segunda-feira, novembro 24, 2025

Aos arrogantes e autoritários: Bolsonaro ensina o que NÃO fazer, após chegar ao poder

 Redação News 

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O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL), tem ensinado para quem for um bom ou uma boa aprendiz, como não deve se comportar após chegar ao poder. – Perseguições a veículos de comunicação e a jornalistas, críticas sem provas ao sistema eleitoral pelo qual ele foi votado e eleito chefe da Nação e reeleito várias vezes para o Parlamento, autoritarismo sem limites, insuflar o ódio contra o STF (Supremo Tribunal Federal), etc.

Para tudo na vida, uma hora, a conta chega. E na política, não é diferente.

Pelo Brasil afora, existem muitos políticos que maltratam o povo, cometem fraudes eleitorais, entre outras barbáries, simplesmente porque acostumaram a vivenciar a impunidade. Para esses, a nova era da justiça também chegará.

Bolsonaro, que até pouco tempo atrás, usufruía da preferência de quase metade dos eleitores e eleitoras do país, atualmente vive o drama de uma possível perda vertiginoda desse legado. E pior, a cada atitude impulsiva, arrogante e autoritária, parece cavar a própria sepultura eletiva, especialmente no que diz respeito ao tão ambicioso sonho de voltar ao comando da República. – Uma demonstração de que o Capitão, não soube comandar, nem a própria missão de “líder mor” da Extrema Direita do país, posição à qual foi conduzido de forma meteórica, nos últimos tempos.

Para quem acha que pode fazer ou dizer tudo o que pensa e quer, na tentativa de alcançar o poder e ou manter-se nele, fica a lição: a lei existe. Até mesmo para os que se consideram inatingíveis por ela.

E entre os bolsonaristas que apontam o ministro Alexandre de Moraes, como o principal algoz do ex-presidente, provavelmente alguns hão de convir, que, em determinados momentos, o Capitão abusou da “patente“.

Desde que recebeu a condenação dos 27 anos e 3 meses de prisão e a inelegibilidade até 2030 (pelos crimes citados pelo STF), por exemplo, Bolsonaro e um dos filhos (mais efusivo), passaram a incorrer numa série de erros, que só agravaram ainda mais a situação do patriarca da família.

Recentemente, a ida do deputado Eduardo para os EUA fazer lobby contra o Brasil e nesta sexta-feira (21), a tentativa desesperada do próprio Jair Messias de tentar desmontar a tornozeleira eletrônica que estava usando na prisão domiciliar, ao perceber a aproximação do fim do prazo para a defesa apresentar os recursos contra o cumprimento da pena estipulada pela justiça, mostra um ex-chefe de Estado em um quadro emocional agonizante. E talvez, também, em um declínio político irreversível.

A imprensa brasileira e de boa parte do mundo, noticiou amplamente o ocorrido. O The New York Times, estampou na manchete: “Temendo que ele fugisse, a polícia brasileira prendeu Jair Bolsonaro“. Já o portal Uol, “Bolsonaro disse à PF que tentou romper tornozeleira com ferro de solda“. O Clarin destacou: “Enquanto estava em prisão domiciliar, a justiça brasileira ordenou a prisão de Bolsonaro: relatos indicam que ele tentou romper sua tornozeleira eletrônica“. O portal BBC Brasil Bolsonaro é preso por risco de fuga após violar tornozeleira e Flávio convocar vigília: o que acontece agora?“. E o portal Metrópoles “Bolsonaro confessa que queimou tornozeleira com ferro quente e justifica: “Curiosidade”. O canal da CNN Brasil no YT mostra o “passo a passo” das informações que o levou para a prisão (confira clicando aqui). Também no YT, o g1 reproduziu um trecho do Jornal Nacional que mostra a tornozeleira violada, enquanto uma agente da PF interroga Bolsonaro (*veja no vídeo no final do texto).

