A extrema direita brasileira comemorou quando Trump começou a questionar os acordos da Lava Jato nos Estados Unidos. Acharam que era um golpe contra Lula. Mas estão delirando, como de costume.
Enquanto Dallagnol celebra o silêncio das instituições brasileiras, uma investigação do Departamento de Justiça americano pode trazer à tona tudo o que a imprensa e o STF daqui fingem não ver: cooperação irregular entre promotores brasileiros e americanos, possíveis confissões mantidas em sigilo, violações de procedimentos legais.
A Vaza Jato já documentou tudo isso, mas as instituições brasileiras preferiram fazer de conta que não viram nada.
Se Trump mexer nessa ferida, quem pode ser exposto não é Lula — é Dallagnol. E dessa vez, a documentação americana pode impedir que varram para baixo do tapete.
E o Brasil todo ficará sabendo, o que o Intercept Brasil já denuncia desde 2019: que a “maior operação anticorrupção do país” foi construída sobre muitas irregularidades.