque a estratégia política era acertadíssima e o lema “Fazer a América Grande de Novo” continuava funcionando.
Em 2020, Donald manteve o slogan, mas faltaram-lhe votos para superar Joe Biden, porque os republicanos pouco tinham feito para fortalecer a América no primeiro mandato.
Não havia o complemento necessário a exibir na campanha de reeleição em termos de “Grande de novo”, e surgiram muitas matérias escandalosas envolvendo Trump e roubando-lhe indispensáveis votos dos conservadores.
PROMESSAS A CUMPRIR – Quatro anos depois, em 2024, a campanha dos republicanos novamente encheu-se de grandes promessas, em termos econômicos, sociais e até militares.
Trump então anunciou que terminaria de construir o muro entre os Estados Unidos e o México — promessa que repete desde 2016. Além disso, disse que promoveria a maior deportação do mundo, expulsando todos os imigrantes ilegais. Na economia, prometeu aumentar as tarifas sobre importações, incrementar a produção de energia americana e reduzir imposto de rendas de setores trabalhistas.
A busca por votos também o levou a fazer promessas para públicos específicos, incluindo a eliminação de impostos de renda em alguns setores. Mas era tudo conversa fiada. Ao final de seu primeiro ano de governo, no mandato atual, já se vê que Trump manteve a regra de cumprir poucas promessas, pois praticamente limitou-se ao tarifaço.
É SORTUDO – Trump não tem educação nem caráter. Em compensação, exibe uma sorte de fazer inveja ao personagem Gastão, o primo do Pato Donald. Seu tarifaço, por exemplo, agrada ao eleitor americano, mas pode ser um tiro no pé, caso motive a aproximação do grupo Brics e da União Europeia, e tudo indica que isso vai acontecer, com o agravamento da tensão comercial entre China e Estados Unidos, em crise que se iniciou semana passada.
O caso de Gaza é semelhante. No momento, parece uma vitória milagrosa. Mais para frente ficará claro que os dirigentes palestinos fizeram um acordo Caracu altamente lesivo para os interesses de seu povo.
Quem vai pagar os US$ 40 bilhões e os juros para reconstruir a cidade? Trump e seus amigos vão liderar o consórcio de empreiteiros? Em que século será enfim formado o Estado palestino, com governo próprio?
INGENUIDADE – É preciso ser muito ingênuo para acreditar em Trump e em Netanyahu. Sozinhos ou juntos, isso não interessa, são cidadãos eternamente suspeitos.
Como aceitar essa estratégia diplomática de trucidar os inimigos indefesos, bombardeando até escolas, hospitais e unidades internacionais de assistência médica e social, para depois devolver os escombros a eles, visando a cobrar generosos juros pelos gastos de reconstrução?
Das 216 nações existentes no mundo, apenas 99 têm PIB superior a US$ 40 bilhões. Os outros 117 países estão abaixo desse valor.
Antes da guerra, a chamada Palestina, formada pela Faixa de Gaza e pela Cisjordânia, tinha PIB de apenas US$ 19 bilhões. E agora, aonde vai arranjar US$ 40 bilhões para reconstruir Gaza, sem falar nos juros que serão cobrados?
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P.S. – Desculpem a franqueza. A gente vê o carnaval na mídia, os festejos de criminosos como Trump e Netanyahu, que não são Mahatma Gandhi nem Nelson Mandela… E logo percebe que não foi a guerra que acabou. Na verdade, a própria Palestina é que não existe mais. Era um dos países de maior crescimento no mundo e hoje existem apenas escombros. Israel não tem mais o que destruir, precisa gastar menos em armas para poder organizar a ocupação de 53% das terras de Gaza, que agora passam a integrar o território de Israel, até que haja a independência da Palestina na terra do nunca jamais. (C.N.).

Réu foi preso preventivamente em setembro de 2024
Victoria Bechara
Folha
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes concedeu liberdade provisória a um dos réus do 8 de Janeiro após ele ser preso devido a um erro judicial.
Divanio Natal Gonçalves foi preso preventivamente em setembro de 2024. Moraes determinou a prisão por descumprimento de medidas cautelares, após a Vara de Execuções Penais de Uberlândia (MG) informar que o réu não se apresentou na comarca e não foi encontrado em sua casa para intimação.
FISCALIZAÇÃO – Posteriormente, a defesa demonstrou que o réu estava sob responsabilidade de outro juiz, na mesma comarca. O cumprimento das medidas estava sendo fiscalizado pela Vara de Precatórios Criminais, e não pela Vara de Execuções Penais.
Segundo a defesa, o servidor responsável se negou a emitir o comprovante de comparecimento semanal. Os advogados de Gonçalves pediram que Moraes oficie o Juiz da Vara de Execuções Penais para que esclareça por quais motivos deixou de consultar o nome do réu nos sistemas do TJ-MG. Também pedem que o servidor justifique por que se recusava a entregar os comprovantes.
CUMPRIMENTO REGULAR – A PGR deu razão à defesa na última segunda (13) e disse que Gonçalves vinha “cumprindo regularmente” as cautelares. “A certidão da Vara de Precatórios Criminais da Comarca de Uberlândia, cuja autenticidade foi devidamente verificada, demonstra que o cumprimento das medidas cautelares fixadas pelo Supremo Tribunal Federal estava sendo fiscalizado naquele juízo, e não na Vara de Execuções Penais de Uberlândia.”