Em outra publicação, o Metrópoles afirma que o presidente dos EUA, Donald Trump, ao ser informado sobre a prisão de Bolsonaro neste sábado (22), limitou-se a dizer, “uma pena“. Observem que ao perceber o fracasso dos planos dos aliados aqui do Brasil e sofrer pressão interna, Trump chegou a elogiar Lula, se reuniu com ele e de quebra, retirou as taxas de produtos brasileiros.

Informações dão conta de que Bolsonaro ocupará uma cela de 12m², enquanto estiver preso na Superintendência da PF, em Brasília, para onde foi levado neste sábado. – Com isso, na última década, esse é o terceiro ex-presidente da República a deixar a cadeira do mais alto Poder político do país, para ir passar um período numa prisãoLula (2018), Michel Temer (2019) e agora, Jair Messias.

– Sendo assim, então é melhor outro(a)s político(a)s também colocarem suas “barbas de molho“. Pois a justiça está provando que, até podem tentar retardá-la, mas uma hora ela chega ao alto e ao baixo clero.

*Confira mais abaixo, como ficou a tornozeleira…

*Dell Santana, é graduado em Comunicação Institucional (Faculdade Sumaré – SP), editor do Acesse News e filiado a ABI (Associação Baiana de Imprensa).

Lula tinha 72 anos quando foi trancafiado em uma sala da polícia federal por 580 dias.


 José Augusto Pádua


Lula tinha 72 anos quando foi trancafiado em uma sala da polícia federal por 580 dias. Em um primeiro momento, ficou quase em uma solitária. Não vi a direita manifestar qualquer preocupação humanitária na época! Pelo contrário, só ouvi escárnio e maldade da boca dos seus líderes. Mas é na prática , não no blá-blá-blá, que cada um mostra quem é. Lula não alegou idade, não pediu prisão domiciliar, não fugiu, não buscou qualquer embaixada, não se rebaixou, não se humilhou, não chorou em público, não soluçou. Mais tarde, quando lhe ofereceram ficar em casa com tornozeleira, disse que só sairia quando o judiciário revogasse a prisão. Ou seja, não tentou danificar uma tornozeleira para fugir. Na verdade, nunca aceitou usar uma tornozeleira! E aí está. O tipo que se vangloriava de "histórico de atleta" e debochava dos mortos pela covid (nunca vou esquecer disso!), se rebaixa e tenta apelar para os seus 70 anos e sua "saúde frágil". Aquele que a direita inventa de chamar de "cachaceiro", está forte, vendendo saúde, fazendo um grande governo. É na prática que a gente vê a diferença entre a fibra de um líder-estadista e a enganação de um demagogo pusilânime.

Validade da CNH para idosos muda: veja novos prazos e regras

 

Validade da CNH para idosos muda: veja novos prazos e regras

Por Folha do Estado da Bahia
Foto: Ciretran/assessoria
Motoristas acima dos 50 anos devem ficar atentos às exigências do CTB para renovação do document
Motoristas acima dos 50 anos devem ficar atentos às exigências do CTB para renovação do document

Para condutores da terceira idade, manter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) atualizada exige atenção às regras do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que define prazos diferentes de validade conforme a idade do motorista. As mudanças, repassadas aos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans), têm como objetivo reduzir a burocracia e garantir avaliações mais precisas da aptidão física e mental.

Novos prazos de validade da CNH para idosos: Motoristas de 50 a 69 anos: validade de 5 anos; Motoristas a partir de 70 anos: validade de 3 anos.

A intenção é assegurar que a capacidade física e mental seja reavaliada com a frequência necessária, aumentando a segurança tanto dos condutores quanto de outros usuários das vias.

O exame obrigatório para renovação da CNH tende a ser mais rigoroso para pessoas idosas. Caso o médico identifique alguma condição que demande acompanhamento adicional, ele pode reduzir a validade do documento, independentemente da idade do motorista. Em alguns casos, a CNH pode passar a valer 1 ano ou até 6 meses.

