sexta-feira, outubro 24, 2025

TJ-BA publica novo provimento que redefine regras da execução penal e reforça controle sobre superlotação carcerária na Bahia

 

TJ-BA publica novo provimento que redefine regras da execução penal e reforça controle sobre superlotação carcerária na Bahia

A medida tem como foco padronizar procedimentos judiciais, reforçar a segurança nas unidades prisionais e combater a superpopulação carcerária

Por Política Livre

24/10/2025 às 07:46

Imagem de TJ-BA publica novo provimento que redefine regras da execução penal e reforça controle sobre superlotação carcerária na Bahia

Foto: Divulgação

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), por meio da Corregedoria-Geral da Justiça, publicou o Provimento nº 05/2025, assinado pelo corregedor-geral, desembargador Roberto Maynard Frank, com novas diretrizes para a execução penal no Estado. A medida tem como foco padronizar procedimentos judiciais, reforçar a segurança nas unidades prisionais e combater a superpopulação carcerária.

O documento estabelece normas para a tramitação das execuções penais, o uso do Sistema Eletrônico de Execução Unificado (SEEU), e define novas competências para as varas de execução penal em diversas comarcas do estado, como Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Juazeiro e Teixeira de Freitas. Também detalha o fluxo de emissão e controle das guias de execução e recolhimento de presos, o tratamento de penas de multa, medidas de segurança e acordos de não persecução penal (ANPP).

Segundo o desembargador Roberto Maynard Frank, o provimento busca adequar a execução penal “à nova realidade prisional do estado”, garantindo maior rigor, transparência e celeridade na tramitação dos processos. A norma também atende a resoluções recentes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), como as de nº 280/2019, 417/2021, 474/2022 e 487/2023, que tratam da governança do sistema penal, da política antimanicomial e da organização das informações sobre prisões e medidas penais no país.

Um dos pontos centrais do provimento é a definição do Conjunto Penal de Serrinha como estabelecimento de segurança máxima, destinado à custódia de presos em regime fechado e provisórios considerados de alta periculosidade. O local também concentrará presos submetidos ao Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), medida aplicada a detentos envolvidos em facções criminosas, atos violentos ou tentativas de fuga.

O texto determina que a transferência de presos para Serrinha só poderá ocorrer mediante decisão judicial fundamentada, respeitando critérios como risco à integridade física, envolvimento com organizações criminosas ou incidentes graves dentro do sistema prisional. O período de permanência no RDD será de até dois anos, podendo ser renovado em casos excepcionais.

A norma também orienta a transferência de presos condenados que ainda se encontram em delegacias para unidades prisionais adequadas, no prazo de até sete dias após a comunicação da condenação.

Além disso, o documento prevê a atuação conjunta entre o TJ-BA, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), a Secretaria de Segurança Pública (SSP) e a Polícia Civil, a partir de um ofício conjunto que fixou diretrizes emergenciais para mitigar a superlotação nas carceragens e presídios baianos.

O provimento também consolida o uso do SEEU e do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP 3.0) como plataformas obrigatórias para o cadastramento, controle e acompanhamento de todas as execuções penais e medidas de segurança. As varas de execução penal passam a ter responsabilidade direta pela atualização constante dos dados dos apenados e pela correta emissão dos atestados de pena a cumprir, evitando discrepâncias e atrasos.

Com a nova regulamentação, o Tribunal de Justiça da Bahia busca unificar práticas, reduzir burocracias e fortalecer o controle sobre o cumprimento das penas, em sintonia com as diretrizes nacionais e com a política de racionalização e humanização do sistema prisional brasileiro

Politica Livre

Gleisi avisa Motta que não pagará R$ 1 bi de emendas por problemas com o TCU

 

Gleisi avisa Motta que não pagará R$ 1 bi de emendas por problemas com o TCU

Por Mônica Bergamo/Folhapress

24/10/2025 às 07:00

Atualizado em 24/10/2025 às 10:08

Imagem de Gleisi avisa Motta que não pagará R$ 1 bi de emendas por problemas com o TCU

Foto: José Cruz/Agência Brasil

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffman (PT-PR), avisou ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), que não vai pagar cerca de R$ 1 bilhão de emendas de comissão aprovadas por parlamentares. O desembolso estava previsto para esta quinta (23).

