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Dia do Professor: Arquitetos do Futuro em um Mar de Contradições
O dia 15 de Outubro é mais que um feriado; é o momento de reconhecer a fundação do saber no Brasil, que remonta ao decreto imperial de 1827. O Dia do Professor, oficializado em 1963, celebra a missão de quem se dedica à construção de uma nação através do conhecimento.
O professor é o verdadeiro arquiteto do intelecto, o farol que guia o raciocínio e o amparo emocional para o futuro. São mestres na arte de educar, dedicando suas vidas à causa maior da transmissão de saber e do desenvolvimento humano. Nesta data, nossa gratidão se volta não só aos que estão em atividade, mas também à memória dos eternos mestres que formaram gerações.
O Contrasssenso da Valorização
No entanto, a celebração não pode ignorar a injustiça histórica imposta a estes profissionais. É um contrassenso gritante que reflete uma profunda crise de prioridades na sociedade:
Como o arquiteto do futuro de uma cidade pode ganhar menos que um vereador?
Como um professor universitário, que molda líderes e pensadores, pode ter um salário inferior ao de um deputado?
Esta dissonância de valores mostra que, embora a sociedade reconheça a importância do professor, ela falha miseravelmente em remunerar sua dedicação de forma digna.
Guerreiros do Conhecimento
Apesar da valorização insuficiente e do reconhecimento tardio, os professores persistem. Eles são guerreiros do conhecimento que não abandonam sua missão.
Nesta data, reconhecemos a paciência em explicar a teoria complexa, a paixão que acende a curiosidade e a mão firme que orienta. Aos professores – ativos, aposentados e aqueles que vivem apenas em nossa memória afetiva – nosso mais profundo e sincero agradecimento. Sua dedicação é o alicerce sobre o qual toda a sociedade se ergue.
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. José Montalvão
Estudioso do Direito e Comentarista Político
Proprietário do Blog “DeDeMontalvão” — Matrícula ABI: C-002025