Documentos necessários para renovar a CNH

CNH antiga (original e cópia)

RG e CPF

Comprovante de residência dos últimos 3 meses

Comprovante de pagamento da taxa de serviço 

 

Erika Hilton envia "notícia-crime" contra Nikolas Ferreira por uso de celular perto de Bolsonaro

 

Erika Hilton envia "notícia-crime" contra Nikolas Ferreira por uso de celular perto de Bolsonaro
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) enviou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, neste domingo (23), uma notícia-crime contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

 

Segundo a Agência Brasil, na denúncia, a parlamentar relata que, conforme imagens divulgadas por emissora de TV, o deputado mineiro foi flagrado usando o próprio aparelho celular em visita ao ex-presidente, na sexta-feira (21), na residência de Jair Bolsonaro, onde, desde agosto deste ano, ele cumpria prisão cautelar domiciliar.

 

Erika Hilton alega que o uso de celular, nestas condições, desobedece a decisão da petição (PET 14.129/DF) que, entre outras medidas cautelares, proibiu o uso de celulares por terceiros, na presença do ex-presidente.

 

A visita de Nikolas ocorreu na véspera de Bolsonaro usar um ferro de solda na tornozeleira eletrônica, o que motivou a decretação da sua prisão preventiva por risco concreto de fuga.

 

Tentativa de fuga
Em publicação, em sua rede social, Erika Hilton diz que Nikolas Ferreira teria instigado e auxiliado Jair Messias Bolsonaro em uma suposta tentativa de fuga.

 

“A conduta descumpre ordem judicial e aponta para possível instigação ou auxílio ao plano de evasão”, diz a postagem.

 

Como medida para preservar as provas da suposta instigação ou auxílio, a deputada pede, no documento, que seja solicitada a busca e apreensão do celular do deputado.

 

O outro lado
Em sua rede social, Nikolas Ferreira se defendeu sobre o possível descumprimento da lei ao fazer uso de celular ao lado do ex-presidente, durante prisão domiciliar,

 

O parlamentar alegou que "não houve comunicação prévia de qualquer restrição ao uso de celular, nem por parte do Judiciário, nem pelos agentes responsáveis pela fiscalização, durante a visita". 

 

Na nota de esclarecimento sobre o episódio da visita ao ex-presidente, ele classificou o uso do drone para filmar a residência do ex-presidente como uma "invasão grave de privacidade" em um "ambiente privado". Nikolas Ferreira afirma que a atitude é "totalmente incompatível com qualquer padrão mínimo de ética jornalística".

 

Por fim, diz que o episódio revela mais sobre a "conduta invasiva da emissora" do que sobre a conduta de quem foi filmado, segundo o parlamentar, clandestinamente.

 

Alucinação e certa paranoia
Bolsonaro foi preso preventivamente pela Polícia Federal (PF), neste sábado (22), após determinação de Moraes. Na decisão, o ministro do STF citou eventual risco de fuga diante da tentativa de Bolsonaro de violar a tornozeleira eletrônica e da vigília convocada pelo seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, nas proximidades da casa onde o ex-presidente cumpria prisão domiciliar.

 

Na sexta-feira (21), véspera da prisão, o ex-presidente usou uma solda para tentar abrir a tornozeleira eletrônica, o que gerou alerta para a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seap), responsável pelo monitoramento do equipamento. 

 

No início da tarde deste domingo (23), ao participar de uma audiência de custódia por videoconferência, em Brasília, o ex-presidente relatou, que teve a “alucinação” de que tinha alguma escuta na tornozeleira eletrônica que usa por determinação judicial. Por este motivo, ele teria tentado abrir a tampa do dispositivo de monitoramento.

 

Jair Bolsonaro respondeu à justiça que teve uma “certa paranoia” de sexta (21) para sábado (22), em razão de medicamentos que estava tomando, receitados por médicos diferentes. Ele interpretou que estes interagiram de forma inadequada levando-o a mexer na tornozeleira com um ferro de soldar.

