quinta-feira, dezembro 25, 2025

O que está por trás da campanha da Globo contra Alexandre de Moraes

 .A grande questão é: qual o interesse das Organizações Globo em detonar o ministro?

Por LUIS NASSIF

Publicado em 25/12/2025 às 07:36

Alterado em 25/12/2025 às 07:36


                                      Ministro Moraes Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil



Uma cobertura jornalística é interessante pelas informações que traz, e também pelas intenções que sugere. Uma denúncia é furo. Sua repetição por uma ou duas vezes, é repercussão. A insistência em esquentar a denúncia inicial, com base em fontes discutíveis, e espalhar a campanha por todos os veículos da organização, é conspiração.

A repórter Malu Gaspar é conhecida por algumas características, dentre as quais a do uso abusivo de fontes anônimas. Ficou conhecida nas redes sua sucessão de notas sobre o “mal estar nas Forças Armadas”. Cada passo do governo gerava uma nota alertando para o tal “mal estar”. Quem seriam as tais Forças Armadas mencionadas? Poderia ser um militar da reserva, morador do mesmo prédio que ela; um general aposentado, filiado ao Clube Militar; um órfão de Bolsonaro. Pouco importa: o “mal estar” era atribuído a toda a corporação.

Saliente-se que a denúncia do contrato firmado entre o escritório da esposa de Alexandre de Moraes e o Banco Master é, por si, explosiva. O que não se entende são os desdobramentos.

Não há a menor dúvida de uma ação articulada para derrubar Alexandre de Moraes, na qual a Globo colocou seu batalhão conhecido: Malu (Globo e Globonews), Carlos Alberto Sardenberg (na CBN), inclusive acenando com a possibilidade de um impeachment – em cima de uma notícia sem fontes e sem provas. Montar uma campanha dessa amplitude, sem checar as informações, demonstra uma intenção política explícita.

A grande questão é: qual o interesse das Organizações Globo em detonar Alexandre de Moraes?

Os julgamentos dos crimes de 8 de janeiro estão na reta final. Terminados os julgamentos, Moraes sai do primeiro plano. Portanto, não é o caso, como não é o inquérito das Fake News.

Pode ser que, atingindo Moraes, as Organizações Globo pretendam enfraquecer o Supremo? É uma possibilidade.

Há quatro temas possíveis, de impacto, correndo no Supremo. Vamos analisá-los um a um e tentar identificar eventual interesse da Globo.

Tema 1 – o embate com as organizações criminosas que se apossaram do orçamento secreto

Segundo corre em Brasilia, haveria pelo menos 90 parlamentares investigados pela Polícia Federal. O inquérito está nas mãos do Ministro Flávio Dino. Não parece ser tema de interesse direto da Globo. Mas é inegável que o enfraquecimento do STF fortalece o Centrão e atrapalha a apuração dos crimes com o orçamento secreto.

Tema 2 – as investidas contra o bolsonarismo, com vistas às próximas eleições.

A Globo é claramente contra os Bolsonaro. E uma investida contra Flávio fortaleceria o candidato da Faria Lima, Tarcísio de Freitas. Portanto, não parece ser o caso.

Tema 3 – o contraponto ao poder excessivo de Moraes

Não bate. A Globo foi a principal alimentadora do poder excessivo de Sérgio Moro e da Lava Jato. Jamais foi contraponto a poderosos, a não ser quando tinha os interesses contrariados.

Tema 4 – as investigações sobre a Lava Jato

Aí as suspeitas começam a ficar um pouco mais concretas.

Há duas hipóteses.

A primeira é a de lealdade eterna da Globo à Lava Jato. Comprometeu-se até o pescoço com a operação, colocou seus jornalistas mais conhecidos em apoio à Lava Jato. Jamais fez a autocrítica. Mas também não bate. A Globo é uma empresa de paixões ocasionais e pragmáticas. A Lava Jato tornou-se uma mancha em sua história, quase tão forte quanto o apoio à ditadura. Não se comprometeria se não fosse algo de muito forte no ar.

