SÃO PAULO - Ivanete Leite Martins, testemunha-chave do Ministério Público (MP) sobre suposto esquema de desvio de verbas em Mato Grosso do Sul, afirmou que o ex-governador José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, teria participado de uma reunião com empresários da área de publicidade para reduzir o valor da comissão que cada agência era obrigada a pagar.
"Eu estive numa reunião; as agências tinham brigado para descer esse valor", afirmou Ivanete ao MP, que rastreia todos os contratos que Zeca do PT autorizou nos oito anos de mandato. O rombo pode chegar a R$ 30 milhões, estima a Promotoria, que apresentou à Justiça duas denúncias criminais (por peculato e uso de documento falso) e outras duas de caráter civil (por improbidade) contra o ex-governador de Mato Grosso do Sul.
A defesa conseguiu suspender, liminarmente, uma das acusações penais. O MP prepara outras sete acusações formais, que serão oferecidas nos próximos dias - a primeira delas versa sobre um contrato de R$ 1,6 milhão. A testemunha-chave está sob proteção policial.
Ela foi assessora da Secretaria de Coordenação-Geral, então dirigida por Raufi Marques. Disse que resolveu denunciar o peculato porque ao término do segundo mandato de Zeca do PT se sentiu "abandonada". Ao MP ela confirmou o que dissera na denúncia gravada. Na entrevista, ela é identificada por F1.
O entrevistador, Adair Martins, identificou-se como M2. "Eu tirava 5% do valor de nota e entregava para o Raufi", disse Ivanete. Antes, esse valor era de 10%. "Eu oficializava isso aqui pra pagar o povo". A testemunha decidiu colaborar com a investigação da promotoria.
Em troca, poderá receber perdão judicial e se ver livre do processo. Ivanete relatou sobre o que chamou de caixa 3, no caso o dinheiro que ia diretamente para Raufi. Ela falou sobre um pool de agências de propaganda que teriam reclamado das altas taxas da propina.
Foi então, disse Ivanete, que Zeca do PT teria interferido. "Tinha a ver com o sindicato e com a associação de publicidade. Aí eles reclamaram e conversaram com o governador. Aí o governador concordou: 5%". Na sexta-feira, o desembargador João Batista da Costa Marques, do Tribunal de Justiça (TJ) do estado, mandou suspender, até julgamento de mérito, uma das denúncias contra Zeca do PT.
"A denúncia se assenta, fundamentalmente, no que se afirmou uma das denunciadas (Ivanete), não sendo possível dali se extrair, de maneira minimamente segura, a título de indícios, que o paciente (Zeca) seria de fato o chefe do esquema de corrupção investigado", destacou o magistrado.
Fonte: Tribuna da Imprensa
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