Esquerda avalia que prisão de Bolsonaro pode dividir direita, mas teme impacto de piora na saúde

 

Esquerda avalia que prisão de Bolsonaro pode dividir direita, mas teme impacto de piora na saúde

Por Juliana Arreguy | Folhapress

Esquerda avalia que prisão de Bolsonaro pode dividir direita, mas teme impacto de piora na saúde
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

A prisão de Jair Bolsonaro (PL) no sábado (22) divide opiniões entre quadros de esquerda. Muitos enxergam que o isolamento do ex-presidente pode deixar a direita dividida, mas também que eventual piora no quadro de saúde dele --que sofre com crises de soluços e vômitos-- possa atrair maior simpatia de eleitores indecisos.
 

Bolsonaro foi preso preventivamente por determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. A decisão citou risco de fuga para embaixada dos EUA e violação de tornozeleira eletrônica na madrugada.
 

O ex-presidente, que cumpria medida cautelar em casa e com monitoramento eletrônico desde 4 de agosto, foi levado para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde ficará preso em espaço com cama, banheiro privativo e uma mesa.
 

Publicamente, parlamentares e líderes partidários ouvidos pela Folha disseram que fica embaralhado o cenário político para 2026, já que a direita não conseguiu se unir, até o momento, em torno de um novo líder.
 

Sob reserva, alguns entendem que o delicado quadro de saúde do ex-presidente pode sensibilizar a população e citam, como exemplo, a facada da qual Bolsonaro foi vítima durante a campanha presidencial de 2018.
 

A maior exposição midiática e as imagens do então candidato no hospital teriam, segundo os políticos, despertado o sentimento de solidariedade entre as pessoas. Um líder partidário avaliou que manter Bolsonaro em prisão domiciliar --quando se iniciar o cumprimento de sua pena de 27 anos e três meses pela trama golpista-- geraria menos comoção do que mandá-lo para a carceragem.
 

O prazo para apresentação de novos recursos pelas defesas dos réus condenados no primeiro núcleo do julgamento da trama acaba nesta segunda (24). Integrantes do STF afirmam que Moraes poderá determinar já na terça-feira (25) onde Bolsonaro e os demais condenados deverão cumprir suas penas.
 

O ex-ministro José Dirceu dividiu opiniões no PT ao dizer, publicamente, que Bolsonaro deveria ficar em casa. Horas após a prisão, disse que a decisão significa "um recomeço" para o país. "O chefe da tentativa do golpe está preso", escreveu nas redes sociais.
 

Para Adriano Oliveira, professor e doutor em ciência política pela UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), o bolsonarismo apostará em paralelos com a prisão do presidente Lula (PT) em 2018, também em uma sala da Superintendência da PF, mas em Curitiba.
 

Lula foi enviado para o local porque o ex-juiz Sergio Moro (União Brasil), hoje senador pelo Paraná, determinou que ele ficasse separado dos presos comuns. Na ocasião, petistas reclamaram do isolamento e compararam o cárcere a uma solitária.
 

Segundo Oliveira, bolsonaristas tentarão mostrar Lula como um privilegiado por não ter sofrido das mesmas questões de saúde enfrentadas por Bolsonaro.
 

"Isso fortalece o discurso da direita contra o presidente Lula numa campanha eleitoral" e pode conquistar eleitores que não aderem a nenhum dos dois campos políticos, disse.
 

Moraes determinou que Bolsonaro receba atendimento médico "em tempo integral" e "em regime de plantão", sem necessidade de autorização prévia do STF para acessar o local.
 

Presidente nacional do PSOL, Paula Coradi acredita ser difícil pintar o ex-presidente como vítima, mesmo diante de um quadro de saúde frágil. "Afinal de contas, ele próprio sempre se mostrou contra esse tipo de discurso", disse ela à reportagem.
 

"Acho que a extrema direita vai tentar vitimizá-lo, mas ao mesmo tempo buscará uma saída eleitoral que garanta a eles a maioria no Senado, na Câmara ou até na Presidência", acrescentou.
 

O deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP), membro da executiva nacional petista, concorda que a direita deve apostar em novas lideranças, mas avaliou que isso deve ampliar disputas internas que já ocorrem entre aliados bolsonaristas.
 

