sexta-feira, outubro 17, 2025

Bolsonaro volta à mira do STF com retomada de investigações sobre interferência na PF



Tereza Cristina aposta em Tarcísio, Ratinho e Michelle como trinca da direita

Publicado em 17 de outubro de 2025 por Tribuna da Internet

Ex-ministra de Bosloanro cobra maturidade da direita

Lauriberto Pompeu
O Globo

Ex-ministra da Agricultura de Jair Bolsonaro e líder do PP no Senado, Tereza Cristina (MS) afirma que não adianta a oposição lançar um candidato sem viabilidade eleitoral contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026, e citou os governadores Tarcísio de Freitas (São Paulo), Ratinho Júnior (Paraná) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como alternativas.

Sem criticar diretamente o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que tem feito ataques a nomes da direita, ela afirmou que espera que o bloco tenha “maturidade” de entender que a divisão só favorece o governo.

TARIFAÇO – Em entrevista ao O Globo, a senadora também disse que é cedo para debater quem será o vice na chapa, posto para o qual ela própria é cotada, e elogiou o avanço das conversas entre Brasil e Estados Unidos pelo fim do tarifaço.

O deputado Eduardo Bolsonaro articulou nos EUA sanções econômicas ao país e punições a autoridades brasileiras e criticou parlamentares, como a senhora, que tentaram negociar um acordo com o governo americano. Eduardo está prejudicando a direita?

É uma posição dele. Foi embora do país, está lá (nos EUA) e é filho (de Jair Bolsonaro). Ele tem algumas razões diferentes das comerciais, mas o Congresso fez o papel que tinha que fazer: abrir o canal de conversação, fazer a diplomacia parlamentar. Nós temos culpa também, porque deixamos esse canal fechado durante muito tempo. O resultado dessa viagem não foi perdido, alguma sementinha nós plantamos. Conversamos com senadores americanos, e essa conversa fluiu dentro do Senado dos EUA.

Eduardo anunciou a intenção de ser candidato à Presidência em 2026 e faz críticas a outros nomes da direita, como o governador Tarcísio de Freitas. Essa postura atrapalha a unidade da oposição para enfrentar Lula?

Sempre vai ter gente que acompanha um lado ou outro. O melhor era que estivéssemos todos unidos em torno de um nome para as próximas eleições, mas eu acho que ainda tem tempo. Espero que a direita tenha maturidade para saber que nós temos um adversário, que é o governo que está aí, e não somos adversários entre nós. Quem vai disputar a eleição vai ser o PT contra alguém do campo da direita. O melhor dos mundos é que a direita sente e discuta o nome viável, porque não adianta colocar alguém que não tenha viabilidade.

O senador Ciro Nogueira, presidente do PP, citou os governadores Tarcísio de Freitas e Ratinho Júnior como os únicos nomes viáveis da direita. Concorda com ele?

São dois ótimos nomes. E tem outros ainda. As pesquisas dizem que são três (viáveis): Tarcísio, Ratinho e Michelle (Bolsonaro, ex-primeira-dama).

Os três estão em nível de igualdade?

Na pesquisa, sim.

Vê o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, largando atrás? A senhora falou de três nomes viáveis para 2026 e ele não estava.

Pode aparecer um nome, por exemplo, a Tereza candidata, mas não estava no jogo até esse momento. Está tudo embolado. Na pesquisa (Quaest) você vê Tarcísio, Michelle, Ratinho e Caiado. O que está um pouco atrás é o Eduardo Leite. Isso faz parte desse caminho, mas vai afunilando por conta da data de tomada dessas decisões.

A direita pode ter mais de um candidato?

Não é o ideal, mas pode ter. Ainda é cedo para isso. Os candidatos estão aí postos. As pesquisas mostram todo mundo da direita embolado. Se juntar, a chance é muito grande.

O ideal seria o ex-presidente Jair Bolsonaro indicar o nome ainda este ano? Por que ele não faz isso?

Não sei, não tenho conversado com o presidente Bolsonaro por conta da situação dele. Até já pedi para ir lá, mas ainda não recebi o OK. Ele deve ter os motivos. O presidente Bolsonaro é um político diferente. A lógica dele nem sempre é a lógica de todos. Na hora certa, tenho certeza que ele vai fazer isso.

Ele erra na estratégia de ainda não ter indicado esse apoio?

Ainda não, há tempo.

Tarcísio tem dito que vai concorrer à reeleição em São Paulo, mas tem negociado com presidentes de partidos sobre temas nacionais para pressionar o governo Lula. Quais dificuldades vê para ele se assumir candidato a presidente?

Por que ele tem que entrar na arena? O PT já o elegeu como alvo. Ele tem que cuidar de São Paulo, tem muita coisa para fazer lá. Na hora que a direita apoiar, se for o nome dele, tenho certeza que ele vai refletir e tomar uma posição rápida.

A senhora e Ciro Nogueira são citados como opções para vice em uma chapa de direita. Há chances de um dos dois compor a candidatura?

Está tão cedo para isso… A vice é a última coisa que se discute. Tem que ver o que traz mais votos, o que dá mais viabilidade ao candidato. Só não pode ter um vice que tire votos.

O advogado-geral da União, Jorge Messias, o senador Rodrigo Pacheco, e o ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União, são os nomes citados para a vaga de Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal. Quem tem mais apoio na oposição?

Eu imagino que seja o senador (Pacheco), nosso colega, mas não conversei com ninguém ainda.

Concorda com a aprovação de um projeto que reduza penas de envolvidos no 8 de Janeiro em vez de uma anistia total?

