quinta-feira, outubro 23, 2025

Na Indonésia, Lula critica protecionismo e confirma disputa por quarto mandato



O gesto de Fux e o eco político de uma mudança no Supremo


Mesmo preso, Bolsonaro planeja dominar o Senado e enquadrar o STF em 2026

Publicado em 23 de outubro de 2025 por Tribuna da Internet

Bolsonaro avaliza nomes que concorrerão nas eleições de 2026

Guilherme Caetano
Estadão

A um ano das eleições de 2026, Jair Bolsonaro (PL) tem articulado candidaturas ao Senado com aliados que recebe em sua casa em Brasília, onde cumpre prisão domiciliar. As visitas são feitas mediante autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).

A eleição ao Senado é considerada crucial pelo ex-presidente, uma vez que alcançar a maioria das cadeiras pode dar poder ao bolsonarismo de contra-atacar o STF com o impeachment de ministros. Bolsonaro já disse em público que, se tiver mais de 50% de cadeiras no Congresso, vai “mandar mais que o presidente da República”, ainda que ele esteja fora do jogo.

RUBRICA DE BOLSONARO – Os pré-candidatos que vêm procurando o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, para tentar viabilizar a candidatura costuma ouvir dele, segundo relatos feitos ao Estadão, que a escolha passa necessariamente pelo ex-presidente, por se tratar de uma eleição fundamental para se aprovar o impeachment de ministros do STF — uma espécie de fixação do bolsonarismo.

O ex-presidente está convicto de que sua esposa, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, deve concorrer a uma vaga no Senado, de acordo com o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que o visitou na sexta-feira, 17. Este cenário a colocaria fora da disputa presidencial, para a qual é cotada.

“Em Brasília está muito definido que a Michelle é candidata ao Senado. Isso está muito cristalizado na mente dele (Bolsonaro). Ele entende que (é) para proteger a Michelle, (porque) as pessoas sempre saem do Executivo com problemas judiciais infinitos. É proteção de marido”, afirma Sóstenes.

“DESAPEGO” – Uma aliada de Michelle diz, sob reserva, que uma eventual candidatura da ex-primeira-dama “não vai partir dela, mas se Bolsonaro pedir”, e que ela tem manifestado o desapego em declarações públicas que tem dado. Num evento do PL em Rondônia em setembro, por exemplo, ela afirmou que “não quer ser presidente, quer ser primeira-dama”.

Bolsonaro vem confundindo aliados com sinais trocados em relação a Michelle, uma vez que ele já sugeriu que a esposa seja vice em uma chapa encabeçada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao Palácio do Planalto.

De qualquer forma, ele disse que nenhum anúncio de candidatura à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode ser feito antes de fevereiro do ano que vem, segundo parlamentares que estiveram com ele no mês passado.

DILEMA – O Estado de São Paulo se tornou um dilema para o bolsonarismo. O nome mais forte para o pleito é do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se mudou para os Estados Unidos em março e não deve voltar ao Brasil tão cedo. Em 2018, ele foi o deputado federal mais votado da História, com 1,84 milhão de votos; em 2022, teve 741 mil votos, atrás apenas de Guilherme Boulos (PSOL, com 1 milhão de votos) e Carla Zambelli (PL, 946,2 mil votos)

Bolsonaro discutiu com Sóstenes um cenário sem o filho, em que o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PP), e o deputado federal Marcos Feliciano (PL) foram mencionados como competitivos. Assim como em outros Estados governados por aliados, um dos nomes da chapa ao Senado é indicação do governador (no caso, Derrite é escolha de Tarcísio), e o outro fica a cargo de Bolsonaro.

FORA DO CONTROLE – O pleito paulista, no entanto, pode acabar sendo disputado fora do controle do ex-presidente. Isso porque o deputado federal Ricardo Salles (Novo) — o quarto deputado federal mais votado no Estado em 2022, com 640,9 mil votos — deve sair candidato sem a bênção do ex-presidente, o que pode prejudicar o PL.

A chapa em São Paulo é diretamente dependente da decisão de Tarcísio de disputar ou não a Presidência da República. Sem o governador na corrida pela reeleição, abre espaço para Bolsonaro emplacar um nome competitivo. “Derrite e eu estaremos juntos na chapa de Senado por São Paulo, e, caso Tarcísio concorra a presidente, um de nós concorrerá a governador”, diz Salles.

A situação no Rio de Janeiro é uma das mais opacas para o PL. Isso porque o governador Cláudio Castro (PL) tem prioridade na decisão por se candidatar ao Senado ao lado de Flávio Bolsonaro (PL), que tenta a reeleição. Mas a desistência de Castro é levada em conta, e o partido discute alternativas como Carlos Portinho (PL), que se elegeu suplente e conquistou a cadeira titular, e o próprio Sóstenes.

CHAPA – “O presidente Bolsonaro vai indicar as candidaturas ao Senado no PL, e nós temos uma conversa adiantada para formar a chapa com o Flávio. Espero ter esse compromisso final do presidente Bolsonaro”, afirma Portinho, que está à espera da autorização do STF para visitar o ex-presidente na prisão domiciliar para ter o seu aval.

O ex-presidente também está certo sobre o filho Carlos Bolsonaro (PL), vereador pelo Rio, concorrer em Santa Catarina. A família tem apelado ao Estado, considerado o mais bolsonarista do País, para eleger com facilidade seus membros. Jair Renan Bolsonaro, o quarto filho do ex-presidente, elegeu-se vereador por Balneário Camboriú sem ter vínculos com a cidade.