"Há brigas na família [Bolsonaro] e entre a família e amigos. Há um descolamento visível de muitos em relação a ele. A tendência [com a prisão] é desidratar ainda mais a figura política dele", avaliou Tatto.
 

O vice-líder do PT na Câmara dos Deputados, Rogério Correia (MG), disse que o fato de Bolsonaro estar preso centraliza ainda mais no clã o poder de repassar informações e eventuais apoios. Para ele, isso reduz eventuais simpatias que o ex-presidente poderia ter por políticos que não sejam próximos de seus filhos ou de sua mulher, Michelle Bolsonaro (PL).
 

"Há um estranhamento entre a extrema direita e o centrão sobre quem pegará o espólio de Bolsonaro. Ele não perde a interlocução que já tem estando na cadeia, mas o fato de estar preso faz com que ele não fale mais publicamente, e tira dele o messianismo no qual a direita aposta", afirmou Correia.
 

Paula Coradi também disse que, com Bolsonaro preso, certas demandas políticas do clã -antes incontestáveis- se tornam mais suscetíveis a críticas e questionamentos. Ela citou como exemplo o caso do racha entre bolsonaristas na disputa ao Senado em Santa Catarina.
 

A decisão do ex-presidente de lançar o filho Carlos Bolsonaro, vereador no Rio de Janeiro, para senador do estado, rifou a candidatura da deputada federal Carol de Toni. Bolsonaro busca uma forma de dar foro especial a Carlos e vê no estado, o terceiro que mais deu votos a ele em 2022, maiores chances de conseguir elegê-lo.
 

Aliados de Carol criticaram publicamente o fato de ela ter de trocar de partido para tentar se lançar ao Senado, gerando briga com os filhos de Bolsonaro.
 

"Essa questão do Senado em Santa Catarina mostrou que já existe uma dispersão, que uma parte da extrema-direita não considera mais viável aceitar todas as imposições da família Bolsonaro para esse grupo político", afirmou ela.

Opinião: Lula "paga pra ver" com indicação de Messias ao STF, apesar de avisos contrários do Senado

segunda-feira, 24/11/2025 - 07h30

Por Fernando Duarte

Opinião: Lula "paga pra ver" com indicação de Messias ao STF, apesar de avisos contrários do Senado
Foto: Ricardo Stuckert/ PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva resolveu "pagar para ver" com a indicação de Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União, para o Supremo Tribunal Federal (STF). A formalização no dia da Consciência Negra foi um bônus para o discurso do "faça o que eu falo, mas não o que eu faço". Agora, Lula arrisca ser o primeiro presidente a ter uma indicação ao STF barrada pelo Senado em quase um século. E Messias pouco tem a ver com a situação.

Desde a vacância da cadeira de Luís Roberto Barroso, eram favas contadas a apresentação do advogado-geral do União para o STF. Todavia, o trajeto até a concretização da indicação mostra que Lula tem restrições entre os senadores e até mesmo o mago da política, Jaques Wagner, expôs as fragilidades na relação entre o governo e o Senado. O resultado prático foi a inclusão de temas sensíveis ao governo na pauta, uma retaliação bem típico do modelo Davi Alcolumbre de conduzir a Casa.

A recondução de Paulo Gonet na Procuradoria-Geral da República foi um presságio de que nem tudo são flores nessa relação. Aprovado por uma minoria apertada, Gonet foi um aviso de senadores do centrão para que Lula não considere o Senado submissa aos interesses do Palácio do Planalto. A eventual rejeição dele (algo improvável de acontecer) seria meramente um dano colateral para que o presidente entenda que ele não tem a mesma força de outrora. E, convenhamos, há tempos que não havia um candidato do Senado ao STF.

O ex-presidente da Câmara Alta, Rodrigo Pacheco, seria franco favorito a ser aprovado sem dificuldades para o STF se Lula o escolhesse. Não foi por falta de sinais, dado a insistência de Alcolumbre e dos pares em resistir à indicação de Messias. O mineiro em si não era um problema. A dificuldade era convencer os senadores que um par não é melhor do que uma espécie de "testa de ferro" do Planalto. E nisso o atual presidente do Congresso se fiou para pressionar, pressionar e pressionar Lula.

