domingo, novembro 23, 2025

Bolsonaro recebe medicamentos na PF e gera polêmica nas redes após suposto uso de Viagra

 

Bolsonaro recebe medicamentos na PF e gera polêmica nas redes após suposto uso de Viagra

Por Redação

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Sede da PF em Brasília
Foto: Edu Mota / Bahia Notícias

O ex-presidente Jair Bolsonaro, preso preventivamente na Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) em Brasília desde a madrugada deste sábado (22), recebeu uma remessa de medicamentos de uso contínuo, entregue por sua equipe médica. A entrega, no entanto, gerou repercussão imediata nas redes sociais devido a um detalhe supostamente flagrado durante a cobertura da TV Globo.

 

A prisão preventiva foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sob a alegação de descumprimento de medidas cautelares, como a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica. A convocação de uma vigília política pelo senador Flávio Bolsonaro também teria sido um fator considerado pela decisão, sob o risco de uma possível fuga.

A defesa do ex-presidente informou que ele apresenta um quadro de saúde delicado, que inclui "episódios constantes de soluço gastroesofágico, dificuldade para respirar e uso de remédios que atuam no sistema nervoso central."

 

Contudo, a entrega dos medicamentos ganhou uma dimensão política após a circulação de imagens capturadas durante a cobertura televisiva do caso. Em uma das transmissões ao vivo da equipe médica entrando na PF, o conteúdo da sacola contendo os remédios teriam ficado visível, e observadores nas redes sociais alegaram ter identificado, entre os itens, uma caixa de citrato de sildenafila, popularmente conhecido como Viagra

O flagrante, não confirmado oficialmente, se tornou rapidamente um tópico de debate e ironia nas redes, dada a divergência com os problemas de saúde graves citados publicamente pela defesa de Bolsonaro.

 

Confira a reação de alguns internautas nas redes sociais:

Apesar das narrativas de opositores e apoiadores do ex-presidente, é fundamental ressaltar que o sildenafila, princípio ativo do medicamento, possui diversas aplicações médicas além do tratamento da disfunção erétil. O fármaco é frequentemente prescrito para o tratamento de hipertensão pulmonar, por atuar como vasodilatador, e pode ser utilizado em outras condições clínicas complexas.

 

Portanto, a presença do medicamento poderia estar relacionada ao tratamento de quadros como a "dificuldade para respirar" citada pela defesa, e não exclusivamente ao seu uso mais conhecido.

Bolsonaro, que estava em prisão domiciliar desde 4 de agosto por descumprimento de medidas impostas pelo STF após sua condenação a 27 anos e três meses de prisão na ação penal do "Núcleo 1" da trama golpista, segue detido na sede da PF, onde, por determinação de Moraes, deve ter assegurado atendimento médico integral.

 https://www.bahianoticias.com.br/noticia/310844-bolsonaro-recebe-medicamentos-na-pf-e-gera-polemica-nas-redes-apos-suposto-uso-de-viagra

Acordo da COP30 exclui plano de Lula contra fósseis, atende Europa e tem menção inédita a afrodescendentes

sábado, 22/11/2025 - 18h20

Por Jéssica Maes, João Gabriel, Gabriel Gama e Geovane Oliveira | Folhapress

Acordo da COP30 exclui plano de Lula contra fósseis, atende Europa e tem menção inédita a afrodescendentes
Foto: Bruno Peres | Folhapress

A decisão de mutirão, o mais importante documento da COP30 —a conferência sobre mudança climática das Nações Unidas—, excluiu o plano impulsionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para reduzir o uso de combustíveis fósseis, após o entrave sobre este tema ameaçar implodir a negociação.
 

O texto, aprovado na tarde deste sábado (22) após a construção de um acordo durante a madrugada, também atende aos interesses da Europa com uma redação branda para o aumento de recursos para adaptação.
 

Por outro lado, o documento traz um reconhecimento inédito da importância das comunidades afrodescedentes no combate à mudança climática e também dos territórios indígenas, e menciona também questões de gênero.
 

Como mostrou a Folha de S.Paulo, a decisão de mutirão foi uma estratégia da presidência da COP30 para aglutinar em um só debate os quatro temas mais polêmicos das negociações climáticas: financiamento, metas mais ambiciosas de descarbonização, as medidas unilaterais de comércio e os relatórios de transparência.
 