A decisão deve frustrar os deputados e aumentar o descontentamento com o governo, que já enfrenta dificuldades para aprovar suas propostas.

O pagamento será suspenso por recomendação da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). A informação foi dada à ministra pelo Secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron.


O órgão indicou que é um risco para Gleisi liberar os recursos diante do posicionamento de ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o cumprimento da meta fiscal pelo governo.

A meta estabelecida pelo arcabouço fiscal é a de déficit zero. Ela prevê, no entanto, uma flutuação, que permite que o déficit seja de R$ 31 bilhões, ou 0,25% do PIB.

O déficit hoje é de R$ 26,2 bilhões _inferior, portanto, ao piso. No entendimento do governo, a manutenção desse saldo negativo, embora indesejada, está dentro da lei.

O TCU já afirmou, no entanto, que o correto seria o governo perseguir o centro da meta, ou seja, o déficit zero.

O ministro do TCU Benjamin Zymler autorizou o governo a perseguir o piso da meta neste ano, desobrigando-o de fazer cortes para alcançar o déficit zero.

Outros ministros, no entanto, já sinalizaram que podem divergir. Na sessão desta quarta-feira (22), o ministro Jhonatan de Jesus pediu vista do processo por 30 dias, o que adia a análise definitiva pelo colegiado.

A indefinição gerou insegurança nos técnicos do governo: caso o entendimento prevaleça, serão necessários cortes de R$ 26,2 bilhões para que a meta de déficit zero seja alcançada.

Diante disso, a PGFN optou por recomendar a Gleisi um freio na liberação dos recursos previstos nas emendas dos parlamentares.

Politica Livre

Falta muita coisa no Congresso, que não entende o significado de ética

Publicado em 23 de outubro de 2025 por Tribuna da Internet

Explique a charge usando conceitos de ética e moral: - brainly.com.br

Charge do Pelicano (Arquivo Google)

Vicente Limongi Netto

Ética é um conjunto de valores morais. Desta forma, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados errou feio, absolvendo o deputado fujão do processo de cassação. A decisão fere a democracia, insulta o bom senso e apequena mais ainda a Câmara aos olhos da nação.

O relator, deputado/delegado Marcelo Freitas, foi vice líder do governo Jair Bolsonaro. É amigo do clã Bolsonaro. Foi parcial e irresponsável no parecer. Um absurdo. Alegar que Eduardo Bolsonaro está protegido pela imunidade parlamentar é uma excrescência. Imunidade não significa imoralidade, leviandade e torpeza sem precedentes.

As ações e declarações nada republicanas do deputado fujão, nos Estados Unidos, insultando a soberania, o governo e o Supremo Tribunal Federal (STF), são mostras de um papel de moleque desprezível e ordinário. Sandices que jamais poderão contar com a tolerância da sociedade brasileira.

UNIÃO DE ESFORÇOS– No debate do Lide Brasília, presidido pelo empresário Paulo Octávio, o governador Ronaldo Caiado reforçou a união entre Brasília e Goiás em torno de assuntos econômicos que visem ao desenvolvimento.

Participando dos trabalhos, o presidente da Fecomércio de Brasília, José Aparecido Freire, afirmou que “nos últimos sete anos e meio, Brasília e Goiás realmente passaram a atuar de forma conjunta, com resultados expressivos também para o setor empresarial”.

IMPOSTO DE RENDA – O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos(CAE), senador Renan Calheiros (MDB-AL), afirma que o Senado não trabalha de costa para a população e, portando, está confiante de que o projeto que isenta do Imposto de Renda quem ganha até 5 mil reais, depois de amplamente discutido em audiências públicas, será aprovado pela Câmara Alta, sem necessidade de ser apreciado para a Câmara dos Deputados.

O líder do governo, senador baiano Jaques Wagner, concorda com Calheiros. Hoje, o presidente da OAB Nacional, Beto Simonetti, foi à comissão declarar o apoio da entidade a iniciativa.