“Bolsonaro não abre mão do Carlos ser candidato para Santa Catarina e não quer ele em outro Estado. (A segunda vaga) depende um pouco das negociações do governador, porque ele tem sua autonomia, é do nosso partido. São composições que ele tem que fazer com outros partidos”, diz Sóstenes.

ARTICULAÇÃO – Além das conversas sobre o Senado, Bolsonaro tem aproveitado as visitas com aliados para cobrar maior articulação entre presidentes de partidos de direita contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de olho nas eleições de 2026.

Ainda que preso e fora da disputa, o ex-presidente trabalha para manter a influência sobre o futuro do pleito — e seus apoiadores sabem que o apoio “oficial” do líder pode ajudá-los nas urnas.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Ainda bem que sonhar não é proibido e não paga imposto. Bolsonaro precisa esquecer a política e tratar da saúde, antes que seja tarde demais. (C.N.)

AGU é favorável à extradição de Zambelli, que agora depende do governo Meloni


Parlamentar está presa cautelarmente no país europeu

Jeniffer Gularte
O Globo

A Advocacia-Geral da União (AGU) afirma que o Ministério Público da Itália deu parecer favorável à extradição da deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP). A parlamentar está presa cautelarmente no país europeu, por decisão da Corte de Apelação de Roma, que considerou haver grave risco de fuga.

A Advocacia-Geral da União (AGU) atua no processo de extradição de Zambelli para garantir que sejam cumpridas determinações da Justiça brasileira. Zambelli foi para a Itália logo após o Supremo Tribunal Federal (STF) decretar sua prisão preventiva no Brasil. A parlamentar foi condenada pela Corte em junho a 10 anos de prisão por falsidade ideológica e invasão do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

CAMINHO PARA EXTRADIÇÃO –  De acordo com integrantes do Judiciário que acompanham processos de extradição, o caminho para trazer Zambelli de volta ao país pode levar de um ano e meio a dois anos — e depende não apenas de decisões judiciais, mas também de avaliação política do governo de direita de Giorgia Meloni.

Com a prisão em território italiano, a primeira análise cabe ao Ministério da Justiça da Itália, feita agora. A partir daí, cabe manifestação da defesa de Zambelli. O caso é então julgado novamente pela Corte de Apelação, que analisa os fundamentos legais para a extradição. Se uma das partes não concordar com a decisão, pode recorrer à Corte de Cassação, instância superior do Judiciário italiano.

CARÁTER POLÍTICO – Mesmo que a Justiça italiana autorize a extradição, a palavra final é do Ministério da Justiça — o mesmo que pode recusar o pedido na origem. Essa etapa tem caráter político: o governo italiano decide se entrega ou não a parlamentar ao Brasil.

O atual governo italiano, liderado por Giorgia Meloni, é de direita e ideologicamente alinhado a parte da base política de Zambelli. Por isso, mesmo com o aval da Justiça, há margem para resistência política à extradição.

Caso o governo decida pela extradição, a defesa de Zambelli ainda pode contestar a medida junto ao Tribunal Administrativo Regional (TAR) do Lácio, com sede em Roma. Em seguida, é possível apresentar novo recurso ao Conselho de Estado, última instância da Justiça administrativa italiana.


Flávio Bolsonaro vê ofensiva de Moraes para tornar Valdemar inelegível e enfraquecer o PL


Defesa de Bolsonaro minimiza impacto da mudança de turma de Fux no STF


Fux segue no radar dos processos de Bolsonaro

Bela Megale
O Globo

Advogados que integram a defesa de Jair Bolsonaro também foram surpreendidos com o pedido de mudança de turma do ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux, mas avaliam que o movimento não trará repercussão para o caso do ex-presidente na trama golpista.

A leitura feita por Paulo Cunha Bueno, um dos defensores do capitão reformado, é que Fux “permanece vinculado aos processos” da tentativa de golpe que já começou a julgar. O magistrado foi o único da Primeira Turma que votou pela absolvição do ex-presidente, ficando vencido por quatro a um.

CONTRADIÇÃO – O voto de Fux foi considerado contraditório pelos seus colegas, por contrariar posições que ele próprio havia sustentado em centenas de julgamentos dos atos golpistas de 8 de janeiro. Além disso, a avaliação é que o voto de Fux abasteceu o discurso bolsonarista nos ataques ao STF e aos seus ministros.

Como informou a colunista Malu Gaspar, mesmo tendo pedido a transferência da Primeira para a Segunda Turma, Fux pretende participar dos julgamentos relacionados aos núcleos da trama golpista, inclusive da análise dos recursos de Bolsonaro contra a decisão que o condenou no mês passado a 27 anos de prisão.

VÍNCULO – A interlocutores, Fux tem dito que segue vinculado aos julgamentos de todos os núcleos da trama golpista, inclusive de recursos e revisões criminais. O precedente existe: há no STF casos em que ministros pediram vista e retornaram ao colegiado para votar em processos antigos.

Integrantes da Primeira Turma, no entanto, afirmam que existe dúvida se Fux poderá participar desses julgamentos, em especial, daqueles núcleos nos quais ele não terá votado.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Realmente, não muda nada. É trocar seis por meia dúzia. Fux tem notório saber e reputação ilibada, porém demorou muito a se rebelar contra as mazelas do Supremo, agora é tarde, ficou completamente isolado. (C.N.)


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