MAPA DO CAMINHO DOS COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS
 

A ideia do chamado mapa do caminho para o fim dos combustíveis fósseis —concebida pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva— não estava originalmente na agenda da cúpula, nem prevista para ser tratada neste espaço, mas ganhou tração após ser repetidamente defendida pelo presidente Lula.
 

A inclusão formal da proposta nas negociações aconteceu na primeira versão da decisão de mutirão, após pleitos da Colômbia, que angariou o apoio de diversos países neste tema, inclusive a União Europeia.
 

Os países árabes, liderados pelos sauditas, reagiram e afirmaram que não aceitariam qualquer menção a combustíveis fósseis neste documento, ameaçando inclusive travar as outras negociações da conferência.
 

No segundo rascunho, a presidência brasileira retirou este mapa do caminho do texto, o que aumentou a tensão entre os países e ameaçou implodir toda a negociação. Diplomatas viraram a madrugada deste sábado em reuniões, até chegar a um acordo, que finalmente, excluiu o plano contra fósseis do texto.
 

O plano para acabar com o desmatamento também ficou fora da decisão de mutirão. A exclusão é especialmente simbólica, considerando que essa é a primeira edição da COP na amazônia.
 

O texto menciona apenas a importância de "conservar, proteger e restaurar a natureza e os ecossistemas", inclusive "por meio de esforços intensificados para deter e reverter o desmatamento e a degradação florestal até 2030".
 

Segundo o presidente da COP30, André Corrêa do Lago, o roteiro para o fim do uso de petróleo, carvão e gás será organizado como uma iniciativa do Brasil ao longo do próximo ano.
 

"Vai ser uma iniciativa da presidência brasileira", disse o embaixador ao portal Amazônia Vox, poucas horas antes do tratado ser divulgado. Oficialmente, o país segue no comando das negociações climáticas até o início da próxima COP, que vai acontecer de 9 a 20 de novembro do ano que vem na Turquia.
 

O texto abre uma brecha para essa iniciativa, decidindo que a presidência brasileira da COP irá atuar com as chefias das edições de 2024 e 2026 da conferência na "Missão Belém para 1,5°C" —em referência à meta mais ambiciosa do Acordo de Paris, de frear o aquecimento global.
 

Os diplomatas trabalharão para "viabilizar a ambição e a implementação" das metas climáticas e planos de adaptação nacionais e "refletir sobre a aceleração da implementação, da cooperação internacional e do investimento" para cumprir essas metas. O relatório será elaborado resumindo o trabalho, a ser apresentado na COP31, na Turquia.
 

Ainda nesta linha, a decisão lança também o Acelerador Global de Implementação, outra parceria entre as presidências da COP30 e COP31.
 

Ao final da votação da decisão de mutirão, Corrêa do Lago anunciou que criaria, por iniciativa da presidência —e, portanto, sem obrigação de ser debatida ou adotada pelos demais países— os mapas do caminho para redução de fósseis e do desmatamento.
 

FINANCIAMENTO
 

Os países em desenvolvimento exigem que as nações ricas, maiores responsáveis pelas mudanças climáticas, cumpram o Acordo de Paris e liderem o fluxo de dinheiro, principalmente na forma de doações, troca de dívida ou empréstimo a juros muito baixos.
 

Este é, historicamente, o principal entrave das conferências, e a decisão de mutirão atende tanto os países ricos, mas também alguns pleitos dos em desenvolvimento.
 

O texto trouxe avanços tímidos no financiamento para adaptação climática, acordando que as nações deverão fazer esforços para ao menos triplicar o financiamento para esta área até 2035 —o rascunho anterior tinha um prazo menor, até 2030.
 

No entanto, não explicita valores nem o papel dos governos em mobilizar esses repasses, o que atende a uma demanda da Europa.
 

Por outro, o documento cita uma demanda de países em desenvolvimento por criar um programa de trabalho de dois anos sobre financiamento climático, "incluindo o artigo 9, parágrafo 1, do Acordo de Paris".
 

Este parágrafo é o que determina a obrigação dos países ricos em repassar recursos para as nações menores, e enfrentava resistência sobretudo dos europeus.
 

O texto ainda reconhece que as metas de financiamento climático acordadas até aqui jamais foram cumpridas —os países ricos discordam dessa tese e tentavam barram que ela fosse citada.
 