BELA AMIZADE – Minha alma e meu coração ficaram emocionados com a demonstração da cativante e desinteressada amizade entre a vice-governadora, Celina Leão, e Michelle Bolsonaro (Capital S/A – Correio Braziliense – 22/10).

Alegres, faceiras e encantadas como duas radiantes adolescentes, foram ao salão de beleza e colocaram cabelos, unhas e pés em dia. entre brincadeiras e sorrisos. Adeus, cutículas. Tudo com ternura divertida.

Mostraram que São João Evangelista, o padroeiro da amizade tem razão. Celina e Michelle sabem que nada substitui o afeto, a bondade e o carinho. 

POESIA É VIDA – Tanta amizade entre Celina e Michelle até despertaram aquele meu lado poético:

ETERNA PRESENÇA

Meus travesseiros falam,
Conversam com teu coração,
Trocam olhares e saudades.
Sorriem com o vento carinhoso
Acariciando meu rosto,
Sinto tua alma presente,
Aperto as mãos no peito,
Feliz com teu aceno do céu. 

Após arquivamento de processo, Gleisi acusa Câmara de blindar Eduardo Bolsonaro

Publicado em 23 de outubro de 2025 por Tribuna da Internet

Ministra criticou parlamentares da oposição

Luis Felipe Azevedo
O Globo

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), criticou a decisão da Comissão de Ética da Câmara dos Deputados de arquivar o processo disciplinar instaurado contra Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por quebra de decoro parlamentar. Para Gleisi, o posicionamento desta quarta-feira é “vergonhoso”, um “estímulo aos golpistas” e um “desserviço à democracia”.

“Desde quando conspirar com um governo estrangeiro contra o Brasil virou prerrogativa de parlamentar? Desde quando trair a pátria deixou de ser crime? Foi isso que Eduardo Bolsonaro fez, sem o menor pudor, desde que fugiu para os Estados Unidos. É simplesmente vergonhoso que a maioria do Conselho de Ética da Câmara tenha votado pelo arquivamento da representação contra o deputado traidor. Deixar seus crimes impunes é um estímulo aos golpistas e um desserviço à democracia e ao país”, escreveu Gleisi no X.

“IMUNIDADE” – O placar foi de 11 votos pelo arquivamento e 7 contrários. A decisão do colegiado está de acordo com o parecer do Delegado Marcelo Freitas (União-MG), que apresentou uma argumentação a favor da improcedência da denúncia. Após a discussão do tema, o relator defendeu novamente sua posição: “Este Conselho de Ética não pode ser censor de palavras ditas no Brasil ou no exterior. Entendemos que o caso está acobertado pela imunidade parlamentar”, afirmou Freitas.

O deputado recebeu o link para participar da reunião, mas não compareceu. O presidente do colegiado, Fábio Schiochet (União Brasil-AP), confirmou que ele teria direito a fazer o uso da palavra, mas preferiu não entrar na sessão.

A representação, apresentada pelo PT, acusava o parlamentar de usar o mandato para atacar as instituições democráticas — especialmente o Supremo Tribunal Federal (STF) — e de tentar influenciar autoridades estrangeiras a impor sanções econômicas ao Brasil.

EXPOSIÇÃO – Segundo o partido, as declarações de Eduardo teriam “desacreditado o sistema democrático brasileiro” e “exposto o país a constrangimento internacional”, em meio a decisões do STF que atingiram aliados do bolsonarismo. Na representação, o PT sustenta que “a imunidade parlamentar não é um salvo-conduto para a prática de atos atentatórios à ordem institucional, tampouco um manto protetor para discursos de incitação à ruptura democrática”.

Fora do país há sete meses, Eduardo Bolsonaro também pode perder o mandato por faltas injustificadas. A tramitação do caso foi marcada por atrasos — a votação do relatório chegou a ser adiada porque Schiochet não estava em Brasília na semana passada.

Reabertura de inquérito contra Valdemar Costa Neto amplia tensão no bolsonarismo



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