Não conheço os dois textos. Eu só sei que um é pela anistia ampla, geral e irrestrita, e outro fala de dosimetria, que era um projeto que o senador Davi (Alcolumbre, presidente do Senado) também vinha gestando há mais tempo. A anistia geral traria uma pacificação, mas a dosimetria também trará uma pacificação ao diminuir a pena do presidente Bolsonaro, que foi muito alta. Não tenho dúvida que trará benefícios.

O que achou da conversa entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o tarifaço?

Vejo com muito bons olhos. Sou uma defensora dessa conversa desde o início, já disse que o presidente Lula deveria ter ligado para o presidente Trump há muito tempo. É um avanço nas relações. Vejo que a diplomacia finalmente vai distensionar e abrir um caminho. Os papéis estão definidos, o Itamaraty, o ministro da Indústria e Comércio (Geraldo Alckmin), todo mundo trabalhando para que possamos ter um horizonte.

Promotora de justiça é afastada após suspeitas de usar funcionários do MP para escrever dissertação de mestrado e fazer compras no RS

 

Por João Pedro LamasVítor Rosa, g1 RS e RBS TV

 

Promotora de justiça Martha Beltrame — Foto: Associação do Ministério Público do Rio Grande do Sul/Reprodução

O Conselho Superior do Ministério Público afastou do trabalho por 90 dias a promotora de justiça Martha Beltrame, que responde a procedimento disciplinar que apura denúncias de que ela usaria servidores e funcionários terceirizados do MP para fins pessoais. A decisão pela suspensão foi tomada nesta semana.

Sob investigação da corregedoria do Ministério Público (MP) há cerca de um ano, o relatório final do caso apontou que Martha teria cometido três infrações gravespassíveis de demissão. Elas envolveriam o uso de uma pessoa em cargo comissionado para a redação de uma dissertação de mestrado e de um funcionário terceirizado para fazer compras em mercado.

"A promotora recebeu uma penalidade de suspensão por 90 dias e uma penalidade de censura. Se confirmada a decisão do Conselho Superior do Ministério Público, será aplicada a penalidade que implica em não recebimento de vencimentos", divulgou a assessoria de comunicação do MP ao g1 e à RBS TV.

O MP não divulgou uma previsão de data para a decisão final do Conselho Superior do MP. Martha ainda pode recorrer. O advogado que faz a defesa, Rafael Maffini diz que está "estudando as medidas necessárias para revertermos a decisão".

"Respeitamos a decisão do Conselho Superior do Ministério Público, mas com ela não concordamos, uma vez que entendemos ser caso de total improcedência da portaria acusatória. Por tais razões, estamos estudando as medidas necessárias para revertermos a decisão", disse.

Quem é a promotora

Promotora de Justiça Martha Beltrame — Foto: Reprodução

Promotora de Justiça Martha Beltrame — Foto: Reprodução

A Atualidade das Palavras de Rui Barbosa diante do Caos Ético dos Três Poderes.


Nota da Redação deste Blog -  A Atualidade das Palavras de Rui Barbosa diante do Caos Ético dos Três Poderes

Diante de tantos desmandos, escândalos e atos de corrupção que assolam os Três Poderes da República — Executivo, Legislativo e Judiciário — as palavras imortais de Rui Barbosa soam mais atuais do que nunca:

“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.”

Essas palavras, proferidas há mais de um século, parecem descrever com precisão cirúrgica o cenário político e moral do Brasil contemporâneo. O país vive uma crise de valores, onde a ética pública e o compromisso com o bem comum são constantemente sufocados por interesses pessoais, conchavos e impunidade.

Nos bastidores do poder, a corrupção tornou-se um sistema enraizado, alimentado por um ciclo vicioso em que os mesmos rostos se revezam entre escândalos e cargos públicos. No Legislativo, leis são frequentemente moldadas para atender grupos de influência, enquanto o Executivo, em muitas esferas, se perde em promessas não cumpridas e administrações marcadas por desvio de recursos. O que dizer, então, do Judiciário, que deveria ser o guardião da Constituição, mas que, por vezes, se vê manchado por decisões políticas e privilégios incompatíveis com o princípio da igualdade perante a lei?

A sociedade, cansada de assistir a esse espetáculo de impunidade, corre o risco de cair na apatia moral. É o que Rui Barbosa alertava: o perigo não está apenas na ação dos maus, mas no silêncio dos bons, na desistência dos honestos, na descrença na virtude. Quando o cidadão de bem se acostuma ao erro e o considera normal, a corrupção deixa de ser exceção e passa a ser regra.

Mas é justamente nesses momentos sombrios que a voz da consciência deve se erguer. Não podemos permitir que a desonra e a injustiça se tornem permanentes. É dever de cada cidadão exigir transparência, ética e responsabilidade de seus governantes, juízes e legisladores. O Brasil só encontrará o caminho da verdadeira democracia quando os valores morais voltarem a ter mais peso do que os interesses políticos e econômicos.

A lição de Rui Barbosa, portanto, não é apenas um lamento, mas um chamado à resistência moral. Que não nos envergonhemos de ser honestos. Que não percamos a esperança de que a virtude ainda pode triunfar. Porque, apesar das nulidades que se multiplicam e das injustiças que se avolumam, a história sempre mostra que o bem, mesmo que demore, encontra seu caminho de volta.

José Montalvão
Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública,
Estudioso do Direito e comentarista político.
Proprietário do Blog DedeMontalvao – Matrícula ABI C-002025.

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