O enviado climático do Quênia, Ali Mohamed, disse que a COP em Belém reafirmou tanto a urgência da ação climática quanto os riscos desproporcionais enfrentados pelos mais vulneráveis.
 

"O Quênia —e a África— estão prontos para liderar a transição para energia limpa, mas resiliência e adaptação não podem continuar sendo pensamentos secundários", afirmou. "Os países desenvolvidos precisam finalmente cumprir seus compromissos de financiamento, especialmente para adaptação".
 

O acordo insta as nações desenvolvidas a "aumentarem a trajetória de sua provisão coletiva de financiamento climático para adaptação aos países em desenvolvimento".
 

Pouco tempo depois dos primeiros rascunhos finais serem publicados, o comissário europeu de Meio Ambiente, Wopke Hoekstra, disse que não esconderia o fato que desejava um acordo mais ambicioso, mas que o acordo está na direção certa.
 

"É muito claro que devemos estar junto com nossos amigos das nações mais pobres. E o que estamos fazendo é dar um passo significativo em termos de ajuda financeira para a adaptação dessas nações", disse à imprensa, acrescentando que tempos políticos complexos ressaltam a importância do multilateralismo. "Há um valor intrínseco, por mais difícil que seja, de buscar a convergência".
 

MEDIDAS UNILATERAIS DE COMÉRCIO
 

O documento atende a pleitos da China e de outros países asiáticos para que se crie um espaço nas discussões climáticas onde medidas unilaterais de comércio possam ser debatidas.
 

Este item enfrentava resistência da Europa, que é o bloco que mais faz uso deste instrumento, notadamente com seu mecanismo de ajuste de fronteira que cobra um valor extra para produtos importados relacionado à emissão de CO2.
 

O texto "requisita que grupos subsidiários realizem um diálogo [...] para considerar oportunidades, desafios e barreiras em relação a aprimorar a cooperação internacional relacionada ao papel do comércio".
 

A chamada Decisão de Mutirão também celebra os dez anos do Acordo de Paris, cobra os países que ainda não entregaram as suas metas climáticas a fazê-lo e, no que parece uma provocação aos Estados Unidos, "expressa esperança" que o acordo alcance novamente quase todos os países existentes.

Defesa de Bolsonaro diz que tornozeleira foi usada para “humilhação” e nega risco de fuga após prisão preventiva

 

Defesa de Bolsonaro diz que tornozeleira foi usada para “humilhação” e nega risco de fuga após prisão preventiva
Foto: Agência Brasil

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado (22) que o uso da tornozeleira eletrônica teve como objetivo “causar humilhação” e que a hipótese de fuga, citada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao determinar sua prisão preventiva, seria apenas uma “narrativa” para justificar a detenção.

 

Bolsonaro foi preso preventivamente pela Polícia Federal (PF) após decisão de Moraes, que apontou a tentativa de violação do equipamento de monitoramento como um dos elementos que fundamentaram a nova ordem de prisão. “Símbolo da pena infamante”, diz a defesa

 

Ao deixar a Superintendência da PF no Distrito Federal, onde Bolsonaro está detido, o advogado Paulo Cunha Bueno criticou duramente a medida. “Essa questão de tornozeleira é uma narrativa que tenta justificar o injustificável. O presidente Bolsonaro não teria, de forma alguma, como evadir-se da sua casa. Ele tem uma viatura armada com agentes federais 24 horas por dia”, afirmou.

 

“A tornozeleira eletrônica tornou-se, neste caso, o símbolo da pena infamante. Sua finalidade foi apenas causar humilhação ao ex-presidente. Não havia qualquer necessidade.”

 

Cunha Bueno ainda alegou que o ex-presidente é idoso, com “problemas graves de saúde” decorrentes da facada sofrida em 2018, e comparou o tratamento a ele dispensado com o do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que cumpre prisão domiciliar devido a problemas médicos.

 

“É inconcebível que Collor esteja em casa por apneia do sono e Parkinson, enquanto Bolsonaro é submetido a uma prisão vergonhosa.”

 

A defesa reagiu um dia após Bolsonaro ter usado um ferro de solda para tentar abrir a tornozeleira eletrônica, ação que gerou alerta à Secretaria de Administração Penitenciária do DF (Seape) e motivou Moraes a determinar que os advogados esclareçam o episódio em 24 horas.

