BRASÍLIA - O PSDB e o DEM entrarão hoje com mais uma representação contra o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Será o quinto pedido de investigação envolvendo Renan por quebra de decoro. Os dois partidos pedem que sejam apuradas as denúncias de que ele tentou montar um dossiê, recorrendo à arapongagem, para chantagear os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO) e Marconi Perillo (PSDB-GO).
"Do jeito que está, não dá mais. Vamos pedir imediata indicação de relator. O Senado virou o centro de patifaria e canalhice, não dá mais", afirmou o presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE). "Vamos dar direito de defesa a Renan, mas, dificilmente, os argumentos que ele vai apresentar serão suficientes", acrescentou o líder dos DEM na Casa, José Agripino Maia (RN).
Maia havia dito antes que esperaria para decidir pela representação, mas mudou de idéia no início da noite de ontem, após conversar com Torres e Jereissati. "Se o que o Renan está negando, e diz não ter nada a ver com isso, ele tem de mostrar e, no mínimo, demitir o funcionário (Francisco Escórcio)", afirmou o senador do DEM de Goiás, um dos alvos do dossiê.
O presidente do Congresso é acusado de ter usado Escórcio, assessor especial dele, para espionar Torres e o senador do PSDB de Goiás. O senador do DEM goiano confirmou ontem que soube da espionagem pelo empresário e ex-deputado Pedrinho Abrão (PTB-GO).
Torres afirmou que se reuniu com Pedrinho Abrão no dia 28 e, na ocasião, este disse que havia sido procurado pelo assessor especial de Renan, que lhe pediu ajuda para instalar câmeras num hangar do Aeroporto de Goiânia com o objetivo de flagrar o suposto uso de jatos de empreiteiras por Torres e Perillo.
PSDB e DEM também decidiram pedir uma reunião de urgência da Mesa Diretora, que é quem aceita ou rejeita os pedidos de investigação contra parlamentares. As duas legendas também pedirão a convocação imediata do Conselho de Ética do Senado.
Para hoje, é esperado o anúncio, pelo presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), do relator da terceira representação contra o presidente do Senado, na qual ele é acusado de ter comprado duas rádios e um jornal usando "laranjas" em sociedade com o usineiro e ex-deputado João Lyra (PTB-AL).
A terceira ação é a considerada a mais espinhosa por ser a mais documentada. O relator do quarto processo, que trata da suposta coleta de propina em ministérios chefiados pelo PMDB, foi escolhido na semana passada e é o senador Almeida Lima (PMDB-SE).
Fonte: Tribuna da Imprensa
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