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, deu com a língua nos dentes em mais de uma oportunidade para antecipar o nome de Messias. Isso irritou profundamente Alcolumbre e o entorno mais próximo, criando uma rejeição inexistente ao nome do possível futuro ministro. Lula cozinhou em banho-maria a tensão até que desistiu de fazer uma composição e partiu para uma queda de braços declarada contra parte do Senado. Agora, para conseguir fazer com que Messias chegue ao STF, o presidente terá que gastar muito mais que lábia (leia-se emendas e acessos) para não entrar para a história por ter uma indicação rejeitada.

Para a esquerda, a nomeação de Messias também é um tapa na cara do discurso da diversidade. O potencial ministro é um homem branco, heterossexual e evangélico, características que o colocam completamente fora do escopo desejável por quem prega representatividade em espaços de poder. Formalizá-lo como indicado no feriado nacional da Consciência Negra foi o complemento ideal para desconstruir a narrativa que Lula é o símbolo que essa esquerda tanto prega.

"O Fenômeno Do Superendividamento No Ordenamento Jurídico Brasileiro" by EDSON CAMARA DE DRUMMOND ALVES JUNIOR

Academia.edu


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O Fenômeno Do Superendividamento No Ordenamento Jurídico Brasileiro
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Author Photo EDSON CAMARA DE DRUMMOND ALVES JUNIOR
2018, Vianna Sapiens
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Como foi acordar e descobrir que Jair estava preso?

 

Olá,

Onde você estava em 8 de janeiro de 2023? Você se lembra dos discursos de Jair Bolsonaro durante a pandemia? Você acompanhou a cruzada do deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos contra o próprio pais? E ontem, qual foi sua reação ao acordar e ver que Jair Bolsonaro foi preso preventivamente? Se você lê a Pública, eu tenho certeza de que você tem lembranças de tudo isso.


Nossa redação te contou essas histórias.


Na manhã de ontem, corremos para publicar informações sobre a prisão preventiva de Jair Bolsonaro. Esse é mais um capítulo do julgamento do ex-presidente, que acompanhamos de perto desde novembro passado, quando ele foi indiciado.


Mas além disso, essa história se relaciona com outras coberturas que fizemos por aqui ao longo dos anos, como as violações de direitos do povo brasileiro na pandemia e os violentos ataques de 8 de janeiro.


Tem também nossa extensa cobertura sobre a relação de Eduardo Bolsonaro com a extrema-direita dos Estados Unidos. A primeira reportagem que publicamos sobre o assunto é de 2019. Em maio deste ano, mostramos que Eduardo Bolsonaro e o comentarista Paulo Figueiredo estavam articulando sanções contra o STF nos Estados Unidos, com direito a duas visitas à Casa Branca.


Em julho, o ministro Alexandre de Moraes determinou que Jair Bolsonaro passasse a ser monitorado por uma tornozeleira eletrônica. A decisão foi justificada a partir da articulação de Jair e Eduardo Bolsonaro com o governo dos Estados Unidos. Agora, a prisão preventiva foi justificada por conta de uma ação de outro filho, o Flávio, que convocou uma vigília em apoio ao pai.


Nosso papel não é só te dar uma informação na hora em que as coisas acontecem. Aqui na Pública, a gente contextualiza, liga os pontos e registra a história.


2025 está no fim e foi um ano de muitos acontecimentos e muito trabalho. Se você considera que a Pública te ajudou a compreender o que rolou neste ano, eu tenho um pedido pra te fazer: faça parte do nosso programa de Aliados.


Nossa arrecadação junto aos leitores caiu nos últimos dois meses. Por isso, nós precisamos chegar a 2 mil pessoas nos apoiando mensalmente ainda em novembro. Faltam 50 pessoas para batermos a meta. Com R$ 20 por mês, você faz parte da nossa comunidade de Aliados, ganha recompensas exclusivas e garante que nossa equipe siga trabalhando pra te contar todas as reviravoltas do Brasil.


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