Sobra a segunda hipótese: o avanço das investigações nos arquivos da 13a Vara e na famosa “caixa amarela” poderia chegar a revelações incômodas sobre a parceria Lava Jato-Globo.

É uma possibilidade, não uma certeza. Poderia dizer que 6 fontes minhas confirmaram essas suspeitas. Mas não seria verdade. Trata-se de uma mera análise de probabilidades.

De qualquer modo, é questão de tempo para as razões reais da campanha serem desvendadas.

Leitura editorial (Fonte: ChatGPT)

A Globo não ignorou o fato, mas o confinou ao registro regional e operacional, evitando o enquadramento nacional e o mergulho nas implicações institucionais. Outros veículos ocuparam esse espaço — cada um à sua maneira. Resultado: o debate público “escalou” fora da Globo.

Em termos de impacto, foi menos “apagão” e mais controle de enquadramento. Um clássico.

 

Luis Nassif. Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN. luis.nassif@gmail.com

Justiça condena prefeito à prisão por associar Marcola, assessor de Lula, ao PCC

 

Justiça condena prefeito à prisão por associar Marcola, assessor de Lula, ao PCC

Por Diego Alejandro e Mônica Bergamo/Folhapress

25/12/2025 às 07:48

Foto: Reprodução/Arquivo

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Taka Yamauchi

A Justiça Eleitoral de São Paulo condenou o prefeito de Diadema (SP), Taka Yamauchi (MDB), por difamação e injúria eleitoral contra o chefe do gabinete pessoal do presidente Lula (PT), o cientista político Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. A pena fixada é de seis meses e 25 dias de detenção, em regime inicial aberto, além de dez dias-multa. Cabe recurso.

A decisão é da 258ª Zona Eleitoral da capital paulista e diz respeito a declarações feitas por Yamauchi durante um debate eleitoral realizado em agosto de 2024. Na ocasião, o então candidato afirmou que "o Brasil vem sofrendo há muito tempo com o crime organizado" e que "inclusive o tal de Marcola, lá de Brasília, de forma irregular, mandou dinheiro aqui pra Diadema", insinuando ainda que os recursos não teriam chegado à população.

Na sentença, a juíza Clarissa Rodrigues Alves afirma que Yamauchi extrapolou os limites da crítica política ao associar de forma deliberada o apelido de Marco Aurélio ao crime organizado. Para a magistrada, a construção da fala "não deixa dúvidas quanto ao seu potencial ofensivo".

Segundo a decisão, é "de conhecimento notório que ‘Marcola’, e não a vítima, é um dos líderes da facção criminosa denominada PCC", o que tornaria inevitável, para o público, a associação promovida pelo réu.

A defesa alegou que Yamauchi fez apenas uma crítica genérica, sem intenção de ofender, e que o chefe de gabinete de Lula, por ser figura pública, estaria sujeito a críticas mais duras no debate eleitoral. Sustentou ainda que o prefeito não conhecia a vítima e que apenas reproduziu informações divulgadas pela imprensa.

Os argumentos foram rejeitados. "As matérias jornalísticas […] jamais mencionaram a palavra ‘crime organizado’ e nem tampouco a relacionaram à vítima", afirma a sentença. Para o juízo eleitoral, Yamauchi "simplesmente juntou fatos de reportagens distintas" e "criou a sua própria história, inserindo palavras ofensivas à reputação e à dignidade da vítima".

Além da condenação criminal, a magistrada afastou a substituição da pena por restritivas de direitos, citando a "culpabilidade grave do crime" e o alcance da ofensa, feita em debate transmitido ao vivo pela internet. A coluna procurou a prefeitura de Diadema, que não retornou.

O caso se soma a outras derrotas judiciais do prefeito no mesmo episódio. Em abril deste ano, como mostrou a coluna, a Justiça de São Paulo já havia condenado Yamauchi, na esfera cível, ao pagamento de R$ 14 mil por danos morais a Marcola, reconhecendo "inequívoca ofensa à honra e à imagem" do auxiliar da Presidência da República. À época, o Tribunal de Justiça também destacou que as declarações ultrapassaram os limites da liberdade de expressão e se inseriram em uma estratégia de desinformação durante o período eleitoral.