Moraes concedeu ao réu liberdade provisória com as restrições impostas anteriormente. Ele também deu prazo de 48 horas para que a Vara de Precatórios Criminais encaminhe um relatório sobre a fiscalização das medidas cautelares. Gonçalves é acusado de associação criminosa e incitação ao crime. Ele é investigado por ser um dos autores intelectuais dos atos de 8 de Janeiro.

A trégua foi uma suspensão do horror, não o início da paz
Marcelo Copelli
Revista Visão (Portugal)
O cessar-fogo entre Israel e o Hamas trouxe um alívio tático, mas não uma solução estratégica. Gaza permanece o epicentro da instabilidade regional — um espelho das contradições do sistema internacional e da fadiga moral de um mundo incapaz de sustentar a paz que proclama. A trégua interrompeu o ciclo imediato de violência, mas não alterou as causas estruturais do conflito: a ausência de confiança, a fragmentação política palestiniana e o impasse entre segurança e soberania.
A chamada “vitória diplomática” resulta, em larga medida, de uma exaustão coletiva. O prolongamento da guerra provocou desgaste interno em Israel, colapso humanitário em Gaza e crescente pressão internacional por uma pausa. A trégua mediada por Washington, Cairo, Doha e Bruxelas foi menos um avanço político do que um travão de emergência — uma suspensão do horror, não o início da paz.
COMPROMISSO – Os desafios do pós-guerra são múltiplos e interdependentes: desmilitarizar o Hamas, retirar as forças israelitas, reconstruir o território e restabelecer uma autoridade política legítima. Cada um desses passos exige coordenação internacional e um compromisso sustentado — algo que, historicamente, tem faltado ao processo de paz no Médio Oriente.
A desmilitarização do Hamas é o ponto mais sensível. O grupo consolidou-se como uma entidade híbrida — simultaneamente militar, religiosa e administrativa —, preenchendo o vazio deixado por um Estado palestiniano inexistente. Um desarmamento total, sem um plano alternativo de governação e apoio social, seria politicamente inviável e socialmente arriscado. A única via possível seria um processo faseado, supervisionado por organismos internacionais, com uma forte componente de apoio humanitário e de reconstrução institucional.
A retirada das forças israelitas representa outro dilema estratégico. Israel argumenta que a permanência militar é necessária para evitar novos ataques, mas essa presença prolongada alimenta a perceção de ocupação e mina qualquer possibilidade de reconciliação. Uma retirada abrupta, por outro lado, criaria um vazio de poder que poderia precipitar o caos. O equilíbrio passa por uma saída gradual, condicionada a garantias multilaterais de segurança — um modelo que exige um bem escasso na região: confiança.
LEGITIMIDADE – questão da liderança em Gaza é igualmente crítica. O Hamas, enfraquecido e deslegitimado, perdeu espaço político. A Autoridade Palestiniana, dominada por Mahmoud Abbas, carece de credibilidade e de ligação real à população local. A proposta de uma administração transitória sob tutela da ONU e da Liga Árabe é vista como uma solução de curto prazo, ainda sem consenso. Sem legitimidade política, a reconstrução corre o risco de se tornar uma mera operação logística, sem impacto social duradouro.
No terreno, a devastação é quase total. A infraestrutura civil colapsou: energia, saneamento, hospitais e escolas foram destruídos. Estima-se que a recuperação ultrapasse os 50 mil milhões de dólares e demore décadas. Mas a reconstrução não será apenas um esforço de engenharia; será um teste à capacidade de ação governativa global. A transparência na gestão dos fundos e a coordenação entre doadores internacionais determinarão se Gaza se reerguerá como território viável ou permanecerá dependente da ajuda externa.
O papel dos Estados Unidos nesta nova fase é central. A postura de Donald Trump, que apoiou um acordo baseado nas resoluções da ONU e aceitou mediadores árabes, representa uma inversão tática face ao seu discurso anterior. É um gesto pragmático, talvez calculado, mas que revela o reconhecimento de que mesmo o poder unipolar necessita de alianças regionais para sustentar a estabilidade. Netanyahu, por sua vez, enfrenta um dilema interno: equilibrar as exigências da segurança com a crescente erosão do apoio popular.
FRAGILIDADE – Gaza é hoje mais do que uma crise humanitária — é um teste aos limites da diplomacia contemporânea. A guerra revelou a incapacidade das potências de conciliar princípios morais com interesses estratégicos e expôs a fragilidade das instituições internacionais. Mostrou também que a paz, quando reduzida a cálculo político, deixa de ser um ideal e torna-se um expediente.
O futuro do Médio Oriente dependerá menos de tratados e mais de vontade política. Nenhuma reconstrução será sustentável sem um pacto mínimo de justiça — territorial, social e histórica. O verdadeiro desafio não é militar nem financeiro, mas ético: determinar se o século XXI será capaz de produzir uma paz que não seja apenas a pausa entre duas guerras.
Gaza simboliza essa encruzilhada. A forma como o mundo responderá à sua destruição dirá mais sobre a civilização contemporânea do que sobre o próprio conflito. Porque, se voltar a cair, não tombará sozinha — arrastará consigo a ilusão de que a humanidade ainda é capaz de aprender com o sofrimento que semeia.
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