 

A violação do equipamento também foi mencionada na decisão que autorizou a prisão preventiva, na qual o ministro afirmou que a situação, somada à convocação de apoiadores para uma vigília em frente à casa de Bolsonaro, feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), poderia gerar “tumulto” e até facilitar “eventual tentativa de fuga”.

 

Bolsonaro está preso preventivamente, mas não em razão da pena de 27 anos e três meses imposta no processo da trama golpista. A ordem deste sábado decorre de outra investigação, ligada ao descumprimento de medidas cautelares já fixadas no STF.

 

A Primeira Turma rejeitou na semana passada os embargos de declaração apresentados pelo ex-presidente e mais seis réus para tentar reverter as condenações. As defesas têm até este domingo (23) para apresentar os últimos recursos. Caso sejam novamente rejeitados, as prisões para início do regime fechado poderão ser executadas.

 

A defesa também havia pedido prisão domiciliar humanitária, alegando necessidade de acompanhamento médico contínuo, mas o pedido foi negado por Moraes. Os advogados informaram que recorrerão da nova prisão preventiva.

 

Bolsonaro cumpria prisão domiciliar desde 4 de agosto, por descumprir medidas cautelares impostas no inquérito que investiga a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para buscar apoio do governo de Donald Trump contra decisões do STF.

Trump diz que prisão de Bolsonaro 'é uma pena'

 

Trump diz que prisão de Bolsonaro 'é uma pena'

Por Folhapress

22/11/2025 às 17:15

Atualizado em 22/11/2025 às 19:17

Foto: Reprodução/Arquivo

Imagem de Trump diz que prisão de Bolsonaro 'é uma pena'

Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado que não tinha ficado sabendo da prisão de Jair Bolsonaro (PL) e que é uma pena.

O ex-presidente brasileiro foi preso preventivamente na manhã deste sábado (22), em Brasília, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

O republicano foi questionado sobre a prisão pelo jornalista Mathias Brotero, correspondente da Record em Washington.

Em um primeiro momento, ele diz que não estava a par. Depois indaga se foi isso que aconteceu e diz: "É uma pena".

Considerado um aliado pelo bolsonarismo, Trump impôs uma sobretaxa sobre produtos brasileiros no fim de julho, citando Bolsonaro e dizendo que o ex-presidente sofria perseguição de Alexandre de Moraes.

Um dos fundamentos usados pelo ministro Alexandre de Moraes para decretar a prisão preventiva do ex-presidente foi o risco de fuga.

O magistrado diz que o trajeto de 13 quilômetros entre a casa onde Bolsonaro cumpria prisão domiciliar e o Setor de Embaixadas Sul é percorrível em menos de 15 minutos.

Politica Livre

Governador Ronaldo Caiado é internado com arritmia após comentar prisão de Bolsonaro

 

Governador Ronaldo Caiado é internado com arritmia após comentar prisão de Bolsonaro

Por Redação

22/11/2025 às 18:15

Foto: Reprodução/Arquivo

Imagem de Governador Ronaldo Caiado é internado com arritmia após comentar prisão de Bolsonaro

Ronaldo Caiado

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), foi internado neste sábado (22) no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, após apresentar um quadro de arritmia cardíaca. Segundo nota da equipe médica, assinada pela cardiologista Ludhmila Hajjar, ele está estável e consciente, passando por monitorização contínua. Os exames indicaram a necessidade de uma ablação para corrigir o distúrbio cardíaco, procedimento programado para as próximas 48 horas. A informação é do G1.

Mais cedo, antes da internação, Caiado havia comentado nas redes sociais sobre a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, classificando o episódio como “mais um triste capítulo da vida política nacional”. Ele manifestou solidariedade ao ex-presidente e afirmou acreditar que a decisão será revista pelo Supremo Tribunal Federal. Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes citou violação da tornozeleira de Bolsonaro e risco de fuga como justificativas para a prisão.

Com a nova fase do processo, o STF cancelou todas as visitas previamente autorizadas a Bolsonaro, incluindo a de Caiado, que estaria entre os 26 nomes habilitados a encontrá-lo. Enquanto segue em observação no hospital, o governador apresenta boa evolução clínica e permanecerá sob cuidados especializados até a realização do procedimento cardíaco.

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