Marcola decidiu que doará os R$ 14 mil recebidos na ação cível ao Espaço Cultural Casa da Democracia, em Caraguatatuba, sua cidade natal.

Politica Livre

Toffoli nega pedido da PGR e mantém acareação no inquérito sobre o Banco Master

Toffoli nega pedido da PGR e mantém acareação no inquérito sobre o Banco Master

Por Redação

25/12/2025 às 09:55

Foto: Rosinei Coutinho/Arquivo/STF

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Dias Toffoli

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli negou o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para cancelar a acareação marcada no inquérito que investiga suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master. A diligência está mantida para o próximo dia 30 e reunirá o dono do banco, Daniel Vorcaro, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos. A decisão foi tomada de ofício e o processo segue sob sigilo. A informação é do jornal O Globo.

A PGR avaliou que a acareação poderia interferir na condução do inquérito, ainda em fase inicial, mas Toffoli rejeitou o argumento. O objetivo da audiência é confrontar versões sobre a tentativa de venda do Banco Master ao BRB, operação vetada pelo Banco Central e que está no centro das suspeitas de fraudes financeiras investigadas pela Polícia Federal.

A decisão gerou desconforto no meio jurídico. Especialistas apontam que a determinação de uma acareação sem solicitação dos investigadores é incomum, sobretudo no início das apurações, e pode constranger técnicos do Banco Central chamados a depor. O caso envolve suspeitas de prejuízos de até R$ 12,2 bilhões e chegou ao STF após a citação de um parlamentar em documentos apreendidos, o que atraiu a competência da Corte.

Politica Livre 

Ministros do STF defendem Moraes e minimizam caso Banco Master como “tempestade em copo d’água”

 

Ministros do STF defendem Moraes e minimizam caso Banco Master como “tempestade em copo d’água”

Por Redação

25/12/2025 às 08:50

Atualizado em 25/12/2025 às 10:57

Foto: Gustavo Moreno/Arquivo/STF

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Plenário do STF

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) saíram em defesa de Alexandre de Moraes após a repercussão de informações sobre suposta pressão exercida por ele sobre o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em favor do Banco Master. Em conversas reservadas, magistrados afirmaram que a Corte está “apanhando de graça” e classificaram o caso como uma “tempestade em copo d’água”, atribuindo o crescimento do tema à oposição ao ministro. A informação é da Coluna do Estadão.

O relator do caso, Dias Toffoli, também recebeu solidariedade dos colegas. A investigação envolve fraudes financeiras atribuídas ao Banco Master, comandado por Daniel Vorcaro, instituição que acabou liquidada pelo Banco Central. O episódio ganhou maior visibilidade após revelações de que Moraes teria feito ligações a Galípolo para tratar da tentativa de compra do banco pelo BRB, além da informação de que a esposa do ministro firmou contrato milionário para representar o Master em Brasília.

Moraes nega ter feito pressão ou telefonemas e afirma que as reuniões com o presidente do Banco Central trataram apenas dos efeitos da Lei Magnitsky. Apesar disso, as reportagens ampliaram a ofensiva política contra o ministro, incluindo a articulação de uma CPI no Congresso. No desdobramento do caso, Toffoli determinou uma acareação entre Vorcaro, um ex-presidente do BRB e um diretor do BC, decisão que foi criticada por especialistas por, segundo eles, comprometer a imparcialidade do julgamento.

Politica Livre

Bolsonaro confirma em carta indicação de Flávio como pré-candidato e cita 'continuidade

 

Bolsonaro confirma em carta indicação de Flávio como pré-candidato e cita 'continuidade'

Por Folhapress

25/12/2025 às 09:28

Atualizado em 25/12/2025 às 12:29

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Arquivo/Agência Brasil

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Jair Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) confirmou, em uma carta divulgada no hospital em que está internado para uma cirurgia, a indicação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato à Presidência da República em 2026.

No texto, o ex-presidente fala em "continuidade" e cita batalhas que estaria enfrentando. Ele está preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, cumprindo pena por tentativa de golpe de Estado.

"Diante desse cenário de injustiça, e com o compromisso de não permitir que a vontade popular seja silenciada, tomo a decisão de indicar o Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência da República em 2026", diz Bolsonaro na carta.

A carta foi lida por Flávio na porta do hospital DF Star, onde Bolsonaro está internado para passar por uma cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral nesta quinta-feira (25), dia do Natal.

O senador afirmou que a divulgação do texto tem o objetivo de encerrar dúvidas sobre a decisão de Bolsonaro de indicá-lo para disputar a Presidência em 2026. O anúncio anterior havia sido feito por Flávio no dia 5 de dezembro e confirmado pelo PL, provocando resistências em grupos políticos próximos do ex-presidente e até em sua família.

"Trata-se de uma decisão consciente, legítima e amparada no desejo de preservar a representação daqueles que confiaram em mim", escreve o ex-presidente.

Bolsonaro diz ainda que Flávio representa "a continuidade do caminho da prosperidade" que teria sido iniciado antes mesmo de se tornar presidente. "Acredito que precisamos retomar a responsabilidade de conduzir o Brasil com justiça, firmeza e lealdade aos anseios do povo brasileiro", afirma.

Nas últimas semanas, Flávio vinha trabalhando pela divulgação de uma declaração de viva voz de Jair Bolsonaro em relação à pré-candidatura. Nos cálculos do senador, esse gesto seria feito em uma entrevista ao portal Metrópoles, no dia 23 de dezembro, que foi cancelada horas antes de ocorrer.

A desmarcação da entrevista foi influenciada por uma resistência dentro do próprio entorno do ex-presidente, segundo informou a colunista Mônica Bergamo. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e advogados de Bolsonaro se posicionaram contra a iniciativa, por avaliarem riscos jurídicos e políticos no momento atual.

A carta é vista por aliados de Flávio como uma alternativa para levar a público a palavra de Bolsonaro e desestimular movimentos políticos para evitar a consolidação de seu nome como pré-candidato.

Partidos do centrão, empresários e integrantes do mercado financeiro ainda trabalham pela construção de uma candidatura presidencial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Esses grupos preferem seu nome ao de Flávio e temem que índices de rejeição ao senador possam levar a direita a uma derrota em 2026.

Flávio, por sua vez, diz avaliar que o sobrenome Bolsonaro representa uma vantagem nas urnas, e tenta divulgar seu próprio nome como uma versão moderada do pai. O apoio declarado do ex-presidente seria uma maneira de deixar claro ao eleitorado bolsonarista que não há alternativas em construção.

Bolsonaro está pronto para ser submetido à cirurgia. A equipe médica avaliou que o político está apto para ser submetido ao procedimento, que tinha previsão de início às 9h e duração de cerca de quatro horas. A estimativa inicial é que ele fique internado de cinco a sete dias para acompanhamento após a cirurgia.

Bolsonaro saiu pelos fundos da unidade da PF na quarta-feira (24) e, por volta das 9h30, foi escoltado por um comboio até o hospital, em um trajeto que durou cerca de cinco minutos. O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a realização da cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral.

Hérnia inguinal é uma condição em que um tecido do abdômen incha e faz aparecer uma protuberância na região da virilha. Além da cirurgia de correção da hérnia, os médicos avaliam submeter Bolsonaro a um procedimento anestésico, com bloqueio do nervo frênico, para controlar as crises de soluço, no começo da próxima semana.

"Depois dessa cirurgia de hérnia a gente vai reavaliar essa situação e ver se convém fazer esse bloqueio anestésico, que é um procedimento relativamente seguro, mas que não é o padrão para o tratamento de soluço. Precisa ver realmente se isso justifica o benefício, o risco", disse o cirurgião Claudio Birolini.

Segundo ele, a cirurgia de hérnia tem algum grau de complexidade, mas baixo índice de morbidade. Ela deve durar de 3 a 4 horas, e a previsão é que Bolsonaro fique internado entre cinco e sete dias, a depender da evolução do quadro.

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